Ao longo de sua histria, o Brasil tem enfrentado o problema da excluso social que gerou
grande impacto nos sistemas educacionais. Hoje, milhes de brasileiros ainda no se beneficiam
do ingresso e da permanncia na escola, ou seja, no tm acesso a um sistema de educao
que os acolha.
Educao de qualidade  um direito de todos os cidados e dever do Estado; garantir o exerccio
desse direito  um desafio que impe decises inovadoras.
Para enfrentar esse desafio, o Ministrio da Educao criou a Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad, cuja tarefa  criar as estruturas necessrias para formular,
implementar, fomentar e avaliar as polticas pblicas voltadas para os grupos tradicionalmente
excludos de seus direitos, como as pessoas com 15 anos ou mais que no completaram o Ensino
Fundamental.
Efetivar o direito  educao dos jovens e dos adultos ultrapassa a ampliao da oferta de vagas
nos sistemas pblicos de ensino.  necessrio que o ensino seja adequado aos que ingressam na
escola ou retornam a ela fora do tempo regular: que ele prime pela qualidade, valorizando e respeitando
as experincias e os conhecimentos dos alunos.
Com esse intuito, a Secad apresenta os Cadernos de EJA: materiais pedaggicos para o 1. e o
2. segmentos do ensino fundamental de jovens e adultos. Trabalho ser o tema da abordagem
dos cadernos, pela importncia que tem no cotidiano dos alunos.
A coleo  composta de 27 cadernos: 13 para o aluno, 13 para o professor e um com a concepo
metodolgica e pedaggica do material. O caderno do aluno  uma coletnea de textos
de diferentes gneros e diversas fontes; o do professor  um catlogo de atividades, com sugestes
para o trabalho com esses textos.
A Secad no espera que este material seja o nico utilizado nas salas de aula. Ao contrrio,
com ele busca ampliar o rol do que pode ser selecionado pelo educador, incentivando a articulao
e a integrao das diversas reas do conhecimento.
Bom trabalho!
Secretaria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade  Secad/MEC
Apresentao
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 1
Caro professor
Este caderno foi desenvolvido para voc, pensando no seu trabalho cotidiano de educar jovens
e adultos. Esperamos que ele seja uma ferramenta til para aprimorar esse trabalho. O caderno
que voc tem em mos faz parte da coleo Cadernos de EJA, e  um dos frutos de uma
parceria entre as universidades brasileiras ligadas  Rede Unitrabalho e o Ministrio da Educao.
As atividades deste caderno contemplam assuntos e contedos destinados a todas as sries
do ensino fundamental e seguem a seguinte lgica:
 Cada texto do caderno do aluno serve de base para uma ou mais atividades de diferentes reas
do conhecimento; cada atividade est formulada como um plano de aula, com objetivos, descrio,
resultados esperados, etc.
 As atividades admitem grande flexibilidade: podem ser aplicadas na ordem que voc considerar
mais adequada aos seus alunos. Cabe a voc escolher quais atividades ir usar e de que forma.
Os segmentos para os quais as atividades se destinam esto indicados pelas cores das tarjas
laterais: as atividades do nvel I (1- a 4- sries) possuem a lateral amarela; as do nvel II (5- a 8 -
sries) tm a lateral vermelha. Se a atividade puder ser aplicada em ambos os nveis, a lateral
ser laranja. Essa classificao  apenas indicativa. Cabe a voc avaliar quais atividades so as
mais adequadas para a turma com a qual est trabalhando.
 Graas  proposta de um trabalho multidisciplinar, uma atividade indicada para a rea de
Matemtica, por exemplo, poder ser usada em uma aula de Geografia, e assim por diante.
As atividades de Educao e Trabalho e Economia Solidria tambm podero ser aplicadas aos
mais diversos componentes curriculares.
Ao produzir este material pedaggico a equipe teve a inteno de estimular a liberdade
e a criatividade. Se a partir das sugestes aqui apresentadas, voc decidir escolher outros textos
e elaborar suas prprias atividades aproveitando algumas das idias que estamos partilhando,
estaremos plenamente satisfeitos. Acreditamos profundamente na sua capacidade de discernir
o que  melhor para as pessoas com as quais est dividindo a desafiadora tarefa de se apropriar
da cultura letrada e se formar cidado.
Bom trabalho!
Equipe da Unitrabalho
CP_iniciais.qxd 21.01.07 14:33 Page 2
Como utilizar a pgina de atividade
Numerao: indica o
texto correspondente
ao caderno do aluno.
rea: indica a rea
do conhecimento.
Nvel: sugere o segmento
do ensino fundamental
para aplicao da atividade.
Materiais e tempo:
materiais indicados para
a realizao da atividade,
especialmente aqueles que no
esto disponveis em sala
de aula (opcional), e o tempo
sugerido para o desenvolvimento
da atividade.
Contexto:
insere o tema
no cotidiano do aluno.
Dicas:
bibliografia de suporte,
sites, msicas, filmes, etc.
que ajudam o professor
a ampliar o tema
(opcional).
Cor lateral:
indica o nvel sugerido.
Descrio:
passos que o professor
deve seguir para discutir
com os alunos os
conceitos e questes
apresentados na
atividade proposta.
Introduo:
pontos principais do
texto transformados
em problematizaes
e questes para o
professor.
Objetivos:
aes que tanto aluno
como professor
realizaro.
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1 Formas e Cores Artes I e II 8
Fabricao de cimento Cincias II 9
Transformao do operrio
pelo resultado do seu trabalho Econ. Solidria II 10
Operrio construdo e Operrio em construo Ed. e Trabalho I e II 11
2 Caminhando e cantando: o que o
movimento sindical ensina aos trabalhadores? Ed. e Trabalho II 12
O operrio que era Santo Geografia I 13
Birthday Schedule Ingls II 14
Resumo Portugus II 15
3 Reconhecendo palavras Portugus I 16
Conociendo los derechos laborales Espanhol II 17
El cntico de la rutina puede cambiar Espanhol II 18
Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Geografia II 19
No somos mquinas, somos gente!!! Histria II 20
Version Ingls II 21
Prazer no trabalho: direito natural
de todo trabalhador Matemtica I 22
4 Sol e radiao eletromagntica Cincias II 23
Minha Infncia Ingls II 24
O cotidiano do trabalhador Matemtica I e II 25
Atividades de Autoria - Campos Lexicais Portugus I e II 26
5 Dia do trabalho ou do trabalhador? Geografia I e II 27
1 de maio - Dia do Trabalhador Histria I e II 28
6 Memria Artes I e II 29
Dor Cincias I e II 30
Emprego Ed. Fsica I e II 31
4  Caderno do professor / Emprego e Trabalho
Sumrio das atividades
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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Caderno do professor / Emprego e Trabalho  5
Texto Atividade rea Nvel Pgina
7 Pela reduo da jornada de trabalho j! Ed. e Trabalho II 32
Reduo da Jornada de trabalho Histria II 33
Trabalhar menos  bom Matemtica I 34
8 O essencial Artes I e II 35
A dor do desemprego Geografia II 36
9 Las nuevas formas del desempleo Espanhol II 37
Nuevos tiempos, nuevos
retos en el mundo del trabajo Espanhol II 38
10 Competio e cooperao no trabalho Econ. Solidria I 39
Varal de Experincias Cooperativas Econ. Solidria I e II 40
A crnica narrada em primeira pessoa Portugus II 41
11 Objetos Animados Artes I e II 42
12 O Trabalho com resduos slidos Econ. Solidria I e II 43
Trabalho individual e trabalho coletivo:
Economia solidria Econ. Solidria I e II 44
Uma vida digna para Csar e Clovis Matemtica II 45
O respeito pelo trabalho
dos homens e dos animais Matemtica I e II 46
13 Conhecendo o sentido de uma fbula Portugus I 47
A cigarra e a formiga Ed. e Trabalho I 48
Cigarras, formigas, trabalho, natureza e arte! Geografia II 49
14 Trs Campanhas Artes II 50
Fabricao de Papel Cincias I e II 51
15 A estrutura do bilhete e a pontuao Portugus I 52
CA3A_prof-iniciais.qxd 18.12.06 10:53 Page 5
6  Caderno do professor / Emprego e Trabalho
16 Um retrocesso na histria:
que direitos precisamos assegurar? Ed. e Trabalho I 53
Direitos dos trabalhadores -
O que diz a Constituio? Histria II 54
Direitos e deveres do trabalhador domstico Matemtica II 55
Salrio legal Matemtica I e II 56
17 Em que parte estou? Matemtica I 57
Crescimento do trabalho informal. Matemtica I e II 58
Construindo grficos da informalidade Matemtica II 59
Resumo II - Aprofundando
possibilidades de sumarizao Portugus II 60
Dictation Ingls II 61
19 Dia de lazer Artes I e II 62
20 De que so feitas as rochas? Cincias I e II 63
Lugar de criana  na escola Matemtica I e II 64
Trabalho infantil: todos somos responsveis Matemtica I 65
Exercitando a argumentao Portugus II 66
21 Posio Inicial Artes II 67
Horas, relgio e movimento de rotao terrestre Cincias I e II 68
Chuva Cincias II 69
A Metamorfose Ed. Fsica I e II 70
Baralho Criativo - A Narrativa Fantstica Portugus II 71
22 Comparing Ingls II 72
23 O operrio e os lugares Geografia II 73
Quebra-cabea de poemas:
desmontagem e montagem de textos Portugus I e II 74
Texto Atividade rea Nvel Pgina
CA3A_prof-iniciais.qxd 18.12.06 10:53 Page 6
Caderno do professor / Emprego e Trabalho  7
24 Trabalho informal Ed. e Trabalho II 75
(Novas) tecnologias de sobrevivncia Geografia I 76
Trabalho informal Geografia I e II 77
Atividades de Leitura e Produo de Poemas Portugus I 78
25 Salutar para quem? Matemtica I 79
Taxa de desemprego Matemtica II 80
Antonmia Portugus I 81
26 Estradas Artes I e II 82
Desemprego e Cooperativismo Econ. Solidria I e II 83
Trabalhando de forma coletiva e solidria Econ. Solidria I e II 74
27 O trabalho vai mal? .... Qual trabalho? Geografia II 85
A economia do mundo cresce,
mas o emprego no! Histria I e II 86
Half/ Double/Triple Ingls II 87
A economia vai bem? Matemtica I 88
Como viver com dois dlares/dia? Matemtica I 89
Distribuir para ganhar Matemtica II 90
Procura-se patro Artes I e II 91
Texto Atividade rea Nvel Pgina
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8  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Artes Nvel I e II
1. Individualmente os alunos devero reler o
poemas.
2. Cada aluno dever pensar em uma forma e
uma cor que traduza a sua interpretao da
obra.
3. A lpis, os alunos desenharo em papel A3, os
dois contornos das formas escolhidas para
representao do poema.
4. A seguir, preenchero os contornos com a cor
escolhida para cada um. Para isso os alunos
devero ter  disposio tintas, pincis, revistas,
papis coloridos, tesoura e cola. A escolha
da tcnica (pintura ou colagem) ficar a critrio
do aluno. Os alunos podero trabalhar
com matizes diferentes da mesma cor.
5. Finalizada a obra, esta ser cuidadosamente
recortada e colada sobre um fundo que d o
destaque necessrio a ela. (Aqui o aluno poder
trabalhar com cartolina preta ou branca.)
6. Criar uma moldura para a obra.
7. Do poema retirar uma palavra ou verso como
ttulo.
Descrio da atividade 8. Montar numa sala ou no corredor da escola
uma exposio das obras, iniciando pela reproduo
do prprio poema. Fazer a abertura
oficial e observar e anotar as reaes do pblico
(da classe e da escola).
9. Discusso da experincia.
Atividade P Formas e cores
1
Te x t o
Objetivos
 Fazer uma pintura ou colagem que expresse os
sentimentos provocados pela obra.
 Refletir sobre a importncia da arte para a
compreenso e discusso de uma determinada
realidade.
Introduo
Um grande poeta brasileiro, Vincius de Moraes,
fala nesse poema sobre a situao do trabalhador.
Uma obra, todavia, tambm provoca reflexes
que podero resultar em outras obras de arte.
Artistas tambm so influenciados por obras e
por artistas. Artistas so movidos por sentimentos
e emoes advindos da observao da realidade
que so expressos de acordo com os padres
da linguagem artstica e do estilo que praticam.
Assim como para o poeta a escolha das palavras 
fundamental para a construo das imagens que
pretende passar, para o pintor ou desenhista, a escolha
de uma tcnica, das formas ou das cores
so os meios que utiliza para alcanar os mesmos
objetivos ao executar sua obra. Que formas e que
cores foram despertadas pelo poema?
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa expressar sentimentos e reflexes
em uma obra simples com apenas um
formato e uma cor.
b) Que o aluno consiga expressar seus sentimentos
ao observar uma obra de arte.
Dicas do professor: Sites 
www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/
www.viniciusdemoraes.com.br/
www.releituras.com/viniciusm_bio.asp
Materiais indicados:
P papel sulfite, tinta,
tesoura, cola, pincis,
revistas, papis coloridos
diversos, etc.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Cincias Nvel II
1. Solicite aos alunos que tragam embalagens de
cimento e cal de diferentes marcas.
2. Pea aos alunos que anotem a composio do
cimento, da cal e de alguns tipos de argamassa,
por exemplo, cimentcola, suas marcas de
fabricao e a indicao do uso fornecida pelo
fabricante.
3. Identifique se h alguma diferenciao nos rtulos
quanto aos ingredientes ou propores
utilizadas e aos usos indicados. Busque identificar
o porqu de diferenas observadas.
4. Pea aos alunos que pesquisem com pessoas
que trabalhem em construo quais tipos de
misturas de materiais envolvendo cimento, cal
e argamassa que seriam necessrias para a
construo de diferentes obras: residncias
(tijolos, reboco, rejunte, vigas, etc.), prdios,
viadutos, etc.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P embalagens de cimento,
cal e argamassa.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Fabricao de cimento
Resultados esperados:
a) Identificao de etapas do processo de fabricao
de cimento.
b) Reconhecimento de diversas aplicaes de cimento
em nossa sociedade.
1
Te x t o
Objetivos
 Identificar as etapas do processo de fabricao
de cimento.
 Identificar a aplicao de cimento em nossa sociedade.
Introduo:
No texto Operrio em construo h a meno
ao uso do cimento. Mas como  produzido o cimento?
Cimento  produzido a partir do aquecimento
do calcrio e de um pouco de argila a
temperaturas elevadas, em torno de 700 graus
Celsius. Quando aquecido, ele sofre decomposio,
formando xido de clcio (cal queimada) e
gs carbnico. Posteriormente, quando for misturada
com gua ao ar livre, a cal queimada absorve
gs carbnico da atmosfera e, ento, endurece. J
a argamassa  uma mistura da cal umedecida e
de areia. O concreto  produzido quando misturamos
cimento, pedra e areia.  muito resistente
a esforos de compresso, mas para resistir 
trao precisa ser reforado com ao. A composio
do cimento  de cerca de 75-80% de calcrio
e 20-25% de argila, que so extrados de minas,
modos, misturados nas propores corretas
e aquecidos em fornos rotativos. Aps sofrer uma
srie de reaes qumicas, a mistura deixa o
forno, sendo denominada clnquer. O gesso  adicionado
ao clnquer, em percentuais em torno de
3-4%, com a finalidade de retardar o seu endurecimento,
que ocorreria rapidamente se gua fosse
adicionada ao clnquer puro.
Dicas do professor: Os antigos romanos j conheciam o
processo de fabricao do cimento. Esse conhecimento
no foi utilizado durante a idade mdia, sendo, no entanto,
redescoberto na virada deste sculo por um qumico
britnico. Ele o batizou de Cimento Portland, porque o cimento
era semelhante a uma pedra encontrada na ilha
de Portland.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  9
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10  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Economia Solidria Nvel II
1. Depois da leitura do texto, destacar a frase:
O operrio faz a coisa e a coisa faz o operrio,
propondo ver como isso acontece.
2. Desenvolva com os alunos uma pesquisa pedindo
a eles que descrevam:
a) como se identifica quem  o operrio e quem
 o patro;
b) o que produzem os operrios;
c) a quem se destina o que os operrios produzem.
3. Depois disso, coloque no quadro, de forma resumida,
a resposta de cada pergunta, caracterizando
cada uma.
4. Faa uma exposio oral para mostrar que foi
olhando para a magnitude e a diversidade do
que o operrio produz que ele teve idia da
sua importncia.
5. Explique que na economia solidria:
 o operrio e o patro so as mesmas pessoas;
 valoriza-se quem produz o que as pessoas
consomem;
 o operrio  responsvel pela riqueza da sociedade.
Descrio da atividade
6. Destacar e apresentar aos alunos experincias
de empreendimentos econmicos solidrios
no setor da construo civil.
Atividade P Transformao do operrio pelo resultado do seu trabalho
1
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relao entre o homem e a sua
transformao observando o resultado do seu
trabalho.
Introduo
A atividade se insere no contexto da discusso do
trabalho, na qual o operrio ao produzir, vai
construindo ou reconstruindo conhecimentos e
se conhecendo e reconhecendo no contexto da
sociedade atual. Introduz a dimenso da produo
individualizada chamando a reflexo para
a economia solidria.
Contexto no mundo do trabalho:
Relao capital-trabalho.
Resultados esperados: Perceber a importncia
de quem produz, que a economia solidria
valoriza o trabalhador e que  por meio do trabalho
que os seres humanos transformam a si
mesmos.
Tempo sugerido: 3 horas
CP03_TX01 pg 08_11.qxd 10.12.06 18:33 Page 10
rea: Educao e Trabalho Nvel I e II
1. Leia a poesia com a turma e oriente os alunos
para sublinhar em cada estrofe o verso que
mais lhe chama ateno em funo de sua experincia
de vida como trabalhador.
2. Discuta as estrofes com os alunos buscando
identificar em cada uma delas o que produz a
alienao do trabalhador (operrio construdo)
e sua emancipao (operrio em construo).
3. A partir da poesia estudada, proponha a organizao
de um jogral.
4. Que outras poesias e/ou letras de msicas
falam sobre o trabalho e que seja do conhecimento
dos alunos? O que elas dizem que nos
ajudam a compreender os significados do trabalho
no capitalismo?
5. A msica Linha de montagem, de Chico Buarque
de Hollanda traz versos que reproduzem
tambm a situao dos operrios na fbrica,
como por exemplo:
Linha linha de montagem
A cor a coragem
Descrio da atividade Cora corao
Abec abecedrio
Opera operrio
P no p no cho
6. Localize a letra completa e leia ou cante com
seus alunos.
Atividade P Operrio construdo e operrio em construo
1
Te x t o
Objetivo
 Compreender que, no capitalismo, o trabalho
configura-se como trabalho alienado.
Introduo:
A arte  expresso do trabalho humano e uma
possibilidade de denncia. Em sua poesia, Vincius
de Moraes retrata os principais elementos do
trabalho alienado, bem como o processo de ampliao
de conscincia do trabalhador quando
percebe a criao de tudo o que existe como fruto
do seu trabalho, de suas mos. O poeta considera
ainda a difcil condio de vida dos trabalhadores.
Aproveite essa poesia para discutir sobre o
trabalho como atividade humana central. Desde
os primrdios da humanidade o trabalho apresenta-
se como condio para a vida tanto em sua
dimenso biolgica quanto cultural, social, simblica,
esttica, ldica, afetiva e subjetiva. Apesar
do trabalho, no sentido amplo, preservar caractersticas
independentes do tempo e espao em
que ele ocorre, ele sofre modificaes na sua forma
de organizao e realizao, conforme a organizao
social vigente. Em que versos da poesia
encontramos elementos do operrio construdo
e do operrio em construo?
Resultado esperado: Identificar elementos do
texto que caracterizam a superao do trabalho
alienado.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  11
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12  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Em sala, pea um trabalho individual:
a) Que segmentos da sociedade estavam presentes
no enterro de Santo Dias?
b) Por que e por quem foi morto Santo Dias?
c) Por que Dom Evaristo Arns diz que existem
dois pesos e duas medidas: uma para o
patro e outra para o operrio?
d) Por que  possvel afirmar que o enterro,
as manifestaes desse dia se converteram
num marco histrico, poltico e sindical?
2. Em pequenos grupos, os estudantes comparam
suas respostas, explicitando para a turma
as concluses a que chegaram.
3. Explique a eles o contexto em que se deu o
regime militar e a represso que sofreram os
trabalhadores.
4. Debate:
a) Que outras histrias vivemos ou conhecemos
sobre greves e outras formas de luta
dos trabalhadores?
Descrio da atividade b) O que sabemos sobre o movimento sindical?
c) O que aprendemos no cotidiano de nossas
lutas?
d) Por que lutamos?
Atividade P Caminhando e cantando: o que o movimento sindical ensina aos trabalhadores?
2
Te x t o
Objetivo
 Identificar a represso sofrida pelos trabalhadores
durante o regime militar no Brasil
Introduo
Caminhando e cantando e seguindo a cano,
somos todos iguais, braos dados ou no. (...)
Vem, vamos embora que esperar no  saber.
Quem sabe faz a hora, no espera acontecer.
Assim dizia a msica de Geraldo Vandr, cantada
no enterro de Santo Dias. Quem vive  quem
sabe: alm de ser um espao de luta contra a
opresso do trabalho, o movimento sindical se
constitui como um espao educativo. Os trabalhadores
aprendem que suas reivindicaes por
melhores condies de trabalho esto diretamente
relacionadas com a luta maior por uma sociedade
justa e igualitria. Desde seu nascedouro
no sculo XIX, o movimento operrio-sindical
tem sido duramente perseguido pelos representantes
dos interesses do capital. Isso se d de
muitas formas, principalmente com a criao de
leis que restringem ou mesmo inviabilizam a
prpria existncia dos sindicatos. Na histria recente
do Brasil, durante os governos militares, os
sindicatos sofreram controles asfixiantes e inmeras
intervenes em nome da Lei de Segurana
Nacional. Voc  sindicalizado? Isso  importante?
Voc j visitou o seu sindicato?
Resultado esperado: Refletir sobre a importncia
da luta dos trabalhadores contra a represso
e pela liberdade de organizao.
Dicas do professor:
Livros  O que  sindicalismo, de Ricardo Antunes (Ed.
Brasiliense); Trabalhadores em greve, polcia em guarda.
Greves e represso policial na formao da classe trabalhadora
(Ed. Bom Texto: Faperj), organizado por Marcelo
Badar Matos.
Filme  Pees, dirigido por Eduardo Coutinho.
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Geografia Nvel I
1. A partir da leitura do texto em sala, solicitar
aos alunos a identificao do personagem central
e o que o texto est relatando sobre ele.
2. Debater com os alunos os motivos do assassinato
do operrio.
3. Identificar na sala de aula se algum aluno
conheceu algum que tenha sofrido agresso
fsica ou mesmo morrido durante uma luta social
(sindical, por moradia, por transporte,
etc.). Fazer o relato para a classe.
4. Identificar se algum aluno lembra de algum
caso no Brasil ou no mundo de trabalhador
morto numa luta social.
5. Aps os relatos, realizar a leitura do trecho do
texto em que Dom Paulo Evaristo Arns fala sobre
a morte do operrio. Destacar a parte em
que ele faz referncia ao fato de que quem
constri a riqueza  punido por querer dar po
aos seus filhos, requisitando que os alunos
analisem o sentido dela.
6. Registrar no caderno a sntese dos resultados
dessa anlise.
Descrio da atividade 7. Debater com os alunos qual a importncia de
se relembrar datas como essa aps tantos anos.
Atividade P O operrio que era Santo
Resultados esperados:
a) Assumir uma postura crtica diante das violncias
praticadas contra militantes de movimentos
sociais.
b) Entender que o movimento social  um instrumento
de luta e conquista de melhorias nas
condies de vida da populao trabalhadora.
c) Rememorar datas marcantes das lutas sociais.
2
Te x t o
Objetivos
 Possibilitar aos alunos a compreenso de que no
Brasil a luta pelos direitos dos trabalhadores
ainda  encarada como um ato de desobedincia
civil. Permitir ainda a anlise de caso extremo,
onde a luta reivindicativa  punida com
a morte do operrio.
 Incorporar a noo de que a lembrana da data
de morte de um operrio, nas circunstncias
em que ocorreu a de Santo Dias, significa um
tributo aos lutadores do povo.
Introduo
As greves dos trabalhadores metalrgicos no incio
dos anos 80, especialmente no grande ABC
paulista, tiveram um impacto muito grande na
organizao dos trabalhadores brasileiros, pelo
enfrentamento ao regime militar e  chefia das
empresas empregadoras. Os trabalhadores se
comportaram como protagonistas da histria, e a
reao no tardou a aparecer, inclusive levando
operrios  morte. Foi nesse perodo que a regio
do grande ABC paulista destacou-se para o mundo,
no s pela forte industrializao, mas principalmente
pelo movimento dos operrios em busca
de melhores condies de trabalho e salrio.
Tempo sugerido: 2 horas
Dicas do professor: O Centro de Documentao e Memria
da Unesp (www.cedem.unesp.br/acervos/acervo_ santo.
htm) inclui um texto sobre Santo Dias que relata com detalhes
o ocorrido em seu assassinato, bem como o contexto
da morte e a conjuntura poltica do perodo. O grupo
Tortura Nunca Mais (www.torturanuncamais-rj.org.br/
MDDetalhe.asp?CodMortosDesaparecidos=182) tambm possui
arquivo sobre as circunstncias da morte de Santo Dias.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  13
CP03_TX02 pg 12_15.qxd 10.12.06 18:36 Page 13
14  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Primeiramente apresente aos alunos os nomes
dos meses do ano Pode-se colocar na lousa ou
distribuir uma folha com os nomes:
January
February
March
April
May
June
July
August
September
October
November
December
2. Pea aos alunos que copiem (se for do quadro)
e coloquem seu nome ao lado do ms
de seu aniversrio. Ento diga a eles que toda
vez que falarmos de ms, usaremos a
preposio IN.
Por exemplo: I was born in January (Eu nasci
em janeiro)
Ento tente relembrar com os alunos os
nomes dos dias da semana
Sunday
Monday
Tuesday
Wednesday
Thursday
Descrio da atividade Friday
Saturday
3. Diga a eles que para os dias da semana e do
ms usaremos sempre a preposio ON.
Por exemplo: I was born on Saturday (Eu
nasci no sbado)/ I was born on the 18th (Eu
nasci no dia 18).
4. Verifique o conhecimento dos alunos em relao
a horas e explique que nesse caso usaremos
a preposio AT.
Por exemplo: I was born at 9:00 oclock. (Eu
nasci s 9:00).
5. Pea aos alunos que entrevistem 4 colegas de
classe. Eles devem dar a data de seus aniversrios
da seguinte forma:
I was born in (ms), on (dia da semana ou do
ms) at (hora).
Os que no souberem a hora do nascimento
podem inventar.
Atividade P Birthday Schedule
Resultado esperado: Rever horas, dias da
semana, meses e praticar corretamente as preposies.
2
Te x t o
Objetivo
 Explicar o uso das preposies IN/ON/AT e os
meses do ano em ingls.
Introduo
O texto trata da morte de um operrio em greve
no ABC paulista. Esse episdio faz parte da histria
de nosso pas. Ao estudarmos outro idioma,
faz-se importante o aprendizado dos meses do
ano e das preposies corretas para narrao de
eventos histricos.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura.
a) Iniciar com perguntas que conduzam o aluno
para o entendimento do que  sntese e
sua finalidade.
b) Pedir a um aluno que conte, minuciosamente,
os acontecimentos vividos no dia anterior.
Depois, solicitar que um outro aluno
v ao quadro e escreva, em trs ou quatro
frases curtas, o que foi contado. (Exemplo:
Percival trabalhou muito ontem  noite. Cansado,
mal jantou e dormiu na mesa. Acordou
hoje, j atrasado para o trabalho.)
c) Perguntar  classe: O que  resumir? Em
que situaes da vida precisamos ser sintticos?
Quando escrevemos resumos? (Levar
a classe a concluir que resumir  colocar
as idias principais numa seqncia e desprezar
os detalhes. O resumo, porm, deve
ser compreensvel para qualquer leitor ou
ouvinte que no tenha lido o texto original
ou ouvido a histria toda).
d) Mostrar que, na vida, nos deparamos com
muitos resumos (se puder, levar para a sala
alguns exemplos): resumos de filmes em jornais
e revistas, resumos de livro nas propagandas
das livrarias, quarta capa de livros,
curriculum vitae, projetos de aula etc.
e) Ressaltar que o resumo  um texto de informao,
que responde a questes (Onde?
Quem? Quando? Como? e Por qu?).
Descrio da atividade 2. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos. Comentar amplamente
a posio da populao, a participao
poltica e sua importncia no contexto
vivido.
b) Perguntar aos alunos: Qual o objetivo do
autor do texto? Para que leitor escreveu o
texto? Onde circula um texto como esse?
(Destacar a importncia de, num resumo,
levar em conta o provvel leitor do texto, o
espao em que o texto ser veiculado e o suporte
em que ser colocado).
c) Mostrar que o texto Santo Dias  informativo,
resume um acontecimento. Verificar
se identificam: Onde? Quem? Quando?
Como? Por qu?
d) Pedir, ento, a um aluno que v ao quadro
e, em quatro ou cinco frases, resuma o texto
lido.
e) Ressaltar: Para um resumo  necessrio: ler
vrias vezes o texto original, sublinhar ou
memorizar as idias importantes, anotar
respostas para as questes bsicas do texto
de informao, escrever o resumo, confront-
lo com o original.
f) Se possvel, passar um filme para os alunos,
coment-lo e solicitar que escrevam
um resumo.
Atividade P Resumo
Resultado esperado: Desenvoltura para resumir.
2
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de sntese de textos de
informao.
Introduo
Freqentemente, precisamos selecionar contedos
relevantes e sintetiz-los. Para isso, valemonos
de vrias competncias e habilidades: acesso
a recursos culturais, conhecimento prvio,
compreenso, anlise, seleo, avaliao, aplicao,
ordenao, classificao e transferncia.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  15
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16  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel I
1. Possibilite que os educandos explorem o texto.
Verifique se conhecem o tipo de texto, identificando
com eles que se trata de um poema.
2. Solicite que apontem o ttulo do texto.
3. Leia o ttulo, solicitando que acompanhem a
leitura.
4. Debata com eles o significado das palavras do
ttulo cntico e rotina.
5. Leia o corpo do texto, solicitando que acompanhem
a leitura.
6. Por meio de perguntas, leve os educandos a
perceberem a relao entre o recurso da repetio
usado no poema e a repetio dos fatos
que acontecem na rotina de um trabalhador.
7. Ajude-os a identificarem as palavras que se repetem
na primeira parte do poema.
8. Solicite que copiem essas cinco palavras nos
seus cadernos, usando letra de forma ou cursiva
(ou ambas).
9. Proponha que escrevam uma nova frase, completando
as palavras copiadas de modo a registrar
algum direito que o trabalhador deveria ter.
10. Solicite a cada um que leia a frase que elaborou
e que a turma escolha uma frase para ser
escrita na lousa.
Descrio da atividade 11. Ao final, todos copiam a frase escolhida nos
seus cadernos.
Atividade P Reconhecendo palavras
3
Te x t o
Objetivo
 Utilizar o poema como material bsico para o
trabalho de alfabetizao, levando os educandos
a identificarem a estrutura do texto e as
palavras que se repetem nos versos.
Introduo
O texto se desenvolve por meio da repetio da
frase todo trabalhador tem direito a, a partir da
qual a autora joga com o contraste entre esses direitos,
que tm a ver com liberdade, emancipao
humana, e a repetio que caracteriza a rotina do
trabalhador. Dessa foma, leva a uma reflexo crtica
sobre essa rotina, permitindo indagar: qual 
o sentido do trabalho? A atividade proposta se
dirige aos educandos em fase de alfabetizao,
explorando a forma geral do texto e as palavras
que se repetem.
Resultados esperados: Domnio do reconhecimento
de palavras pela sua forma geral e repetio
no texto, compreendendo o sentido
dessa repetio para o efeito potico pretendido
pela autora.
Dicas do professor: Ouvir com os educandos a msica
Cotidiano, de Chico Buarque de Hollanda, que mostra
outra forma de rotina na vida de um trabalhador.
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Orientando-se no texto, faa com os alunos
um inventrio das aes que eles vivenciam
no cotidiano: Trabalho e lazer  possvel?
2. Trabalhe em espanhol com o verbo que se
repete no texto TENER, fazendo a flexo no
presente do indicativo da seguinte maneira:
Todo trabajador tiene derecho a ........... .
Como trabajador tengo derecho a ........... .
3. Cada aluno elabora as frases com esse verbo e
com outros de acordo com suas experincias.
4. Usar dicionrio e glossrios que os alunos j
possuam.
5. Pea a cada aluno que leia seu texto.
Descrio da atividade
Atividade P Conociendo los derechos laborales
Resultado esperado: Que os alunos produzam
textos reflexivos, orais ou escritos, em espanhol,
sobre os direitos dos trabalhadores a partir da sua
prtica.
3
Te x t o
Objetivo
 Estimular a pesquisa e o conhecimento sobre
os direitos trabalhistas para que cada pessoa
possa refletir sobre sua prpria experincia.
Introduo
A linguagem do texto insere o leitor no mundo
do trabalho de uma maneira mais amena, falando
de aes que deveriam fazer parte integrante
do que seria a vida do trabalho e a vida de lazer.
Isso constituiria o ideal de vida, de vida com
qualidade. Nos tempos atuais, o que realmente o
mundo do trabalho oferece aos trabalhadores?
Na atividade diria, isto , falando daquele trabalhador
que est empregado e considerando o
enorme salto tecnolgico da automao, da robtica,
da microeletrnica, que exigem outros
padres de produtividade, comea a prevalecer a
tendncia de quebrar as prticas de linha de
montagem e grande volume de produo. Tudo
isso determina uma mudana fundamental no
modo de trabalhar, com maior flexibilizao e
polivalncia da mo-de-obra, j que o trabalhador
precisa aprender a controlar vrias mquinas
ao mesmo tempo e tambm ser capaz de
atuar em equipe, adquirindo maior capacidade
de participao e deciso. Com as possibilidades
abertas pela automao, j no seria oportuno
diminuir a jornada de trabalho e finalmente despender
mais tempo com o lazer e a formao
pessoal? Dessa maneira, talvez, o trabalho estivesse
integrado  vida, reconquistando sua dimenso
humana. Certamente, poderamos ter
mais prazer com ele.
Material indicado:
P dicionrios.
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  17
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18  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. Selecione juntamente com os alunos os versos
do cntico em que os verbos estejam no
infinitivo.
2. Escreva no quadro e a seguir proponha a eles
que escrevam a verso desses versos em espanhol.
3. Depois de terminar essa atividade, corrija no
quadro a verso e, em seguida, promova uma
leitura coral do texto em espanhol.
4. Eis uma verso para referncia:
Todo trabajador tiene derecho a bostezar
Todo trabajador tiene derecho a recibir flores
Todo trabajador tiene derecho a soar
Todo trabajador tiene derecho a ir al bao
Todo trabajador tiene derecho a ver la puesta
del sol
Todo trabajador tiene derecho a leer un libro
Todo trabajador tiene derecho a sonreir
Todo trabajador tiene derecho a ganar una
sonrisa ajena
Todo trabajador tiene derecho a contraer gripe
Todo trabajador tiene derecho a jugar un
partidillo
Todo trabajador tiene derecho a estar en las nubes
Descrio da atividade Todo trabajador tiene derecho a tomar el sol
Todo trabajador tiene derecho a sentarse en el
csped
Todo trabajador tiene derecho a recoger
conchas en una playa desierta
Todo trabajador tiene derecho a decir lo que
piensa
Todo trabajador tiene derecho a pensar
Todo trabajador tiene derecho a saber por qu
trabaja
Todo trabajador tiene derecho a mirarse al
espejo.
5. O texto em espanhol propicia as atividades
com verbos: por exemplo o verbo TENER que
se repete no texto e pode ser explorado no
presente do indicativo em todas as pessoas,
em exerccios orais e escritos.
Atividade P El cntico de la rutina puede cambiar
Resultado esperado: Produo de textos orais
e escritos utilizando o lxico espanhol relacionado
ao tema.
3
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre as atividades dirias no trabalho
e na vida pessoal com vistas a mudar a rotina.
 Familiarizar-se com verbos e expresses da lngua
espanhola relacionados ao tema.
Introduo
Segundo o texto  preciso haver sempre uma relao
entre prazer e trabalho, entre satisfao
pessoal e contribuio, e uma relao individual
com a natureza. Isso justificaria dizer que trabalho
sim, e lazer tambm. Diante da exigncia das
empresas de que o trabalhador seja polivalente,
tenha iniciativa, saiba trabalhar em equipe, identifique
problemas, questione ordens, apresente
idias, administre seu tempo de trabalho e estude
continuamente. Como o trabalhador pode
organizar sua vida de maneira a conciliar as possibilidades
entre trabalho e prazer? Nas fbricas,
atualmente, a maior preocupao no  mostrar
os operrios numa linha de montagem, mas as
ltimas inovaes tecnolgicas.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Geografia Nvel II
1. Solicitar a leitura individual do texto.
2. Identificar, dentre as frases do texto, qual o
aluno j realiza.
3. Registrar no caderno a escolha.
4. Identificar uma que ele no faz e gostaria de
fazer.
5. Registrar no caderno a escolha e justificar o
motivo.
6. Identificar uma que ele no faz e no gostaria
de fazer.
7. Registrar no caderno a escolha e justificar o
motivo.
8. Resgatar as escolhas da classe e ordenar a
partir das mais citadas.
9. Solicitar aos alunos que justifiquem para a
classe os motivos da sua escolha, dividindoos
pelos itens acima.
10. A partir da apresentao coletiva das escolhas,
realizar a leitura do ltimo pargrafo
do texto em voz alta para a classe.
11. Discutir coletivamente sobre os seguintes
temas contidos no pargrafo, relacionando-
os com as escolhas acima:
Descrio da atividade I) corpo e mquina;
II) corpo e vida;
III) trabalho e prazer;
IV) trabalho e aprimoramento da vida;
V) trabalho e significado de nossa existncia.
12. Propor aos alunos a elaborao de um texto,
em prosa ou verso  individual ou coletivamente
, em que se relacionem as escolhas
acima referidas e os temas presentes no ltimo
pargrafo.
Materiais indicados:
P dicionrios, livros
paradidticos ou
didticos.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Viver para trabalhar ou trabalhar para viver?
Resultados esperados:
a) Qualificar o aluno para uma reflexo sobre seu
prprio cotidiano de trabalho e sobre o papel do
trabalho na formao de sua individualidade.
b) Compreender o significado e a funo da mquina
no contexto da produo das mercadorias,
alm da relao dos homens com ela.
3
Te x t o
Objetivo
 Levar o aluno a perceber que o trabalho  uma
atividade vital para o homem e o diferencia
dos outros animais, devendo ser motivo de satisfao
e dando significado  sua existncia.
Introduo
No mundo contemporneo o trabalho  normalmente
associado  fadiga, ao desgaste fsico e,
por decorrncia, ao desprezo e alheamento. O trabalhador
se sujeita s tarefas mais rduas e de
menor remunerao, muitas vezes em condies
precrias e insalubres, em troca de um salrio.
Raramente o trabalho  associado ao prazer, ao
gosto do fazer e  criatividade, uma vez que a
sua remunerao  sempre apenas uma parcela
da riqueza que foi produzida e, portanto, para
uma grande maioria da populao, insuficiente 
satisfao de suas necessidades bsicas.
Dicas do professor: A msica Alienao, do grupo
Kalibre 77, tem uma letra instigante sobre o tema e pode
ser encontrada em
http://vagalume.uol.com.br/kalibre77/alienacao.html
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  19
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20  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Histria Nvel II
1. Em grupos, tendo em conta suas prprias experincias
de vida e trabalho, solicitar aos alunos
que complementem o Cntico da rotina,
anotando:
a) em folhas de papel tudo que seria direito
do trabalhador;
b) em outra folha, registrem tudo aquilo que,
para eles, o trabalho representa em termos
de sofrimento (exemplo: ter que acordar
cedo, agentar a cara feia do patro, etc.);
c) na terceira folha, elaborem uma listagem
das condies concretas em que, do ponto
de vista deles, o trabalho deve se realizar.
2. Em seguida, pea que colem as folhas de papel
ofcio em 3 folhas de papel pardo de acordo
com os contedos (a, b, c).
3. Convide os alunos para apreciar o conjunto de
respostas, comparando e explicando quais as
caractersticas do trabalho na nossa sociedade,
seus significados e desafios para os trabalhadores
(ver dicas para o professor).
Descrio da atividade 4. Mostrar imagens de situaes de trabalho em
diferentes perodos histricos, levando os educandos
a perceberem as mudanas nos direitos
dos trabalhadores.
Materiais indicados:
P imagens de situaes de
trabalho, papel ofcio
branco, papel pardo;
caneta hidrogrfica, cola.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P No somos mquinas, somos gente!
Resultados esperados: Considerar que, ao
longo da histria, o trabalho ganha diferentes configuraes
e significados para os trabalhadores.
3
Te x t o
Objetivo
 Compreender que a produo e reproduo da
existncia humana se do pelo trabalho, o qual
varia de acordo com os seus determinantes
histricos.
Introduo
Uma das formas de intercmbio entre os seres
humanos e a natureza  o trabalho, o qual 
condio para a produo de coisas teis e
necessrias para garantir a produo e reproduo
da existncia humana. Independentemente
de como ele se configura nas diferentes formaes
sociais, o trabalho  o ponto de partida
para humanizao do ser social. Por pensar e refletir
sobre si e sobre seu trabalho, os seres humanos
so capazes de criar e recriar a realidade
humano-social. Mas, dependendo das condies
histricas, em vez de produzir riquezas materiais
e espirituais, o trabalho pode produzir infelicidade
e pobreza. Em nossa vida cotidiana,
quais os significados do trabalho? Na reproduo
de nossa existncia, em que medida ele tem
representado liberdade e sofrimento? O que seria
preciso para que todos ns usufrussemos
dos direitos anunciados no Cntico da rotina?
Dicas do professor: Livros  O que  alienao, de Wanderly
Codo (Ed. Brasiliense); O caracol e sua concha. Ensaios
sobre a morfologia do trabalho (Ed. Bontempo).
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rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pea aos alunos que formem duplas. Cada dupla
dever ter acesso a um dicionrio (portugus/
ingls).
2. Eles devero reescrever o poema em ingls.
Ajude-os dando a frase que inicia todos os versos:
Every worker has the right to (Todo trabalhador
tem direito a).
3. Quando tiverem terminado, pea a eles que
troquem de folha com outras duplas, de modo
que ningum fique com a prpria folha e
coloque a correo no quadro (segue aqui somente
o final que completa cada frase):
Yawn/ Gain flowers/ Dream/ Go to the bathroom/
Have butter on the bread/ Promotion/
Sunset / Coffee/ Read a book/ have a battery
radio/ smile/ gain a smile/ catch a cold/ eat
turkey on Christmas/ birthday party/ play
soccer/ a dentist/ walk in the clouds/ sit on the
grass/ travel on vacation/ collect shells on a
desert beach/ say what they think/ think/
know why he works/ look himself in the
mirror/ his body and soul.
4. Os alunos devem corrigir a traduo dos colegas
a lpis, sem apagar o que os colegas escreveram.
Pea a eles que destroquem os papis
e verifiquem seus erros.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P dicionrios portugus/
ingls em sala
(preferencialmente, um
para cada 2 alunos)
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P Version
Resultado esperado: Espera-se que os alunos
se familiarizem melhor com estruturas do ingls e
vejam de modo comparativo as diferenas entre
sua lngua e o ingls.
3
Te x t o
Objetivo
 Fazer verso de um texto para o ingls
Introduo
Por ser um poema repetitivo, torna-se fcil seu
uso para ajudar os alunos a fazer uma verso dele
em lngua estrangeira.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  21
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22  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I
1. Solicite aos alunos que considerem os seguintes
dados: o valor do salrio mnimo vigente
em seu Estado, o preo de livros numa
variao entre R$ 12,00 e R$ 36,00, e o de
pacotes de viagens para frias de vero (que
pode ser pesquisado em jornais), para fazer
as questes:
a) Pea que faam a relao de gastos mensais
que tm com alimentao e os gastos com gua
e energia eltrica, e verifiquem o que sobra do
salrio que recebem.
b) Encontrem a mdia aritmtica entre os dois valores
(preos) dos livros e estimem quantos livros
podem comprar para ler em um semestre.
c) Pensem onde gostariam de passar as prximas
frias e pesquisem os valores que sero gastos
com: passagens, dirias, alimentao, lazer e
imprevistos. Calculem o valor, em reais, que
gastaro. Faam comparaes entre as opes
que so oferecidas.
2. Conclua a atividade refletindo sobre a relao
entre a renda e o acesso a direitos.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P folders de agncia de
viagens e jornais.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Prazer no trabalho: direito natural de todo trabalhador
Resultados esperados: Aps realizar as atividades,
os alunos tero feito:
a) comparaes entre nmeros;
b) relaes entre despesas domsticas e de lazer;
c) clculos matemticos envolvendo adies, subtraes,
divises e mdia aritmtica.
3
Te x t o
Objetivos
 Questionar a situao do trabalhador brasileiro
no que diz respeito aos seus direitos.
 Utilizar diferentes fontes de informaes com
dados matemticos para construir ou reconstruir
novos conhecimentos.
Introduo
O Cntico da rotina sugere que nosso corpo
no  mquina e que ningum deve trabalhar como
se fosse uma mquina. Discuta com seus
alunos o porqu dessa comparao e se eles concordam
com essa afirmao. Com quais direitos
citados no texto eles mais se identificam? Que
outros direitos gostariam de ter? Qual  a participao
deles e dos sindicatos na conquista de direitos?
Dicas do professor: Msica  Cantor de ofcio, letra
de Antonio Angelli e msica de Dante Ledesma.
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  23
rea: Cincias Nvel II
1. Pea aos alunos para recortar um crculo de
cerca de 15 cm em uma cartolina;
2. Cada aluno deve dividir o seu crculo em 7 fatias
iguais (como uma pizza), colorindo cada
fatia com uma das cores do visvel do espectro
eletromagntico: vermelho, alaranjado, amarelo,
verde, azul, anil e violeta;
3. Usando um lpis como eixo, faa um furo no
centro do crculo e solicite ao aluno que gire o
disco em diferentes velocidades;
4. Pea a cada aluno que anote as cores observadas,
relacionando-as com o espectro eletromagntico.
Descrio da atividade
Atividade P Sol e radiao eletromagntica
4
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o conceito de espectro eletromagntico
e sua origem na radiao solar.
Introduo
O texto fala do Sol, com seu raio rachando as nuvens.
Como podemos entender a energia que vem
do Sol? O Sol pode interagir com a matria presente
em nosso planeta. No entanto, a radiao
solar no  uma coisa nica, pois contempla uma
faixa de raios energticos com valores de energia
muito diferentes. Essa variedade de feixes de luz
de diferentes energias  conhecida como espectro
eletromagntico. Nele encontramos os raios gama,
que possuem elevadssima energia, passando
pelos raios-X, pela luz ultravioleta, pela radiao
associada s cores que podemos identificar, at as
ondas de rdio e televiso, que possuem menor
energia. A parte do espectro eletromagntico que
o ser humano consegue enxergar  denominada
visvel. Nela encontramos radiaes de diferentes
energias, associadas s cores que podemos decompor
em um arco-ris: violeta (maior energia),
anil, azul, verde, amarelo, alaranjado e vermelho
(menor energia). Muitos dos fenmenos visuais
que observamos esto relacionados  presena de
diferentes radiaes existentes. Por exemplo,
porque o cu  azul? O cu  azul porque a radiao
azul  uma das radiaes de menor tamanho
que podemos enxergar. Luzes de menor tamanho
sofrem um espalhamento ou disperso
maior. A luz do Sol, quando chega  Terra, encontra
a atmosfera, que possui inmeras partculas
suspensas. A luz azul encontra essas partculas da
atmosfera e se espalha, dando origem ao intenso
azul do cu que enxergamos. Materiais tambm
podem absorver parte da radiao solar, num
processo chamado absoro e refletir algumas
cores, que so as cores que enxergamos. A cor
que enxergamos em um objeto  a cor que ele reflete.
Quais os trabalhos que o homem exerce
com a transformao das radiaes?
Contexto no mundo do trabalho: O mundo ao nosso
redor  cercado de cores, quer na natureza, quer nos materiais
produzidos pelos humanos. A cor que enxergamos
 resultado da interao da radiao solar com esses materiais,
em processos de absoro e reflexo da luz.
Resultado esperado: Associao entre cores e
espectro eletromagntico na regio do visvel.
Dicas do professor: A radiao vermelha  a de menor
energia e a de maior tamanho. Portanto, ela sofre menos
espalhamento nas partculas da atmosfera. Por isso, nossos
sinais de alerta so vermelhos (farol, placas de advertncia,
luz de freio etc.), pois essa cor sofrer menor
disperso nos objetos que a circundam e atingir nossos
olhos mais facilmente.
Materiais indicados:
P cartolina e lpis de cor
ou cera.
Tempo sugerido: 1 hora
CP03_TX04 pg 23_26.qxd 10.12.06 18:39 Page 23
24  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Pergunte aos alunos sobre coisas que eles costumavam
fazer quando eram crianas, mas
que hoje no fazem mais.
2. Anote alguns de seus exemplos no quadro
(eles diro coisas como: tomar mamadeira,
usar fraldas, brincar de esconde-esconde, colecionar
figurinhas, etc).
3. Coloque no quadro a seguinte frase: I used to
smoke, seguida de sua traduo Eu costumava
fumar.
4. Explique aos alunos que sempre utilizamos a
estrutura USED TO + VERBO para citar hbitos
ou rotinas que tnhamos no passado, mas
que no temos mais hoje em dia.
5. Coloque no quadro as seguintes atividades:
 Ride a bike (andar de bicicleta)
 Do the homework every day (fazer a lio
de casa todos os dias)
 Play with dolls (brincar de boneca)
 Play soccer in the street (jogar futebol na
rua)
 Sleep early (dormir cedo)
 Wear diapers (usar fraldas)
 Suck the thumb (chupar o dedo)
 Collect stamps (colecionar selos)
 Play hide-and-seek (brincar de esconde-esconde)
 Cheat on the test (colar na prova)
Descrio da atividade  Help my mom in the house (ajudar minha
me em casa)
 Watch cartoons (ver desenhos)
6. Pea a eles que, individualmente, escrevam seis
coisas que eles faziam quando crianas (podem
usar as frases da lousa como ajuda, mas tambm
podem criar suas prprias frases I used to
play basketball, por exemplo).
7. Quando terminarem, pea que passem o papel
para que outros colegas leiam.
8. Pode-se tambm pedir que algumas redaes
sejam lidas em voz alta para a classe
Atividade P Minha infncia
Resultados esperados: Os alunos devem conseguir
expressar algumas atividades em ingls e
fixar a estrutura USED TO.
4
Te x t o
Objetivo
 Aprender a utilizar o termo Used to, descrevendo
hbitos passados.
Introduo
O texto  uma narrativa de lembranas, coisas
que o autor fazia no passado, mas no faz mais
hoje em dia. Nesse contexto  importante mostrar
aos alunos como  que se menciona hbitos
do passado em ingls.
Tempo sugerido: 1 hora
CP03_TX04 pg 23_26.qxd 10.12.06 18:39 Page 24
rea: Matemtica Nvel I e II
Segundo informaes do Dieese (Departamento
Intersindical de Estatstica e Estudos Socioeconmicos),
em agosto de 2006 o custo da cesta
bsica em cinco capitais brasileiras foi de: Porto
Alegre R$ 171,72; So Paulo R$169,62; Braslia
R$161,59; Rio R$ 155,23 e Fortaleza R$129,46.
O produto que mais subiu foi a carne, principalmente
em Belo Horizonte, onde o aumento foi de
8,04%, em Braslia foi de 5,52% e em Porto Alegre
a percentagem foi de 5,32%. Tendo em vista
esses dados e o texto, solicite aos alunos que faam
as seguintes atividades:
1. Comparem o valor das cestas bsicas apontadas
na atividade, e verifiquem onde o custo
 maior e onde  menor.
2. Calculem o quanto gastam em transporte por
semana, por ms e por ano, considerando ida
ao trabalho e volta para casa.
3. Encontrem a porcentagem de aumento para o
salrio mnimo (R$ 350,00), considerando
que o Dieese calculou que o salrio deveria ser
R$ 1.442,62.
Descrio da atividade 4. Escrevam um pequeno texto comparando sua
situao com a do trabalhador mencionado no
texto Pai e eu.
Atividade P O cotidiano do trabalhador
Resultados esperados:
a) Que o aluno estabelea comparaes e relaes,
entre valores e lugares, bem como
discuta possveis solues que poderiam contribuir
para melhorar o cotidiano de trabalhadores
e trabalhadoras.
b) Que o aluno utilize conceitos matemticos tais
como: porcentagem, comparao, operaes
aritmticas elementares para repensarem suas
situaes de trabalho, vida, ganhos e perdas.
4
Te x t o
Objetivos
 Realizar observaes e discusses sobre o cotidiano
utilizando conceitos matemticos.
 Criar espaos de discusses sobre a vida dos
trabalhadores brasileiros.
Introduo
Para no faltar farinha para o po, todo dia
homens e mulheres saem muito cedo de casa,
acompanhados de seus pensamentos e preocupaes.
 a rotina diria. A preocupao com a
educao dos filhos, com a comida, com a conta
de energia eltrica, com o aluguel so alguns dos
fatores que acompanham brasileiros diariamente.
Como  seu final de dia quando sai do trabalho?
Voc consegue chegar em casa e encontrar
seus filhos acordados? Conversa com sua/seu
mulher/marido e seus filhos? E seus alunos, como
 a rotina para eles? A preocupao com a
alimentao e o transporte  comum a todos. A
atividade a seguir prope clculos a respeito desses
itens.
Material indicado:
P calculadora.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor:
Ouvir, ler e recitar versos de Chico Buarque, Brejo da
cruz e Fantasia.
Livro  Terra, de Sebastio Salgado (Companhia das Letras).
Msica  O dia da criao, de Vinicius de Moraes.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  25
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26  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades anteriores  leitura do texto.
a) Escrever no quadro as palavras a seguir e
pedir aos alunos que encontrem critrios para
agrup-las de alguma forma: pai, menino, trabalho,
pesado, agonia cotidiana, olhar, nuvens,
desemprego, tarde, braal, filhos (sugesto
de agrupamentos:
 fenmenos: nuvens, tarde.
 pessoas: pai, menino, filhos, olhar
 trabalho: trabalho, pesado, agonia cotidiana,
desemprego)
b) Conversar com os alunos sobre o ato de falar e
escrever: um exerccio de ativar sentidos e representaes
que sejam relevantes num determinado
modelo de realidade e para um fim especfico.
Antes de tudo, falar  agir socialmente.
c) Dizer que as palavras permitem associaes,
chamadas campos lexicais: palavras que designam
parte de um objeto ou um conjunto de
termos que permitem uma possvel associao
significativa.
d) Pedir, como exemplo, aos alunos que tentem
lembrar as partes de uma bicicleta de passeio
(guido, cabo do freio, alavanca de freio, pralama,
freio dianteiro, garfo dianteiro, pneu
com cmara de ar, porta-cantil, cala-p, pedal,
corrente, cmbio traseiro, olho-de-gato, pralama,
bagageiro, freio traseiro, cano do selim,
quadro, alavanca de mudana de marchas).
e) Informar que fala  o uso individual da lngua
e propor a seguinte atividade: formar grupos de
cinco ou seis pessoas. Cada grupo escolher um
Descrio da atividade escriba. Os demais sero compositores. Entregar
ao grupo uma folha com as palavras e
expresses utilizadas no exerccio a. A funo
do escriba  prestar ateno  histria criada
pelos compositores, pois, ao trmino, dever
cont-la para a sala. O primeiro compositor escolher
uma das palavras fornecidas e, com ela,
iniciar uma histria livremente criada. Logo
depois, indicar uma segunda palavra e passar
o exerccio de autoria para um colega e assim
sucessivamente at que todas as palavras tenham
sido utilizadas e a histria ganhe um fim.
O escriba, ento, a ler para a sala.
2. Atividades de leitura do texto.
a) Ler e comentar o texto com os alunos.
b) Mostrar os campos lexicais do trabalho e do
transporte. Ressaltar as caractersticas poticas
e os verbos em sentido conotativo.
c) Mostrar que todos os termos utilizados no exerccio
de autoria feito pelos alunos se encontram no
poema de Edson Veca. Ressaltar o uso da fala
como uma propriedade singular, particularizada.
Atividade P Atividades de autoria  Campos lexicais
4
Te x t o
Objetivo
 Ampliar os recursos para anlise dos aspectos
nocionais dos significados das palavras.
Introduo
Constituem um campo lexical as palavras que
nomeiam um conjunto de experincias em algum
sentido anlogas. Os nomes das cores, por exemplo,
ou o nome dos componentes de uma escola
de samba.
Resultado esperado: Compreender que a palavra
prova enlaces, evoca uma rede de imagens e
de sentidos.
Dicas do professor: Epistemologia e didtica: as concepes
de conhecimento e inteligncia e a prtica docente,
de Nilson Machado. (Cortez).
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  27
rea: Geografia Nvel I e II
1. O professor deve solicitar uma leitura em
grupo do texto em questo.
2. Aps a leitura solicitar a um aluno (podendo
ser ajudado por outros) que faa uma apresentao
de suas impresses acerca do texto.
3. Questionar os alunos sobre os festejos da data
no Brasil.
4. Resgatar a eventual participao dos alunos
em atividades comemorativas do dia 1 de
Maio, levantando informaes sobre o tipo
de atividade, em que lugar e quais outras
caractersticas.
5. Quantificar o nmero de alunos que j sabiam
os motivos da comemorao da data, discutir
o resultado.
6. Contextualizar o ocorrido nos Estados Unidos
da Amrica como uma das manifestaes e mobilizaes
por melhores condies de salrio e
trabalho, dentre muitas em todo o mundo.
7. Identificar entre os alunos a participao deles
prprios em mobilizaes sindicais, em lutas
de categoria profissionais, em movimentos
sociais em geral e qual a opinio que eles tm
a respeito da importncia desses movimentos.
Descrio da atividade 8. Destacar as conquistas e derrotas desses movimentos.
9. Apontar que as conquistas trabalhistas mais
amplas e histricas dos trabalhadores se do
nessas mobilizaes e que elas so, por vezes,
acompanhadas, inclusive, de violncia fsica.
Atividade P Dia do trabalho ou do trabalhador?
5
Te x t o
Objetivo
 Possibilitar ao aluno a reflexo sobre a forma como
se d a conquista de direitos trabalhistas, bem
como a reao  mobilizao e luta pelos trabalhadores,
seja em pases desenvolvidos ou no.
Introduo
A data de 1- de Maio foi sacramentada historicamente,
como nos mostra o texto, em decorrncia
das mortes de operrios em Chicago (EUA), quando
da realizao de uma manifestao pela reduo
da jornada de trabalho. Os assassinatos
tiveram repercusso mundial e novas manifestaes
aconteceram em outras partes do mundo,
gerando tambm uma represso violenta. A luta
pela reduo da jornada de trabalho se constituiu
numa pauta histrica de reivindicao dos trabalhadores
no mundo todo, tanto pela melhoria da
qualidade de vida quanto pela criao de novos
postos de trabalho. A Histria nos mostra que a
conquista de direitos e condies de trabalho hoje
existentes no se deram sem luta.
Resultados esperados:
a) Refletir sobre o processo histrico de conquista
de direitos por parte dos trabalhadores.
b) Refletir sobre o atual estgio de organizao dos
organismos de representao dos trabalhadores,
em especial, os sindicatos, seus problemas e
suas dificuldades.
Dicas do professor: A pesquisa em jornais e revistas 
uma fonte de informao importante sobre mobilizaes e
greves de trabalhadores, suas reivindicaes e conquistas.
O filme Eles no usam black-tie, de Leon Hirszman, aborda
com propriedade as diferenas numa famlia diante de um
movimento grevista.
Materiais indicados:
P jornais e revistas
recentes.
Tempo sugerido: 3 horas
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28  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Histria Nvel I e II
1. Ler e interpretar o texto, oralmente, com o
grupo.
2. Levar o mapa-mndi para a sala de aula e localizar
com os alunos os lugares citados no
texto, destacando o carter internacional das
lutas dos trabalhadores.
3. Solicitar que respondam s seguintes questes:
a) Qual a reivindicao principal dos movimentos
que deram origem ao 1- de Maio?
b) Qual o significado das comemoraes do
1- de Maio para os trabalhadores?
c) Quais pases comemoram o Dia do Trabalho
em outra data?
4. A partir da leitura do texto, fazer uma linha
de tempo em uma reta numrica, assinalando
as datas, os locais e as lutas dos trabalhadores
em todo o mundo.
5. Em crculo, promover um debate entre os
alunos da turma, lanando a seguinte ques-
Descrio da atividade to: 1- dia Maio  dia do trabalho ou dia do
trabalhador? Registrar o resultado da discusso
num texto coletivo.
Materiais indicados:
P papel pardo, rgua,
pincis.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P 1- de Maio  Dia do Trabalhador
Resultados esperados: Produzir uma linha de
tempo e um debate sobre o significado da data
para a classe trabalhadora com o intuito de compreender
o significado histrico da comemorao
do 1- de Maio de uma forma crtica.
5
Te x t o
Objetivo
 Compreender o significado histrico da comemorao
do 1- de Maio  Dia do Trabalhador.
Introduo
Como o prprio texto diz, o Dia do Trabalho  celebrado,
anualmente no dia 1- de Maio em vrios
pases do mundo, e  feriado nacional em muitos
deles. Nesse dia, h manifestaes variadas de
movimentos sociais e sindicais organizados, dos
governos, de patres, como festinhas beneficentes
nas empresas, etc. No Brasil, em diversos momentos
da nossa histria, a data foi usada pelos ditadores,
governos, polticos populistas, empresrios
e sindicatos pelegos para camuflar as lutas e as
necessidades dos trabalhadores em troca de festas,
shows, sorteios e assim por diante. Em outros
momentos, representou um tempo de lutas, de
comemoraes e reivindicaes autnticas da classe
trabalhadora. De um modo geral, as datas comemorativas
no Brasil, em especial os feriados,
so, historicamente, manipuladas pelo poderes
institudos para relembrar os feitos dos heris da
classe dominante.  papel do ensino de Histria
desvelar de forma crtica os fatos, a memria do
vencedor e, possibilitar ao aluno o acesso a outras
leituras, outras vises da histria. Dessa maneira
contribuiremos para a formao da conscincia
histrica dos sujeitos para o livre exerccio dos direitos
de cidadania. Concorda? Vamos l?
Dicas do professor: Sites  IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatsticas): www.ibge.gov.br
Ministrio do Trabalho: www.mtb.gov.br
Organizao Internacional do Trabalho: www.ilo.org
Ministrio Pblico do Trabalho: www.pgt.mpt.gov.br/
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  29
rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever buscar na memria imagens
infantis que reflitam a vida familiar do
ponto de vista do trabalho. Quem era a pessoa
responsvel pelo sustento da casa e como o
aluno, quando criana, entendia, considerava
e se relacionava com essa pessoa. Existe alguma
lembrana em particular?
2. Analisar se houve alguma alterao do modo
de ver, considerar e se relacionar com essa
pessoa derivada da passagem do tempo, ou
seja, tomando por referncia o presente.
3. Escrever de forma sinttica as lembranas infantis,
tanto do ponto objetivo como subjetivo bem
como as mudanas, caso elas tenham ocorrido.
4. A seguir, os alunos sublinharo palavras, frases
curtas ou idias que considerem mais significativas
e construiro a partir desse registro
um poema ou um conto.
5. Os poemas ou contos sero trocados e caber
a outro aluno a sua interpretao.
6. As obras sero apresentadas.
Descrio da atividade 7. Discusso da experincia.
OBS: O professor poder organizar um sarau
para que os alunos apresentem as obras e conversem
sobre o exerccio.
Atividade P Memria
6
Te x t o
Objetivos
 Criar um poema ou conto sobre a pessoa que
representa a figura do trabalho em casa.
 Refletir sobre os diferentes papis de cada
componente familiar.
 Refletir sobre o papel do trabalho e seu grau de
importncia nas relaes familiares.
Introduo
Pinta tua aldeia e sers universal, disse Leon
Tolstoi, influente escritor russo do sculo XIX. O
texto escolhido  Emprego   de um autor que
iniciou sua carreira de poeta e escritor aos 7 anos
de idade. Ferrez pinta, por meio da escrita, sua
aldeia: o Capo Redondo. Com um olhar crtico e
ao mesmo tempo generoso, Ferrez (nome literrio
de Reginaldo Ferreira da Silva), antes de
dedicar-se exclusivamente  escrita, trabalhou
como balconista, vendedor de vassouras, auxiliar
geral e arquivista. Seu principal romance, Capo
Pecado, trata do cotidiano violento de seu bairro.
O texto escolhido de Ferrez nos fala de um filho
que perde seu pai. Pai que perdeu o emprego. Em
muitas casas a figura do pai  a figura do ganhador
do po. Em muitas outras essa figura tambm
pode ser a me, o av, a av. Que memria
temos daquele que representou a figura do trabalho
em nossa casa? Como o vamos quando
criana? Como o vemos agora?
Dicas do professor: Sites  ferrez.blogspot.com/
revistaescola.abril.com.br/especiais/escreva_com/2005/q
uem_ferrez.shtml
agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.
cfm?materia_id=11191
pt.wikipedia.org/wiki/Leon_Tolstoi
www.releituras.com/ltolstoi_menu.asp
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa refletir sobre o papel do trabalho
na formao e organizao familiar.
b) Que o aluno possa, por meio da memria e da
reflexo, criar uma obra pessoal e artstica.
c) Que o aluno passe pela experincia de ver sua
obra interpretada segundo o olhar de outra
pessoa.
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30  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Cincias Nvel I e II
Divida a turma em dois grupos. Cada grupo analisar
um tipo de medicamentos para a dor: remdios
alopticos (de farmcia, comerciais) e
remdios caseiros (feitos com ervas curativas).
1. Cada grupo deve relacionar o nome do medicamento
 indicao de uso. Deve observar o
princpio ativo (ingrediente que atua na dor),
a quantidade indicada, os efeitos adversos e
outras informaes consideradas importantes.
2. Identifique, junto com os alunos, remdios
de origens diferentes usados para dores similares;
3. Construa uma pequena cartilha de orientao,
contendo informaes sobre os medicamentos
avaliados.
Descrio da atividade Material indicado:
P bulas de remdios para
dor.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Para aliviar a dor
Resultados esperados:
a) Reconhecimento de diferentes tipos de dor que
sentimos e suas funes.
b) Identificao de diferentes remdios para a dor,
com elaborao de pequena cartilha.
6
Te x t o
Objetivos
 Diferenciar tipos de dor que sentimos e suas
funes.
 Identificar diferentes remdios para a dor.
Introduo
O texto trata de dores sentidas, causadas por notcias
tristes. Por que sentimos dor? O que  a
dor? A dor, quer seja orgnica (do corpo) ou emocional,
 uma sensao desconfortvel. Sua intensidade
pode variar de leve a insuportvel. A dor
pode ser imediata e rpida, quando um receptor
de dor  estimulado mecanicamente, por exemplo,
numa pancada ou por calor. Este tipo de dor
dura apenas um tempo muito limitado. No entanto,
quando o tecido afetado morre, o contedo
das clulas  liberado e diversas substncias
chegam  regio machucada. A partir da a dor
permanece   a chamada dor lenta. A dor rpida
resulta em sensaes localizadas e de pequena
durao; so um sinal para que a pessoa se afaste
do agente causador da dor. As dores que so mais
relevantes em termos de busca de cura so as
dores da via lenta. As pessoas reagem de modo
diferentes a situaes parecidas em termos de
dor. Geralmente, essa diferena resulta das particularidades
de cada um quando o organismo busca
os analgsicos naturais, isto , produzidos pelo
prprio corpo do indivduo. Dessa forma, pode-se
dizer que a dor  sempre subjetiva. Os cientistas
acreditam que a dor deve ser encarada como uma
combinao de fatores biolgicos, psicolgicos,
comportamentais, sociais e culturais. Os acidentes
de trabalho, as dores causadas por posturas
incorretas nas diferentes profisses so conhecidas?
Para que as estudamos? Que dores ou doenas
causadas no trabalho conhecemos?
Contexto no mundo do trabalho: Vrios profissionais esto
engajados em atividades que buscam o alvio da dor. 
o caso dos farmacuticos, dos enfermeiros e auxiliares de
enfermagem, dos mdicos, das pessoas que conhecem o
imenso potencial teraputico de ervas medicinais.
Dicas do professor: A dor  fundamental para os indivduos,
pois os alerta para que seus mecanismos de defesa
ou fuga sejam adotados. Assim, na grande maioria dos casos,
a dor  um sinal de alarme de que algum dano ou
leso est ocorrendo, sendo por isso um mecanismo fundamental.
Indivduos com hansenase, por exemplo, possuem
leses em suas terminaes nervosas e no sentem
dor nas partes afetadas. O indivduo pode, ento, machucar-
se e no perceber isso, j que no sente dor.
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rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Divida a sala em 2 grupos.
2. Metade sero os cegos e a outra os guias.
3. Vende os olhos dos cegos.
4. Proponha uma tarefa a eles, exemplo: Saia da
sala e traga uma folha de rvore, um copo,
uma tesoura, etc.
5. O guia auxilia o cego, ajudando-o a caminhar.
6. O guia o leva prximo do objeto e deixa que o
cego encontre e pegue o objeto sozinho, sem
auxlio e sem falar se  o certo ou o errado.
7. Voltam todos para a sala com os objetos.
8. Rena todos os objetos e passe para cada um
dos cegos para que eles digam o que  o objeto.
9. O guia de cada um anota o objeto que o cego
identificou.
Descrio da atividade 10. Retira-se a venda e descobrem-se os acertos
e erros.
11. Troque as turmas, os cegos sero os guias e
vice-versa.
12. Ao final, discuta a experincia, o que sentiram.
Materiais indicados:
P leno para vendar os
olhos; materiais de difcil
reconhecimento pelo tato.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Emprego
Resultado esperado: Reflexo sobre a vida
dos deficientes visuais.
6
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a comunicao dos deficientes
fsicos.
 Identificar a complexidade dos movimentos
corpreos e da comunicao dos deficientes
em especial do deficiente visual.
 Experimentar outras linguagens.
Introduo
Um dia eu vi. Vi e no gostei nada. Nada poderia
explicar aqueles olhos. Olhos tristes de uma
dor(...)
Da mesma maneira que o texto, a linguagem
viria em seguida para trazer todas as caractersticas
sentidas por esse ser que nasceu com o
sentido da viso,  um ato contnuo e automtico
na vida das pessoas normais, assim que vejo,
expresso-me na linguagem sobre aquilo que vi.
O texto nos leva a fazer um paralelo e pensar sobre
as pessoas que, apesar de toda a linguagem
oral, escrita e corporal, esto privadas da viso e,
assim, comunicam-se de maneira diferente com
o mundo. Vivem num mundo escuro. O ver
para eles s  possvel pelo aprimoramento dos
demais sentidos, e assim prossegue o ato de viver.
A linguagem para eles s aparece depois que
sentiram com o tato, com o aroma que aquilo
produz e com o barulho que pode ou no vir
daquilo que est a sua frente. At se aproximar
do objeto para senti-lo, existe um momento de
silncio. Se a vida dessas pessoas  diferente no
dia-a-dia, como  a vida dos deficientes no mundo,
no trabalho? Quais problemas enfrentam?
Como conseguem atuar?
Dicas do professor: Faa a relao dessa deficincia com o
trabalho, quais profisses essa pessoa pode ou no exercer,
que adaptaes seriam necessrias para o trabalho, etc.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  31
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32  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos alunos que em grupo leiam o texto
identificando:
a) os malefcios das longas jornadas de trabalho
para os trabalhadores;
b) os benefcios provocados pela reduo da
jornada e as condies concretas que o Brasil
apresenta, hoje, para que esta reduo seja
possvel sem prejudicar a economia do pas.
2. Pea-lhes para discutir os resultados e registr-
los.
3. Em plenria, planeje com eles uma campanha
pela reduo da jornada de trabalho envolvendo:
a) levantamento de informaes sobre campanhas
de reduo de jornada de trabalho;
b) definio da proposta de reduo de horas;
c) nome da campanha;
Descrio da atividade d) eventos e instrumentos para divulg-la e
mobilizar adeptos;
e) lanamento e realizao da campanha propriamente
dita. Se possvel, realizar a campanha
planejada na escola.
Atividade P Pela reduo da jornada de trabalho j!
7
Te x t o
Objetivo
 Conhecer o movimento dos trabalhadores pela
reduo da jornada de trabalho e desenvolver
opinio sobre ela
Introduo
Oito horas de trabalho, oito de descanso e oito
de lazer era o lema dos trabalhadores que, na segunda
metade do sculo XIX, lutavam pela reduo
da jornada de trabalho. At este momento,
crianas, jovens e mulheres trabalhavam
exaustivamente nas fbricas de 17 a 20 horas por
dia. Nas ltimas dcadas, alguns pases da Europa
conseguiram reduzir o nmero de horas de
suas jornadas, e mais recentemente no Brasil, a
luta pela reduo da jornada de oito horas de
trabalho tornou-se novamente uma bandeira de
luta dos movimentos sindicais e dos trabalhadores.
Uma conquista eles j tinham assegurado
na constituio de 1988: a jornada foi reduzida
de 48 para 44 horas semanais, no podendo exceder
oito horas dirias. Atualmente, os trabalhadores
retomam a campanha pela reduo da
jornada. H propostas de reduo de 44 para 40
horas e, em seguida, para 35 horas, sem reduo
de salrio. Voc sabia que a reduo da jornada
de trabalho  um fator potencial de gerao de
empregos, de melhoria da qualidade de vida do
trabalhador, que ter mais tempo livre para o lazer,
a educao e a famlia? Mas que a medida s
vai gerar novas vagas se for acompanhada pela
extino das horas extras e pelo fim do sistema
de banco de horas adotado pelas empresas?
Resultados esperados: Planejamento de uma
campanha pela reduo da jornada de trabalho e,
se possvel, sua realizao na escola.
Dicas do professor: Sites e matrias de campanha pela
reduo da jornada da CUT, CGT, CGTB, Fora Sindical,
SDS, DIEESE  www.jornada.locaweb.com.br/
www.comciencia.br/200405/reportagens/03.shtml;
Livro  A condio operria e outros estudos sobre a
opresso, de Simone Weil (Paz e Terra).
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Histria Nvel II
1. Fazer um levantamento na turma acerca da jornada
de trabalho de cada um dos alunos/trabalhadores
em sala de aula. Comparar com a
mdia anual do Brasil e outros pases citados.
2. Ler o texto com a turma, contextualizando a
proposta do movimento sindical. Lev-los a se
posicionarem a respeito dessa proposta.
3. Solicitar aos alunos que respondam de acordo
com o texto:
a) quais os prejuzos das longas jornadas para
o convvio social e familiar e para a sade;
b) apontar fatos que demonstram que  possvel
diminuir a jornada sem prejudicar a
produo;
c) quais as vantagens da reduo da jornada
sem reduo salarial.
4. Debater as questes, produzir um texto/carta
coletiva expressando o posicionamento da
classe em relao a essa proposta e enviar pela
internet para o site da campanha:
www.jornada.locaweb.com.br
Descrio da atividade
Atividade P Reduo da jornada de trabalho
7
Te x t o
Objetivo
 Debater a proposta de reduo da jornada de
trabalho dos movimentos sindicais.
Introduo
Certamente voc j ouviu ditados populares, do
tipo Deus ajuda a quem cedo madruga, A
preguia  a me de todos os vcios,Cabea vazia
oficina do diabo e assim por diante. Essas expresses
so reveladoras da fora da ideologia do
trabalho, entre ns, reforada pelo mito difundido,
historicamente, de que os brasileiros so preguiosos
ou que trabalham pouco. Essas idias
servem, algumas vezes, inclusive, para justificar o
atraso e a pobreza existente no Brasil. O texto
demonstra um outro lado da questo: alguns trabalham
longas e exaustivas jornadas e outros no
trabalham. Os dados a seguir revelam que o Brasil
 um dos pases com a maior jornada de trabalho
por ano. Analise esses dados, leia com o texto e
desenvolva um trabalho que possibilite uma leitura
crtica e a formao de uma posio poltica sobre
a questo. Ns, professores, trabalhadores que
enfrentamos longas e precrias condies de trabalho
temos que lutar por mudanas, formando
nos nossos alunos o esprito crtico e cidado.
Dicas do professor: Textos  A reduo da jornada e
do emprego, Sadi dal Rosso, DIEESE, e A jornada de
trabalho no Brasil: o debate e as propostas, Ilmar Ferreira
Silva, Marcelo Weishaupt Proni, Marcelo Terrazas,
Marcio Pochmann  site www.dieese.org.br (acesso em
(8/9/2006.) O site da campanha pela reduo da jornada
no Brasil  www.jornada.locaweb.com.br (acesso em
8/9/2006).
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa refletir sobre as condies de
trabalho do mercado em que se insere.
b) Posicionar-se criticamente frente a uma proposta
de mudana nessas condies.
c) Participar de um movimento social por melhoria
dessas condies por meio da produo e envio
de uma mensagem via e-mail.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  33
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34  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I
1. Organize os alunos em grupos de 4 pessoas.
Pea que calculem quantos empregos novos
poderiam ser criados se suas jornadas fossem
de 40 horas semanais em vez das 44 ou mais
que fazem.
2. Rena todas as horas da turma e calcule quantos
novos empregos seriam criados, sempre
considerando 40 horas semanais.
3. Solicite que faam uma leitura silenciosa do
texto.
4. Pea que anotem em seus cadernos tudo o que
desejariam fazer nas horas que sobrariam de
uma jornada menor de trabalho. queles que
no estiverem trabalhando, pea que anotem
igualmente o que desejariam fazer com o salrio
e o tempo livre.
Descrio da atividade
Atividade P Trabalhar menos  bom
7
Te x t o
Objetivos
 Estimar o nmero de novos empregos criados
com a reduo da jornada de trabalho da turma.
 Compreender a proposta da reduo da jornada
de trabalho das centrais sindicais.
Introduo
As centrais sindicais do Brasil, a exemplo de outros
pases, vm fazendo uma campanha para a
reduo da jornada de trabalho justificando que
assim se criariam novos postos de trabalho. Argumentam
que alm de a jornada ser muito
mais longa do que o necessrio, o nmero de horas
extras  muito grande. Os alunos e alunas de
EJA devem conhecer bem essa realidade. O que
esto fazendo para mudar esse quadro? Eles
sabem da campanha das centrais? Participam
dela? Concordam com ela?
Resultados esperados:
a) Estimativa de nmero de novos empregos criados
com a reduo da jornada de trabalho.
b) Pequeno texto com informaes sobre o que
fariam com seu tempo livre.
Dicas do professor: Pea aos alunos que entrevistem algum
dirigente sindical da sua cidade ou regio para saber
mais detalhes sobre a campanha. Organize um mural de
notcias sobre a campanha da reduo da jornada de trabalho
no Brasil.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  35
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em grupos. Aps reler o texto,
cada grupo dever fazer uma relao de profisses
diretamente relacionadas ao uso da roda.
2. Os grupos escolhero uma das profisses relacionadas
e para ela devero traar a linha evolutiva
(atravs dos tempos) procurando separar
o que  essencial ao exerccio daquela
profisso do que  cultural. Por exemplo: Qual
 de fato a essncia da profisso de secretria?
O sapato alto  essencial ao exerccio profissional
ou cultural?
3. Feita a separao, os grupos criaro maquetes
que representem o cenrio da essncia da profisso
escolhida.
4. As maquetes sero apresentadas.
5. Discusso final tendo por foco a profisso e a
linha evolutiva percebida pelos alunos.
Descrio da atividade
Atividade P O essencial
8
Te x t o
Objetivos
 Discutir a evoluo de uma profisso ou atividade
profissional atravs dos tempos.
 Criar uma maquete que represente o aspecto
essencial da profisso discutida.
Introduo
Smbolo da civilizao e marca do desenvolvimento
tecnolgico, a roda teria sido inventada
h milhares de anos (entre 6.000 e 3.000 a. C.),
provavelmente na Mesopotmia. Depois da conquista
do fogo e do cultivo da terra, a roda, sem
dvida, contribuiu de forma decisiva para a ampliao
e modificao das relaes sociais e para
a evoluo do trabalho e dos meios de produo.
A roda est na base da construo de mquinas e
meios de transporte que facilitaram o trabalho
humano proporcionando agilidade, segurana e
economia de tempo e energia.
Resultados esperados:
a) Que o aluno seja capaz de reconstruir o percurso
histrico de uma atividade produtiva ou
profisso.
b) Que o aluno possa problematizar e perceber a
influncia cultural no exerccio profissional.
Materiais indicados:
P caixas de papelo,
revistas, jornal, tesoura,
cola, fita crepe, outros.
Tempo sugerido: 6 horas
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36  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Geografia Nvel II
1. O professor deve formar grupos na sala de
aula, numer-los e sugerir que um aluno de
cada grupo faa uma leitura em voz alta.
2. O professor, aps a leitura, deve indicar que o
grupo faa uma discusso interna e sintetize-a
numa idia principal, ou seja, resumir a discusso
naquilo que se pode identificar como a
mensagem do texto e registrar no caderno.
3. Numa segunda etapa cada grupo deve apresentar
para a classe qual foi a idia principal
gerada e cada aluno deve anotar em seu caderno
quais so estas idias e o respectivo nmero
do grupo.
4. Discutir coletivamente qual idia sintetiza melhor
o texto trabalhado dentre todos os grupos,
realizando uma votao, se for o caso.
5. Solicitar aos alunos que se posicionem sobre
sua escolha, que justifiquem sua opo por
um determinado grupo.
6. Debater em classe a questo do desemprego e
suas conseqncias sob trs pontos de vista,
registrando as respostas no caderno:
I) Da sade mental e fsica do trabalhador.
II) Para a sua famlia.
Descrio da atividade III) Para a sociedade como um todo.
7. Identificar na classe se algum dos presentes j
viveu tal situao e como ele a enfrentou.
8. Discutir a posio do executivo que, na sua
loucura, j pensava em demitir funcionrios
antes mesmo de ter a empresa de veculos.
Atividade P A dor do desemprego
8
Te x t o
Objetivo
 Levar os alunos a refletirem sobre duas caractersticas
marcantes da sociedade contempornea:
de um lado os efeitos do desemprego
na sade fsica e mental do trabalhador, nas
suas relaes de convivncia social e na famlia.
De outro lado, refletir sobre a posio do
chefe, que  a de reduzir custos e administrar
para o lucro, independentemente de quem ocupe
o posto.
Introduo
O mundo do trabalho  marcado na atualidade
pelo desemprego nas mais variadas formas. A
competio que as empresas enfrentam no mercado
gera a necessidade constante de reduzir
custos e tornar a empresa mais rentvel e, para
tanto, a fora de trabalho  sempre a principal vtima
deste processo que se estende h dcadas e
tende a se aprofundar. Portanto, a premissa do
lucro se torna o objetivo maior do funcionamento
das empresas, antes mesmo que as necessidades
humanas por trabalho e renda.
Dicas do professor: O filme Wall Street: poder e cobia,
de 1985, retrata a vida de um jovem e ambicioso corretor
que trabalha no mercado de aes. Abandonando qualquer
escrpulo, tica e meios lcitos vai se envolvendo em
tramas que mudam sua vida.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Possibilitar ao educando uma reflexo sobre
os fundamentos do desemprego na sociedade
moderna.
b) Compreender as reais conseqncias do desemprego
para a vida e a sade do trabalhador e
para a sociedade como um todo.
c) Assimilar que as funes e papis que cada pessoa
representa na sociedade capitalista se do a
partir de seu posto ou posio e independe, muitas
vezes, de suas vontades individuais.
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  37
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. O professor l o texto pausadamente para que
os alunos se familiarizem com a pronncia e
entonao das palavras.
2. Solicitar aos alunos que leiam o texto, de maneira
que cada um possa ler uma parte dele.
3. Explorar o significado das palavras e expresses
que apresentem dificuldade e que no estejam
no glossrio.
4. Em seguida propor as seguintes questes de
compreenso de leitura:
a) Segn el primer prrafo del texto, en que
situaciones ocurre el desempleo?
b) Cules seran las razones del desempleo actual
en la mayora de los pases?
c) Y en Brasil Hubo cambios en las plantillas
de las empresas?
d) Has vivido alguna experiencia semejante?
5. Corrigir e comentar as respostas dos alunos.
Descrio da atividade
Atividade P Las nuevas formas del desempleo
9
Te x t o
Objetivo
 Compreender as idias centrais do texto sobre
o desemprego, associando-as  realidade do
mercado de trabalho brasileiro.
Introduo:
O desemprego  uma dura realidade em todos os
pases em desenvolvimento. Uma certa rotatividade
 considerada normal no mercado de trabalho:
trabalhadores abandonam seu emprego
porque encontram outro melhor; outros se aposentam
e do oportunidade aos jovens para ingressar
no mundo do trabalho. Outro processo 
o desemprego estrutural, setores inteiros sofrem
uma recesso como conseqncia das novas tecnologias
ou por mudanas na economia local.
Pode-se citar o exemplo do deslocamento dos
centros de produo de uma rea, onde os salrios
so elevados, para outras menos desenvolvidas
em que a mo de obra  mais barata.
Nas ltimas dcadas, o desemprego tambm foi
provocado pelo grande nmero de fuses e reestruturaes
de grandes empresas. Essas tendncias
deram lugar  reduo do quadro de pessoal,
pois filiais e suas administraes foram
fechadas. Muitos trabalhadores perderam o emprego
e os que permaneceram empregados sentem
muita insegurana, pois temem ser despedidos.
Alm dessas mudanas, quais outras podem
comprometer o emprego? No Brasil, os trabalhadores
estariam qualificados para enfrentar as
novas exigncias do mercado? O que fazer para
acompanhar todas essas transformaes?
Resultado esperado: Compreender as vrias
causas do desemprego de acordo com o texto e
relacionar com sua prpria realidade.
Dicas do professor:
Filme  Los lunes al sol, Espaa, 2002
Sites sobre o filme  www.loslunesalsol.com/
www.es.wikipedia.org/.wiki/los_lunes_al_sol
Tempo sugerido: 2 horas
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38  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Lngua Estrangeira  Espanhol Nvel II
1. A partir da leitura do texto, propor alternativas
para superar o desemprego por meio da
formao e do aprimoramento contnuos.
2. Espera-se que o glossrio possa ajudar o aluno
a resolver suas dvidas lexicais e promova o
uso desse repertrio para produzir situaes
de comunicao oral e escrita, usando expresses
da lngua espanhola como: a) acceder al
mercado laboral; b) prepararse para superar
las exigencias del mercado; c) nuevos puestos de
trabajo; d) clasificados en peridicos; e) ofertas
de empleo.
3. Trabalhar com um Tabln de Anuncios e as
profisses:
Exemplos:
 Empresa Constructora necesita Jefes de
obra y albail con experiencia en obra
grande y pequea  Jornada completa.
Descrio da atividade  Restaurante necesita cubrir dos puestos de
ayudante de cocina y camarera para el mes
de septiembre.
4. Organizar com os alunos um Tabln de Anuncio
na aula.
Atividade P Nuevos tiempos, nuevos retos en el mundo del trabajo
Resultados esperados: Identificar nas ofertas
de emprego as exigncias do mercado de trabalho
e tentar promover mudanas relacionadas  atuao
profissional. Apropriar-se da lngua espanhola
para produzir textos orais e escritos.
9
Te x t o
Objetivo
 Compreender que, apesar do desemprego ser
uma realidade,  preciso melhorar a qualificao
profissional para lutar pelo acesso e permanncia
no mercado do trabalho.
 Expressar-se em situaes de comunicao oral
e escrita utilizando o lxico espanhol.
Introduo
Paralelo ao desemprego que se registra no mercado
de trabalho surgem novas possibilidades e
modalidades de emprego no Brasil. No entanto, o
mercado requer profissionais mais bem preparados
em todos os setores, com nvel de escolaridade
definido. Atualmente, na maioria das reas,
se exige o Ensino Fundamental completo para
candidatos a servios gerais e Ensino Mdio com
conhecimentos de informtica. As exigncias vo
aumentando de acordo com os perfis que as empresas
desenham: desde a escolaridade de nvel
superior, conhecimento de lnguas estrangeiras,
como ingls e espanhol, at caractersticas pessoais,
como saber adaptar-se a novas situaes,
trabalhar em equipe. Na realidade, as novas
modalidades de seleo de pessoal no sculo XXI
valorizam os quatro pilares da educao para essa
nova era: saber conhecer, saber fazer, saber ser
e saber conviver. Esse conjunto de saberes aponta
para um desenvolvimento integral da pessoa ao
longo da vida. Como lidar com essas exigncias
do mercado de trabalho e as oportunidades de
formao a que as pessoas tm acesso? O que cada
um pode fazer para alcanar uma melhor qualificao?
Aproveitar todas as oportunidades de
crescimento nos diferentes contextos educativos?
Dicas do professor: Sites  www.tablondeanuncios.com/
www.inem.es (Instituto Nacional de Empleo  Espaa).
Material indicado:
P recortes de revistas e
jornais.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  39
rea: Economia Solidria Nvel I
1- Momento:
1. Leia o texto com o grupo; solicitando que comentem
sobre a sua mensagem.
2. Pergunte se a histria tem semelhana com algum
fato conhecido ou se  pura fico.
3. Divida a turma em dois grupos: cada grupo
ter que identificar cada um dos conflitos que
o texto relata e propor uma soluo que os
personagens deveriam seguir para evitar ou
superar o conflito.
4. Solicite que apresentem um outro final para a
histria lida.
2- Momento:
1. Distribua uma folha de papel ofcio para cada
um dos educandos.
2. Pea que elaborem um desenho, representando
um ambiente de trabalho, cujo ttulo seja:
Superando conflitos.
3- Momento:
1. Monte um grande varal de barbante na sala
de aula para a exposio dos desenhos.
2. Convidar o grupo para visitar a exposio coletiva.
Descrio da atividade 4- Momento:
1. Como atividade conclusiva, realize uma avaliao
grupal dos desenhos expostos, focalizando
as alternativas para construir prticas
cooperativas nos espaos de trabalho.
Atividade P Competio e cooperao no trabalho
10
Te x t o
Objetivo
 Refletir acerca dos conflitos gerados pela competio
e a importncia da prtica cooperativa
nas relaes de trabalho.
Introduo
O texto retrata de forma cmica os conflitos de
uma festa de confraternizao com os funcionrios
de uma empresa. Ser que os educandos de
EJA tambm vivenciam esse tipo de conflito no
seu trabalho? O que leva as pessoas a se agredirem?
Como superar os conflitos, construindo relaes
solidrias?
Resultados esperados: Os alunos devero
ser capazes de identificar no texto, situaes de
conflito que podem ser evitadas ou superadas
por meio do dilogo e da solidariedade, transferindo
essa capacidade para o seu trabalho.
Materiais indicados:
P 50 folhas de papel ofcio,
lpis preto, barbante.
Tempo sugerido: 6 horas
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40  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Ler o texto-base para o grupo; solicitar que comentem
sobre a mensagem do texto em questo.
Roteiro para trabalhar um pouco mais o
texto:
a) perguntar se a histria tem semelhana
com algum fato conhecido ou se  pura
fico;
b) solicitar que apresentem um outro final
para a histria lida.
2. Distribuir uma folha de papel ofcio para cada
um dos educandos e pedir que elaborem uma
histria em quadrinhos, que se passa num ambiente
de trabalho, cujo ttulo : Cotidiano cooperativo.
3. Montar um grande varal de barbante na sala
de aula para exposio das histrias em quadrinhos;
convidar o grupo para visitar a exposio
coletiva.
4. Como atividade conclusiva, realize uma avaliao
grupal das histrias expostas, focalizando
as alternativas para prticas cooperativas
em seus espaos de trabalho.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P folhas de papel ofcio,
barbante e cola branca.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Varal de experincias cooperativas
Resultados esperados: Que os alunos sejam
capazes de propor formas mais solidrias de relacionamento
no trabalho, demonstrando isso por
meio das situaes criadas em suas histrias.
10
Te x t o
Objetivo
 Refletir acerca da prtica cooperativa nas relaes
de trabalho.
Introduo
A atividade pretende motivar os alunos a perceber
criticamente seu cotidiano no trabalho e a criar
novas formas de relacionamento nesse ambiente,
visando relaes mais justas e harmoniosas.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura.
Ler o texto com os alunos. Ressaltar como o
autor destaca as caractersticas do homem comum
e sua relao com o trabalho e os superiores.
Observar como se d o recorte: por
meio da simulao de um comunicado da empresa,
relata-se o churrasco de confraternizao.
Esse  um bom momento para discutir a
questo da tica no trabalho e hierarquia.
Ressaltar que a impessoalidade  apenas aparente:
a gerncia executiva manifesta, claramente,
sua opinio sobre o comportamento
das personagens.
2. Atividades de produo de texto.
a) Instruir os alunos sobre foco narrativo. A
histria lida  narrada em terceira pessoa.
Perguntar: Se fosse narrada pelo Dr. Almeida,
a histria seria a mesma? Que modificaes
seriam necessrias? Conversar com
os alunos sobre as conseqncias dessa mudana
no plano formal (verbos em primeira
pessoa, limitao do espao de viso dos
acontecimentos, subjetividade.)
b) Pedir aos alunos que reescrevam o episdio
do churrasco, contado pela voz de:
I) Dr. Almeida (grupo 1)
II) Dona Santa (grupo 2)
III) Duck
IV) Dona Morena
Descrio da atividade c) Solicitar aos alunos que faam criteriosa reviso
de seus trabalhos. Depois da leitura
das crnicas, conversar com a classe sobre
a crnica elaborada: Quais foram as dificuldades
encontradas? Foi fcil manter o humor
encontrado na crnica original? Houve
problema na reorganizao das idias?
Mostrar que a escolha da pessoa verbal est
na dependncia das intenes do cronista.
Atividade P A crnica narrada em primeira pessoa
Resultado esperado: Desenvolvimento da expresso
verbal pela reescrita de textos.
10
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer as caractersticas da crnica e narr-
la na primeira pessoa.
Introduo
A crnica moderna  um texto curto, geralmente
bem humorado, que explora um fato do cotidiano.
 importante observar como o cronista faz o
recorte ou enquadramento da realidade que quer
retratar, sua atitude diante dos objetos que descreve,
a posio fsica que assume para produzir
suas impresses.
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  41
CP03_TX10 pg 39_41.qxd 10.12.06 20:16 Page 41
42  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Artes Nvel I e II
1. O professor dividir a classe em 3 grupos. Cada
grupo ficar responsvel por uma tcnica:
Grupo 1  Teatro de sombras;
Grupo 2  Fantoche;
Grupo 3  Boneco de papel.
2. Os grupos construiro os bonecos e tudo o
que for necessrio para a encenao do texto.
3. Os alunos treinaro a manipulao dos bonecos
levando em considerao a movimentao
para que os bonecos acompanhem as falas e
transmitam sentimentos.  fundamental o estabelecimento
da figura de um diretor, que
orientar a manipulao de tal forma que o
boneco deixe de ser simples objeto para se
tornar personagem, ou seja, ganhe vida.
4. Apresentao das 3 encenaes e discusso da
experincia.
Descrio da atividade
Atividade P Objetos animados
11
Te x t o
Objetivos
 Discutir o texto por meio de de encenao com
formas animadas.
 Explorar a construo e manipulao de bonecos.
Introduo
O texto de Machado de Assis traz por personagens
objetos que discutem papis e relaes de
poder. Quem  mais importante na escala social:
a agulha que fura o tecido ou a linha que une pedaos
de pano? A metfora posta no texto abre
espao para rica discusso.
Desde o princpio, o homem usa a animao como
recurso tanto para diverso como para discutir e
compreender o mundo e a natureza.  provvel
que o teatro de animao tenha surgido na poca
das cavernas quando o homem primitivo explorava
as sombras que se movimentavam nas paredes.
Da sombra  modelagem de bonecos de barro e
desta aos bonecos articulados. Em todas as culturas
ele se faz presente. Em muitas culturas representavam
divindades e muitos acreditavam que
eles possuam poderes mgicos. Mas, os bonecos
estavam tambm nas vilas divertindo o povo,
fazendo crticas sociais, explorando tipos, como o
ladro, o esperto, o crdulo etc. Na Idade Mdia, e
por muito tempo, a Igreja Catlica utilizou bonecos
com fins de catequizao.  assim que os
bonecos chegam ao Brasil no sculo XVI.
Existem diversas formas de animao e cada
uma delas exige materiais e tcnicas especficas
de manipulao.
Resultado esperado: Perceber que um tema
pode ser discutido de diferentes formas.
Dicas do professor: Fantoche: Meias velhas podero
servir de base.
Teatro de sombras: 2 m de tecido branco translcido. Algum
tipo de iluminao. Os bonecos podero ser construdos
de papelo, madeira ou couro. O grupo dever
dar alguma articulao para o boneco (brao, perna, ou
cabea), utilizando parafusos e roscas para ligar as partes.
Varas de madeira daro a sustentao do boneco para a
manipulao assim como para a movimentao da parte
articulvel. Os detalhes das formas do boneco sero feitos
por pequenos furos, com agulha ou prego fino, que descrevero
(como um mapa) o que se deseja mostrar.
Boneco de papel: os bonecos sero desenhados ou pintados
em papel sulfite, colados em papelo e recortados. A
sustentao ser feita por varetas de madeira, coladas e
presas por fita crepe ou tecido.
Sites  www.giramundo.org/teatro_principal.htm
http://bomdeboneco.sites.uol.com.br/BEA8.htm
Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  43
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Auxilie os alunos na formao de um painel
que possa retratar a situao das pessoas que
trabalham como carroceiros ou em outras
atividades de catao de resduos slidos nas
cidades, bem como em cooperativas, associaes
etc.
2. A turma deve ser dividida em grupos.
3. Solicitar a cada grupo que consiga jornais, revistas,
folhetos, fotos, figuras etc. a serem utilizados
na formao do painel.
4. Cada grupo montar um painel e far sua
apresentao tendo como base no somente
os dados, figuras, fotos, mas tambm o texto
indicado neste caderno.
5. As discusses devero ser incentivadas no sentido
de:
a) identificar as atividades desenvolvidas pelos
carroceiros e pelas cooperativas e associaes
no recolhimento e reciclagem de
resduos slidos;
b) a importncia desse tipo de atividade para
a cidade e para as suas vidas;
Descrio da atividade c) estratgias de organizao que podem ser
utilizadas por esses trabalhadores e a importncia
da unio para o enfrentamento
dos desafios e dificuldades oriundas do trabalho
por eles desenvolvido;
d) possveis formas de organizao coletiva
do trabalho que podem ser utilizadas pelos
carroceiros/catadores, a exemplo de
cooperativas, associaes, grupos de produo
etc.
Atividade P O trabalho com resduos slidos
12
Te x t o
Objetivo
 Conhecer melhor o trabalho realizado pelas
pessoas que desenvolvem atividades nas ruas
catando resduos slidos, mostrando aos alunos
a importncia da unio e organizao dos
trabalhadores e possveis formas coletivas de
organizao do trabalho.
Introduo
O texto mostra as dificuldades enfrentadas por
diversas pessoas que precisam sobreviver trabalhando
como carroceiros e a proibio de continuarem
desenvolvendo suas atividades. Mostra
tambm que no existe reao por parte dessas
pessoas diante da situao vivenciada. Na sua
opinio, essas pessoas devem desistir do seu trabalho?
Cada um sozinho pode resolver a sua
situao? Como podem se organizar para enfrentar
essa situao e/ou encontrar outras alternativas
de trabalho?
Resultados esperados: Que os alunos possam
conhecer melhor: as atividades desenvolvidas
pelos carroceiros e por outros catadores que
se organizam sob a forma de empreendimentos
econmicos solidrios, os desafios e dificuldades
encontradas no desenvolvimento do trabalho, as
possibilidades de organizao e outras formas de
trabalho coletivo.
Materiais indicados:
P revistas, jornais,
folhetos, fotos, figuras,
papel madeira, caderno,
canetas, cola, fita crepe,
cartolinas, etc.
Tempo sugerido: 4 horas
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44  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Depois da leitura do texto, propor aos estudantes
como atividade para o dia seguinte observar
e perguntar no seu bairro e imediaes,
como o lixo  recolhido:
a) caminhes de coleta;
b) catadores(as) com carrinho de mo ou com
carrinho puxado a cavalo.
2. Na prxima aula, dividir a sala em pequenos
grupos para cada um relatar o que encontraram
e, depois, apresentar aos demais alunos
da turma.
3. Depois disso:
a) Identificados catadores nas ruas, manter os
grupos e propor uma pesquisa para a prxima
aula, a saber:
 se a lei probe a presena de catadores
com carrinho e cavalos nas ruas, que estratgia
eles deveriam adotar para continuar
trabalhando?
 conversar com esses catadores nas ruas e
fazer duas perguntas: 1- Trabalha sozinho?
2- Onde vende/entrega o produto
coletado?
b) No identificados catadores nas ruas, o professor
deve procurar saber se existem cooperativas/
associaes de catadores e como est
organizada a coleta de produtos reciclveis
Descrio da atividade
Atividade P Trabalho individual e trabalho coletivo: Economia solidria
12
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relao entre o trabalho individual
e o coletivo como alternativa para continuar a
exercer alguma atividade que gere renda, sem
contrariar a lei.
Introduo
A atividade se insere no contexto da discusso do
trabalho coletivo frente  realidade vivida por
parte da populao empobrecida, a qual precisa
produzir alguma renda para sobreviver do seu
prprio trabalho, sustentando a si e seus familiares.
Introduz a reflexo para a economia solidria
ao pensar na estratgia do trabalho associativo
ou cooperativo.
Resultados esperados: Perceber que  difcil
a vida dos desempregados ou empobrecidos.
Que eles buscam caminhos para gerar renda e
trabalho, mas encontram muitas dificuldades
quando labutam sozinhos. Entretanto, h caminhos
pela via do trabalho coletivo (cooperativas/
associaes) que os acolhe de forma mais
solidria e, no geral, contam com o apoio da sociedade
para esse tipo de iniciativa.
Dicas do Professor: Sites  www.unitrabalho.org.br
www.fundacaobancodobrasil.org.br
www.cidadania-e.com.br
Tempo sugerido: 8 horas
naquele municpio. Essa informao ser trazida
na prxima aula e discutindo com a classe.
4. Discutir com os alunos que:
a)  comum e  grande o nmero de pessoas
empobrecidas se engajarem na atividade de
catao de produtos reciclveis, porque so
vendidos no mercado, gerando renda;
b) cresce o nmero de trabalhadores nessa atividade,
surgem as leis e, por isso, os trabalhadores
unem-se formando cooperativas
para se protegerem delas.
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rea: Matemtica Nvel II
1. Faa uma leitura em voz alta do texto. Pergunte
o que eles acham da lei, se conhecem
pessoas que vivem como o Csar e o Clvis?
2. Pea aos alunos que desenhem a planta baixa
da casa do Csar, que est descrita no texto,
usando a escala 1:50. Os alunos podem ilustrar
o desenho com recortes de revistas para
representar os objetos da casa.
3. Em grupos, oriente que destaquem do texto as
descries do percurso que Csar faz todos os
dias esquematizando-o com representao
grfica.
4. Por fim, discutam e apresentem uma sugesto
de uma lei que viesse a tornar a vida de Csar
e de Clvis mais justa e digna. Nas apresentaes
dos grupos, discuta a viabilidade de
suas idias.
Descrio da atividade
Atividade P Uma vida digna para Csar e Clvis
Resultados esperados:
a) Planta baixa e mapa esquemtico do percurso
do personagem do texto.
b) Indicaes de legislao que possa ordenar a
cidade para melhorar a vida das pessoas.
12
Te x t o
Objetivos
 Representar uma planta baixa na escala 1:50.
 Levantar hipteses de legislao.
Introduo
A narrativa do jornalista Thiago Domenici, com o
trajeto de trabalho e parte da trajetria de vida
do carroceiro Csar nos emociona. Quantos Csar
e Clvis existem por a? Quantos so os
Csar e Clvis na EJA? Como so suas vidas?
Quais so seus sonhos? O espao que eles e suas
famlias habitam  suficiente para ter qualidade
de vida? Voc concorda com a lei aprovada em
So Paulo proibindo o trfego de carroas na
cidade? Que prejuzos ela trar? Os alunos e alunas
da EJA conhecem leis semelhantes?
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  45
CP03_TX12 pg 43_46.qxd 10.12.06 18:59 Page 45
46  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I e II
Pea aos alunos que respondam s questes utilizando
as informaes do texto:
1. Determinem em kg o correspondente a 380
mil toneladas.
2. Calculem o valor pago por 1 kg de plstico
se por 20 kg desse material foram pagos
R$ 14,00.
3. Verifiquem quanto custa ao carroceiro do texto,
o trato mensal por animal.
4. Calculem quantos salrios mnimos esse carroceiro
consegue arrecadar por ms para a sobrevivncia
de seus dependentes.
5. Determinem a renda per capita dessa famlia,
considerando o ganho total do carroceiro e
seus 10 dependentes, e faam uma comparao
com o valor destinado ao trato de cada animal.
6. Registrem num pequeno texto suas sugestes
e opinies sobre o assunto.
Descrio da atividade
Atividade P O respeito pelo trabalho dos homens e dos animais
12
Te x t o
Objetivos
 Realizar leitura significativa e crtica do texto
apresentado, utilizando clculos aritmticos.
 Perceber a interdependncia entre a sobrevivncia
do carroceiro e do animal que conduz a
carroa.
 Apontar possveis solues para o impasse criado
pelo projeto de lei.
Introduo
O texto A ltima carroa trata de tema que
pode suscitar significativas discusses. Um representante
do povo, em So Paulo, props projeto
de lei, e a Cmara aprovou, para acabar com o
meio de transporte puxado por animais. O tema
traz controvrsias, pois o carroceiro tem de trabalhar
para o seu sustento e o de sua famlia;
alm disso, essa  a forma que encontram para
sobreviver. Se sancionada a lei, esse tipo de trabalho
acabar e teremos novos desempregados.
Discuta com seus alunos: Quem cuidar do animal?
O que poder ocorrer com os animais que
sero recolhidos? Recebero melhor tratamento
do que o recebido pelos seus donos? O carroceiro
atrapalha o meio urbano? Qual  a opinio que
tm sobre a proibio de veculos puxados por
cavalos no trnsito? O que poderia ser sugerido
para resolver esse impasse?
Contexto no mundo do trabalho: Carroceiros, carrinheiros
e catadores so trabalhadores que vivem e sobrevivem
com trabalho independente, recolhendo lixo
reciclvel para o seu sustento e o da prpria famlia,
contribuindo tambm com o meio ambiente.
Material indicado:
P calculadora.
Tempo sugerido: 4 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno aplique conhecimentos de medidas
de capacidade, regra de trs, sistema monetrio
e porcentagem.
b) Que o aluno faa relaes entre informaes
do texto que revelam a considerao pelo animal
e o descaso para com pessoas.
Dicas do professor:
Filme  Ilha das flores, direo de Jorge Furtado.
Poema  O sujeito cataDOR, de Maurcio R. da Silva. In:
Violncia e trabalho no Brasil, organizado por Dal S. Rosso
(Goinia, UFG, Braslia, MNDH).
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  47
rea: Portugus Nvel I
1. Deixe que explorem o texto e mostre os elementos
principais que o compem: ttulo, ilustrao,
corpo etc.
2. Ajude-os a constatar que existem, na verdade,
trs textos juntos no texto 28.
3. Identifique com eles cada um dos textos.
4. Leia ou pea a um educando que leia os trs
ttulos.
5. Leia o primeiro texto (original de La Fontaine),
pedindo que acompanhem a leitura.
6. Faa o mesmo com os dois outros textos.
7. Debata com eles as diferenas e semelhanas
entre os textos. Pea que identifiquem os personagens
principais (cigarra e formiga) e estabeleam
relao com seres humanos.
8. Divida a turma em grupos e solicite que cada
grupo elabore uma frase (oralmente ou por
escrito), que represente a moral de cada
uma das histrias.
9. Discuta, por exemplo, se o sentido dado pelo
poeta est mais prximo da verso original ou
da verso de Monteiro Lobato.
Descrio da atividade 10. Oriente para que escolham a frase mais representativa
para ser escrita no quadro e copiada
nos cadernos.
11. Pea que identifiquem nos textos quantas
vezes aparecem as palavras formigae cigarra.
12. Compare o uso da letra r nessas duas
palavras e nos textos em geral, reforando o
domnio dessa conveno.
Atividade P Conhecendo o sentido de uma fbula
13
Te x t o
Objetivo
 Utilizar a comparao das trs verses da fbula
para explicar o sentido oculto em um texto
e tambm explorar a forma, exercitando os
usos da letra r.
Introduo
A fbula  um texto que possui um sentido oculto,
a chamada moral da histria, pelo qual se
procura transmitir determinados valores e conceitos.
Revelar esse sentido  fundamental para a
compreenso da fbula. O texto em questo traz
trs verses diferentes da mesma fbula, dando a
ela sentidos diversos e at opostos. Para entender
o que est oculto no texto,  preciso relacionar os
personagens com os tipos humanos que eles representam.
Por exemplo, a formiga pode representar
o trabalho manual, o esforo fsico, e a cigarra
pode representar o trabalho cultural. Como
levar os educandos a perceberem essas relaes?
Como aproveitar o texto tambm para o exerccio
do uso de letras, no processo de alfabetizao?
Resultados esperados: Domnio da capacidade
de identificar o sentido de uma fbula, reconhecer
palavras em um texto e utilizar corretamente
a letra r.
Dicas do professor: Apresentar aos educandos parlendas
e trava-lnguas com o som do r, como: O rato roeu
a roupa do rei de Roma, Trs tigres tristes etc.
Tempo sugerido: 4 horas
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48  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Pergunte aos alunos de quais fbulas eles se
recordam e qual  a moral, ou seja, que ensinamento
elas transmitem.
2. Anote no quadro os nomes das fbulas e a
moral contida nelas.
3. Apresente para os alunos as trs abordagens
diferentes para A cigarra e a formiga.
4. Explique para eles que a mensagem que cada
uma transmite so os valores morais que,
de um modo geral, so aceitos ou no pela
sociedade.
5. Divida a turma em trs grupos.
6. Cada grupo ficar responsvel por interpretar
a atitude das personagens e os valores contidos
em cada abordagem da fbula.
7. O resultado do trabalho ser apresentado para
a turma.
8. Aps a apresentao dos grupos, em crculo,
retome o tema com os alunos, levantando as
seguintes questes: a) como o trabalho  visto
em cada uma das abordagens da fbula? b) Os
valores contidos nelas ainda perduram em
nossa sociedade? c) Como esses valores morais
se relacionam com o mundo do trabalho?
Descrio da atividade
Atividade P A cigarra e a formiga
13
Te x t o
Objetivo
 Analisar as atitudes das personagens e a moral
contida nas fbulas, sob o ponto de vista do
trabalho.
Introduo:
Fbula  uma narrativa, em prosa ou verso, cujos
personagens so geralmente animais. Faz aluso a
uma situao humana e tem por objetivo transmitir
uma determinada moral da poca. Jean de La
Fontaine (1621-1695), Monteiro Lobato (1882-
1948) e Jos Paulo Paes (1926-1998) fazem trs
abordagens diferentes para A cigarra e a formiga.
Quais so os valores morais contidos nessas
trs abordagens diferentes? Ganncia, solidariedade,
justia? Eles ainda perduram em nossa sociedade?
Como o trabalho  visto em cada uma
delas? O que representa a atitude das personagens:
a cigarra sem pensar em guardar, a formiga
carrega comida e as formigas na eterna faina
de abastecer as tulhas? Poderamos ver os valores
transmitidos nessas fbulas como uma crtica ou
um louvor  sociedade em que vivemos?
Resultados esperados: Reconhecer o significado
da fbula como transmissora de valores.
Questionar os valores contidos na fbula trabalhada.
Dicas do professor: Livros  Fbulas fabulosas, Novas
fbulas fabulosas e Eros uma vs. Millr Fernandes, com
seu humor e ironia, cria e recria fbulas refletindo valores
e antivalores, satirizando a nossa realidade.
A histria de Cndido Urbano Urubu, de Carlos Eduardo
Novaes, retrata a realidade social brasileira.
A ovelha negra e outras fbulas, de Augusto Monterroso.
Sites  br.geocities.com/universodasfabulas
UOL Crianas  Voc sabe o que  uma fbula? Quem 
esse Esopo? Conhea aqui a verso animada de seis fbulas
de Esopo, um escritor que viveu h mais de 2.500 anos.
criancas.uol.com.br/historias/fabulas/  21k (Serve tambm
para adultos)
www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=artigos/
docs/confabulandovalores
Tempo sugerido: 4 horas
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rea: Geografia Nvel II
1. Dividir a turma em trs grupos. Cada grupo ficar
responsvel por desenvolver todas as atividades
sobre uma das fbulas (de La Fontaine,
de Jos Paulo Paes, de Monteiro Lobato).
2. Cada grupo dever ler, reler e identificar: os
animais personagens principais; outros animais
envolvidos; elementos da natureza citados;
atividades desenvolvidas pela formiga e pela
cigarra; desfecho da histria; mensagem principal;
outras leituras do grupo; o valor atribudo
ao trabalho pelo autor da fbula; como as relaes
trabalho-natureza so a tratadas.
3. Cada grupo ir reescrever a histria e contar
uma nova verso para a histria da cigarra e
da formiga, sob a sua perspectiva do conceito
de trabalho.
4. Apresentao, por meio de jogral, da fbula
analisada e da fbula produzida pelo grupo.
Descrio da atividade 5. Debate: como o trabalho e as relaes com a
natureza so concebidos pelos diferentes autores
citados no texto e pelos autores da turma.
6. Publicar as fbulas contadas pelos alunos em
cartazes e/ou murais.
Atividade P Cigarras, formigas, trabalho, natureza e arte!
Resultados esperados: Discusso de diferentes
conceitos de trabalho e relaes com a natureza.
Produo de uma fbula expressando o significado
de trabalho para o grupo.
13
Te x t o
Objetivo
 Interpretar diferentes significados atribudos
ao trabalho e s relaes com natureza.
Introduo
O texto nos apresenta trs verses da tradicional
fbula que alimentou a educao de vrias geraes,
especialmente das mulheres, pois trata-se
de uma histria feminina e o valor moral do
trabalho. A cigarra e a formiga, de La Fontaine,
reescrita por Jos Paulo Paes em Sem barra, e por
Monteiro Lobato em A cigarra e a formiga (a formiga
boa) instiga nosso imaginrio, as verses
chamam a si diferentes leituras e interpretaes.
A riqueza delas no se limita ao valor moral do
trabalho,  condenao do cio, mas s relaes
com a natureza,  forma de produo da vida
material. Cantar  uma atividade improdutiva,
como defende La Fontaine? E como Lobato e
Paes apresentam? No continua sendo uma atividade
menos valorizada at hoje? A relao da
produtividade com o ritmo imposto pela natureza,
as estaes do ano, ainda permanece? E os
demais elementos da natureza como so abordados?
Enfim, h inmeras possibilidades de criao
de atividades, de interpretao e de crtica,
no ? Solte a imaginao! Bom trabalho!
Dicas do professor: Livros  O livro das virtudes e O livro
das virtudes para crianas, organizado por William J. Bennett
(Nova Fronteira).
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  49
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50  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Artes Nvel II
1. Reler o texto e identificar os trs tipos de funcionrio
pblico.
2. Dividir a classe em trs grupos.
3. Cada grupo definir o objetivo a ser alcanado
por meio da campanha e escolher um dos
tipos de funcionrio, alocando-o em um servio
pblico.
4. O grupo dever fazer uma relao das atividades
ou servios prestados e escolher os aspectos
a serem ressaltados na campanha.
5. O grupo discutir os elementos da campanha:
qual o cenrio, se haver ou no msica (essa
poder at ser criada em forma de jingle), que
imagem a campanha quer gerar, que mensagem
deseja transmitir etc.
6. A campanha ser criada para ser veiculada na
televiso, no rdio e em jornal ou revista.
Descrio da atividade 7. Apresentao e discusso da criao (idias,
linguagens artsticas escolhidas e sua realizao)
e da eficcia de cada campanha (se atingiu
o pblico e como).
Atividade P Trs campanhas
14
Te x t o
Objetivos
 Criar uma campanha publicitria para o servio
pblico.
 Refletir sobre os aspectos que envolvem a criao
de uma campanha publicitria.
 Discutir o que se espera como resultado na
criao de uma campanha publicitria.
Introduo:
 com freqncia que necessitamos dos servios
de um funcionrio pblico: seja num hospital,
numa escola, num balco da previdncia, numa
biblioteca pblica etc. Qual a imagem que temos
do funcionrio pblico?
Uma campanha publicitria mais do que um produto
vende uma imagem.  assim que, muitas vezes,
o pblico  levado a crer que ao comprar um
produto da marca X, torna-se uma pessoa com
as mesmas qualidades daquela da imagem veiculada
na propaganda. A criao de uma campanha
publicitria parte do produto e do pblico consumidor.
Ela mostra a empresa, a quem se destina
o produto (me, homem de negcios, idoso, criana,
eleitor etc.) e qual a proposta (caractersticas e
vantagens do produto). Na criao de uma campanha
todos os aspectos envolvidos na venda de
um produto e na conquista do pblico consumidor
so levantados e discutidos. Existem diferentes
tipos de campanhas publicitrias, cada uma delas
com um objetivo especfico e visando melhor atingir
um determinado segmento de pblico. As campanhas
so veiculadas na mdia impressa, televisiva,
radiofnica e agora, mais recentemente, na
internet. Embora a publicidade em si no esteja
classificada como arte, ela lana mo das linguagens
artsticas na sua construo.
Dicas do professor:
Sites  www.urbanidades.unb.br/artigo_funcionalismo_
publico.htm (funcionalismo pblico)
pt.wikipedia.org/wiki/Publicidade (Publicidade)
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa refletir sobre os aspectos que
envolvem a criao de uma campanha publicitria
e sobre os interesses nela embutidos.
b) Que o aluno possa discutir o papel do funcionrio
pblico. Quais seus deveres? Quais os conceitos
e preconceitos existentes em relao a essa
carreira profissional?
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rea: Cincias Nvel I e II
1. Divida a turma em trs grupos, que devero
fazer uma listagem de informaes sobre a
presena do papel nas atividades domsticas,
de trabalho e de lazer. As informaes devem
ser agrupadas em uma tabela, relacionando:
a) tipo de papel; b) finalidade (embalagem,
caderno, saco de po, etc.); c) cor do papel;
d) qualidade do papel (liso, com pauta, reciclado,
etc); e) aspecto visual, etc.
2. Solicite aos alunos que faam um diagrama
das cinco etapas de produo de papel, procurando
identificar em qual(is) da(s) etapa(s)
relacionada(s) poderia ter havido uma diferenciao
para a produo dos vrios tipos de
papel amostrados.
3. Estimule os alunos a utilizarem artisticamente
as amostras de papel, por meio do origami,
Descrio da atividade confeco de caixinhas, envelopes, etc. O ensinamento
deve ser compartilhado pelos alunos.
Atividade P Fabricao de papel
14
Te x t o
Objetivos
 Identificar as etapas da fabricao de papel.
 Reconhecer a importncia social do papel.
Introduo
O texto fala do uso de papel em nossa sociedade.
A fabricao de papel ocorre em cinco etapas principais.
Na primeira h a produo de matria prima,
com a plantao de rvores, como o eucalipto,
que aps 7 anos pode ser cortado. As toras so,
ento, descascadas e as cascas queimadas, produzindo
eletricidade e vapor. A etapa 2  a fabricao
da polpa. A madeira  feita de fibras de
celulose, unidas por lignina, uma espcie de cola.
A lignina deve ser removida para a obteno da
polpa de celulose, por processo mecnico (prensagem
na presena de gua) ou qumico (pedaos
de madeira so misturados com substncias qumicas
e aquecidos sob alta presso) ou por reciclagem
de papel usado. A terceira etapa, a de maior
impacto ambiental,  o branqueamento, quando
substncias qumicas especficas removem o que
ainda resta da lignina. A quarta etapa consiste na
formao da folha. A polpa inicialmente contm
mais de 97% de gua. Essa mistura aquosa 
lanada uniformemente sobre uma tela, onde a
gua  perdida, obtendo-se a folha de papel aps
secagem. O papel seco  enrolado e rebobinado,
seguindo ento para a quinta e ltima etapa, o
acabamento. Os papis contidos nas bobinas so
cortados e embalados, de acordo com as necessidades
e tipos de papis disponveis, geralmente
em fbricas automatizadas.
Contexto no mundo do trabalho: O papel  utilizado
praticamente em todas as atividades profissionais. A dona
de casa anota suas receitas em cadernos ou folhas avulsas;
o operrio recebe instrues escritas em papel. Nos
escritrios e nas fbricas, os funcionrios so orientados e
avaliados por meio de documentos escritos em papel.
Resultados esperados: Identificao das etapas
de um processo de fabricao de papel e de sua
importncia social.
Dicas do professor: Foram os chineses que descobriram
o papel, h mais de 2.000 anos. Durante muito tempo, o
papel foi fabricado a partir de fibras naturais, como o algodo
e o linho. No entanto, a crescente necessidade de
utilizao de papel fez com que se buscassem outras
matrias primas, como a madeira.
Materiais indicados:
P amostras de papis de
diferentes tipos e origens.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  51
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52  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de pr-leitura.
a) Escrever no quadro (ou imprimir, se possvel)
o segundo pargrafo do texto e pedir
aos alunos que pontuem com travesso,
vrgula e pontos.
b) Esclarecer a necessidade de pontuar bem,
pois, textos mal pontuados podem gerar
dubiedade. Para exemplificar, sugerimos
colocar no quadro (ou imprimir) o seguinte
texto:
Um homem rico estava muito mal. Pediu
papel e pena. Escreveu assim:
Deixo meus bens  minha irm no a meu
sobrinho jamais ser paga a conta do alfaiate
nada aos pobres.
Morreu antes de pontuar a frase. A quem
deixava ele a fortuna?
c) Dividir os alunos em grupos, atribuir a cada
um deles um grau de relacionamento com o
personagem (irm, sobrinho, alfaiate, pobres)
e pedir que pontuem o texto de modo
que o dinheiro v para seus bolsos.
2. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos. Ressaltar a importncia
e os mistrios que um bom conselho
pode trazer. Conversar sobre a ateno
ou falta dela dada a um conselho j
ouvido na vida.
3. Atividades de escrita.
a) Simular: o pai no conseguiu conversar
com os filhos. Com medo de morrer antes
Descrio da atividade de v-los, escreveu um bilhete. O bilhete 
uma frase curta que duas pessoas trocam
para agradecer, oferecer, informar, desculpar,
perguntar etc. Compe-se, normalmente,
de data, nome do destinatrio, mensagem,
despedida e nome do remetente.
b) Solicitar aos alunos que assumam a voz do
personagem pai e escrevam o bilhete com
o segredo.
c) Estipular um tempo para que todos se mantenham
em absoluto silncio. Nesse intervalo,
todos podero conversar, mas somente
por bilhetes.  importante que os alunos fiquem
atentos aos elementos de composio
dos bilhetes e, tambm, da pontuao.
d) Passado o tempo, o professor pede a alguns
alunos que leiam os bilhetes recebidos. A
classe, por sua vez, pode classific-los: o
mais objetivo, o mais engraado, o mais
srio, o incompleto, o ilegvel etc.
e) Exercitar a elaborao de bilhetes em outras
situaes de comunicao.
Atividade P A estrutura do bilhete e a pontuao
15
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de usar o ponto e de escrever
bilhetes.
Introduo
O bilhete  uma mensagem curta, muito utilizada
em nossa sociedade. Se mal pontuado, pode causar
dubiedade, como mostra a atividade proposta.
Resultados esperados: Fluncia na elaborao
do gnero bilhete e ateno aos sinais de
pontuao.
Tempo sugerido: 2 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  53
rea: Educao e Trabalho Nvel I
1. Aps leitura silenciosa e atenta do artigo 70,
do Captulo II da Constituio Federal de
1988, pea a cada um dos alunos que assinale
os incisos que lhe chamaram a ateno.
2. Em seguida, os alunos organizam-se em pequenos
grupos e, tendo em conta suas experincia
como trabalhadores, discutem em que
medida os deveres do Estado e dos empresrios
vm sendo cumpridos. Que exemplos
concretos podem ser dados?
3. Exposio dos grupos, com comentrios do
professor a sobre seus direitos como educador-
trabalhador.
4. Explique aos alunos que, possivelmente, tenhamos
uma reforma das leis trabalhistas, o
que pode mudar alguns direitos historicamente
conquistados pelos trabalhadores (ver
Dicas para o professor).
5. Discuta com eles que direitos previstos na
Constituio Federal de 1988 devemos assegurar
e que novos direitos deveramos lutar
para conquistar?
Descrio da atividade 6. Algum poderia convidar um advogado trabalhista
e/ou um sindicalista para aprofundar
o assunto?
7. Ao final da atividade, solicite que elaborem
cartazes defendendo pelo menos um dos direitos
assegurados atualmente pela constituio.
Atividade P Um retrocesso na histria: que direitos precisamos assegurar?
16
Te x t o
Objetivo
 Reconhecer que os trabalhadores e trabalhadoras
so sujeitos de direitos.
Introduo:
A constituio de 1988 assegurou direitos trabalhistas
importantes para proteger os interesses
dos trabalhadores e atenuar conflitos sociais. Em
sua grande maioria esses direitos j estavam previstos
na Consolidao das Leis do Trabalho 
CLT  instituda no governo Getlio Vargas, em
1942. Com a crise do taylorismo-fordismo e do
Estado do Bem Estar Social, viemos perdendo
paulatinamente os direitos sociais no que diz respeito
 sade, educao, lazer e tantos outros direitos
que historicamente haviam sido conquistados
pelos trabalhadores. Com a globalizao da
economia e a reestruturao produtiva, vrios
autores defendem a flexibilizao das relaes
entre capital e trabalho, o que significa a diminuio
dos deveres dos empresrios para com os
trabalhadores. Ser que, como trabalhadores, seus
alunos conhecem seus direitos? No caso de haver
uma reforma trabalhista, que direitos devemos
lutar para assegurar?
Resultados esperados: Produo de um texto
demonstrando a compreenso de que o trabalhador
possui direitos que esto previstos pela
lei, mas  necessrio lutar para assegurar esses
direitos.
Dicas do professor:
Sites  Ministrio do Trabalho: (www.mtb.gov.br )
Centrais Sindicais:www.cut.org.br; procure informaes sobre
a reforma das leis trabalhistas.
Sobre a influncia da CLT e do trabalhismo em geral na
cultura dos trabalhadores, leia o livro Afogados em leis, de
John D. French (Editora Perseu Abramo).
Tempo sugerido: 5 horas
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54  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Histria Nvel II
1. Ler com a turma o texto.
2. Situar o texto no documento histrico do qual
foi retirado: a Constituio
3. Questionar o documento: Que tipo de documento?
Que significa Constituio? Quando
foi produzida e promulgada? Por quem?
4. Interpretao e anlise do documento:
a) Procurar o significado dos termos desconhecidos.
b) Solicitar que, em duplas, leiam e discutam
os direitos previstos.
c) Cada dupla dever escolher um ou mais
de um direito, reescrev-lo no caderno e
analis-lo.
5. Cada dupla dever apresentar para o restante
da sala, os direitos que escolheram, dizendo
por que foi feita a escolha e como analisam
estes direitos.
6. Discutir: qual a importncia dos direitos legais
para a vida dos trabalhadores? Os direitos so
Descrio da atividade respeitados no Brasil? Qual a opinio da turma?
O que podemos fazer para que a Lei seja
cumprida nos diferentes espaos de trabalho?
O que os sindicatos podem e devem fazer, de
acordo com a opinio da turma, para que os
direitos sejam respeitados?
7. Afixar os cartazes com as frases produzidas
pelas duplas.
Materiais indicados:
P exemplar da Constituio
Brasileira de 1988.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Direitos dos trabalhadores  O que diz a Constituio?
Resultados esperados: Conhecer os direitos
dos trabalhadores previstos na Constituio Brasileira;
adquirir habilidade em analisar um documento
legal. Produo de frases.
16
Te x t o
Objetivo
 Analisar os direitos dos trabalhadores previstos
na Constituio Brasileira.
Introduo
O texto nos apresenta importantes trechos da
Constituio Brasileira, do Ttulo II , Dos Direitos
e Garantias Fundamentais, Captulo II Dos Direitos
Sociais. Os 34 incisos do artigo 7- do captulo
II da Constituio listam todos os direitos de
quem tem um emprego, ou seja, os direitos dos
trabalhadores urbanos e rurais, alm de outros
que visem  melhoria de sua condio social. O
texto da Constituio da Repblica Federativa do
Brasil de 1988, assim como as demais Constituies
produzidas, aprovadas, promulgadas ou
outorgadas, constitui documentos histricos,
vestgios, evidncias de um contexto social, poltico,
econmico e cultural de uma sociedade,
de uma nao, de uma forma de governo. A
Constituio de 1988, produzida em um contexto
de intensa mobilizao social, contm inmeros
avanos no que diz respeito aos direitos
sociais, como, por exemplo, a igualdade de direitos
para os trabalhadores urbanos e rurais.
Entretanto, como o texto diz alguns segmentos
da sociedade, como os desempregados, ainda
carecem de leis de proteo social. Vamos analisar
o documento, relacionando-o  realidade
vivida pelos nossos alunos?
Dicas do professor: Consultar o site do Ministrio do Trabalho
www.mte.gov.br e o texto da CLT Consolidao
das Leis do Trabalho.
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rea: Matemtica Nvel II
Proponha aos alunos as seguintes questes:
1. Para uma empregada domstica que recebe
R$ 440,00 por ms, admitida no ms de abril,
calcule o valor de seu 13- salrio proporcional.
(frmula algbrica; MT x 1/12(R)
2. Um empregado domstico que recebe salrio
mnimo foi admitido no incio de maro e est
rescindindo o contrato em novembro do mesmo
ano. Calcule sua gratificao de frias proporcionais.
P = MT x 1/12(R) e GF = (P)+1/3(P).
3. Para o mesmo empregado, calcule o valor total
da resciso contratual. RC = P + GF + AP.
PROFESSOR: Essas frmulas foram criadas para
a aplicao da lgebra, esclarea o significado de
cada termo junto aos alunos:
MT = nmero de meses trabalhados;
1/12 = duodcimo legal;
Descrio da atividade R = remunerao do ltimo ms de trabalho;
AP = trinta dias relativos ao aviso prvio;
P = salrio proporcional aos meses trabalhados.
Materiais indicados:
P calculadora, calendrio e
informaes sobre o
salrio mnimo vigente
na sua regio.
Tempo sugerido: 4 horas
Atividade P Direitos e deveres do trabalhador domstico
Resultados esperados:
a) Que o aluno utilize a lgebra na interpretao e
soluo de problemas cotidianos.
b) Que o aluno desenvolva habilidade de calcular e
conferir seus direitos.
c) Que o aluno aplique conhecimentos de lgebra
ao substituir valores numricos em uma
frmula dada.
16
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer que o trabalho domstico possui
vrias categorias e leis especficas que estabelecem
seus direitos e deveres.
 Aplicar conhecimentos algbricos em situaes
reais dos aspectos legais que envolvem o trabalho
domstico.
Introduo
A histria do trabalho domstico, no Brasil,
comeou com a chegada dos escravos africanos.
De incio, as mucamas eram as escravas que trabalhavam
para os senhores e suas patroas, inclusive,
algumas tinham como tarefa amamentar os
filhos de seus patres. Aps a abolio da escravido,
muitas mulheres se dedicaram aos afazeres
domsticos. Eram livres, porm, exploradas, porque
a mo-de-obra, na maioria das vezes, no era
paga. A profisso do empregado domstico foi
regulamentada por Constituio Federal em 1988,
concedendo direitos sociais. Atualmente, embora
haja legislao para esse(a) trabalhador(a), no 
raro ver que muitos dos direitos e dos deveres das
pessoas no esto sendo respeitados por patroas e
empregadas domsticas. Pergunte  classe se eles
conhecem empregadas domsticas que trabalham
sem carteira assinada. O que  mais vantajoso, ser
diarista ou mensalista? H algum na classe que
integra a categoria? Que tipo de problemas enfrentam
no seu trabalho? Que categoria de trabalhos
domsticos exercem?
Contexto no mundo do trabalho:  necessrio que tanto
o empregado como o empregador tenham conhecimento
dos direitos e deveres que envolvem especificamente
o trabalho domstico.
Dicas do professor: Livro  Santos, A. Manual de contrato
de trabalho domstico: direitos, deveres e garantias
dos empregados e dos empregadores domsticos, de A.
Santos (Forense).
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  55
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56  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Leia o texto com os alunos e pea que calculem
quanto deveria ser o salrio mnimo se
respeitado o artigo IV do captulo II. Para tal,
oriente que listem todos os itens previstos no
artigo, estimando o custo mensal de cada um
para toda a famlia. Ao final, devem somar o
gasto com todos os itens, obtendo assim um
salrio mnimo condizente com a lei.
2. Pea que calculem a diferena entre o salrio
mnimo real, o salrio necessrio calculado
pelo Dieese e aquele que os alunos encontraram.
Exemplo de tabela que pode ser elaborada
nessa atividade:
3. Pea aos alunos que escrevam suas concluses,
indicando o que a sociedade deveria fazer
para que a lei fosse cumprida.
Descrio da atividade
Atividade P Salrio legal
Resultados esperados:
a) Estimativa de um salrio mnimo que d conta
da descrio do artigo 7- da constituio
federal.
b) Indicaes de aes sociais pelo cumprimento
do mesmo artigo.
16
Te x t o
Objetivo
 Calcular o valor do salrio descrito pela constituio
federal usando as operaes bsicas da
matemtica; discusso de aes que visem o
cumprimento da lei.
Introduo
Segundo o artigo 7- , inciso IV do captulo II, Dos
Direitos Sociais da Constituio da Repblica
Federativa do Brasil, o salrio mnimo deve ser
capaz de atender s suas necessidades vitais
bsicas e s de sua famlia, como moradia, alimentao,
educao, sade, lazer, vesturio, higiene,
transporte e previdncia social, reajustado
periodicamente, de modo a preservar o poder
aquisitivo, vedada sua vinculao para
qualquer fim. O Dieese calculou que o salrio
mnimo necessrio em julho de 2006 deveria
ser de R$ 1.436,74 em vez dos R$ 350,00 efetivados
atualmente. Como explicar essa diferena?
O que faz um trabalhador que ganha um
salrio mnimo para viver com sua famlia? Como
e onde ele mora? Onde e como seus filhos
estudam?
Tempo sugerido: 3 horas item
moradia
alimentao
...
gasto mensal
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  57
rea: Matemtica Nvel I
1. Pergunte aos seus alunos quem tem carteira
assinada e quem trabalha por conta prpria
(na informalidade). Escreva no quadro a contagem
das respostas e calcule explicando a
porcentagem de cada uma delas: TI = total de
alunos na informalidade x 100 / Total de
alunos da turma.
2. Divida a turma em dois grupos: o primeiro
reunindo os que tm carteira assinada e o segundo
os que trabalham na informalidade.
Pea ao primeiro grupo que discuta e registre
em um papel pardo as vantagens e as desvantagens
de trabalhar com carteira assinada e ao
segundo, as vantagens e desvantagens de trabalhar
na informalidade (ou ser autnomo).
3. Cada grupo deve fazer a sua apresentao expondo
seus registros na parede da sala.
4. Depois, oriente a leitura do texto pedindo:
a) que confiram a porcentagem de trabalhadores
na informalidade nacional com
aquela encontrada na turma;
b) comparem os argumentos que os alunos
registram para cada uma das duas situaes
com os do texto;
c) Entre as razes para o crescimento da informalidade,
pea que escolham aquela que
mais se aproxima dos casos relatados na
turma e que justifiquem.
Descrio da atividade 5. Representar os resultados obtidos por meio de
grficos como:
Atividade P Em que parte estou?
17
Te x t o
Objetivos
 Calcular porcentagem.
 Compreender razes da informalidade.
Introduo
Mais da metade dos trabalhadores brasileiros
vive na informalidade, diz o texto. Quais as razes
desta situao? Provavelmente muitos dos
alunos e alunas do EJA vivenciam a informalidade
Como eles percebem isso? Que dificuldades
tm? Quais as vantagens e as desvantagens que
percebem nessa situao?
Resultados esperados:
a) Conhecer o rol de vantagens e desvantagens de
trabalhar na informalidade.
b) Calcular a porcentagem do trabalho na informalidade.
Dicas do professor: Caso na turma no haja nenhum
aluno trabalhando na informalidade, faa uma simulao,
dividindo a turma em dois grupos com referncia na porcentagem
nacional (52%).
Material indicado:
P papel pardo.
Tempo sugerido: 3 horas
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58  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Aps leitura e discusso do texto, pea aos
alunos que:
a) retirem as informaes numricas da venda
de cigarros falsificados ou contrabandeados
em 2001 e estabeleam a relao entre esses
dados e a no arrecadao de impostos pelo
governo;
b) verifiquem que porcentagem no setor farmacutico
mostra medicamentos falsificados
que so vendidos no pas e que expressem
essa porcentagem em forma de nmero
decimal;
2. Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra
de Domiclios), a taxa de desocupao detectada
no perodo de 2002 a 2003 passou de
9,2% para 9,7%. Considerando a populao to-
Descrio da atividade tal de brasileiros de 169.800.000, pea que determinem
quantas pessoas estavam desempregadas
em 2002 e em 2003, e que verifiquem
tambm, a diferena entre esses nmeros e o
que eles revelam.
Atividade P Crescimento do trabalho informal
Resultados esperados: Que o aluno perceba o
crescimento do trabalho informal, suas causas e
conseqncias, por meio de clculos aritmticos,
tais como: regra de trs, propores, nmeros decimais
e operaes bsicas.
17
Te x t o
Objetivos
 Aplicar conhecimentos matemticos com dados
informacionais do texto.
 Perceber a situao real do Brasil em termos de
desemprego que leva a trabalhos considerados
clandestinos.
Introduo
Camels, barraqueiros e donos de fbricas de
fundo de quintal so alguns trabalhadores brasileiros
que vivem no mundo da informalidade.
Muitas vezes, por no conseguir trabalho, as pessoas
buscam servios no universo informal. So
vrias as perdas desse trabalhador, dentre elas,
ele deixa de ter direito ao seguro desemprego, ao
seguro acidente de trabalho, ao seguro maternidade
e, sem contar que muitas vezes h o envolvimento
com atividades ilegais, como  o caso da
venda de produtos falsificados ou contrabandeados.
Pergunte aos alunos: Vocs conhecem pessoas
que trabalham informalmente? O que as
levaram a esse servio? Que dificuldades elas encontram?
Vocs consideram ilegal trabalhar na
informalidade? Quais seriam as maiores causas
que levam as pessoas ao trabalho no setor informal?
Como o governo brasileiro pode contribuir
para que essas pessoas saiam da alternativa informal
de trabalho?
Contexto no mundo do trabalho: O Brasil  um dos
campees no mundo do trabalho informal, pois mais da
metade dos trabalhadores brasileiros vive desse servio.
Esse problema nacional se expande e causa dificuldades
ao pas e ao trabalhador. Os jovens, mesmo com alguma
escolarizao, esto despreparados para atuar num mercado
instvel e cada vez mais exigente, sendo ento forados
a sobreviver por meio da clandestinidade.
Dicas do professor: Filme  Pelle, o conquistador, diretor
Bille August.
Material indicado:
P calculadora
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Matemtica Nvel II
1. Oriente uma leitura silenciosa do texto, pedindo
que sublinhem todos os dados numricos
que o compe.
2. Depois disso, organize-os em grupos e solicite
que montem uma tabela com os dados de Lauro
Ramos sobre a re-acomodao da economia
 base do crescimento da informalidade 
e outra com os dados da pesquisa do Sebrae
sobre as causas de as empresas continuarem
na informalidade.
3. Com os dados organizados nas tabelas do
item anterior, pea que elaborem um grfico
de linhas para os dados de Lauro Ramos e outro
de setores para os dados da pesquisa do
Sebrae. Se possvel use papel milimetrado.
Feitos os grficos, converse com os alunos sobre
as caractersticas de cada um dos grficos,
destacando que o de setores serve para comparar
dados entre si e o de linhas serve para
observar fenmenos que se alteram no tempo.
4. Para concluir, pea aos alunos que relatem casos
de pessoas que conhecem e que trabalham
na informalidade, comparando suas situaes
com aquelas trazidas pelo texto.
Descrio da atividade
Atividade P Construindo grficos da informalidade
Resultados esperados:
a) Que o aluno saiba construir e ler grfico de
setores e grfico de linhas.
b) Resignificao do sentido da informalidade do
trabalho para os alunos que nela vivem.
17
Te x t o
Objetivos
 Elaborar grfico de setores e de linhas.
Introduo
O texto traz muitos dados explicando a situao
da informalidade no Brasil. Embora os nmeros
sejam elucidativos, a forma de apresent-los pode
ser um complicador para os que no tem domnio
dos conceitos matemticos. Os grficos so bons
recursos para melhor compreender relaes entre
dados. A atividade a seguir busca construir um
caminho que ajude na compreenso da informalidade
no trabalho. Os alunos de EJA, certamente a
vivenciam, pois constituem aquela parte dos trabalhadores
que, com maior freqncia, vivem na
informalidade e tm seus direitos negados. Como
eles se percebem nesse quadro? Como atuam
para reverter esta situao?
Material indicado:
P papel milimetrado.
Tempo sugerido: 4 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  59
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60  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos. Pedir que localizem
o tema (o trabalho informal e suas
conseqncias) e que discutam os reflexos
da informalidade na concepo de emprego
no pas.
b) Pedir que dem respostas para as perguntas
fundamentais do texto de informao:
Onde? Quem? Quando? Como? Por qu?
2. Atividades de produo de texto.
Se o professor quiser, pode dividir o texto em
vrios segmentos paras propor a tarefa a seguir:
2.1. Pedir aos alunos que faam um resumo do
texto lido, a partir das seguintes orientaes:
I  Destinatrio: colegas de outras salas
que no leram o texto original.
II  Local onde o texto circular: mural
da escola.
III  Objetivo: sumarizar o contedo para
fcil consulta dos colegas da escola.
IV  Procedimentos:
a) Apague, no resumo, os contedos
facilmente inferveis a partir de
nosso conhecimento de mundo.
b) Apague as seqncias de expresses
sinnimas ou que sejam apenas
explicaes de uma idia central.
c) Apague os exemplos.
Descrio da atividade d) Apague as justificativas de uma
explicao.
e) Apague os argumentos contrrios
 posio do autor (se houver).
f) Reformule as informaes precisas
por termos genricos (quando possvel).
Exemplos: homem, gato e
cachorro por mamferos.
2.2. Escrever o texto e colocar, como ttulo,
em letras maiores, um fragmento extrado
de Brasil dividido, para chamar a
ateno dos colegas de outras classes.
(Sugesto: Quem trabalha sem registro
vive sem qualquer rede de proteo!)
Atividade P Resumo II  Aprofundando possibilidades de sumarizao
Resultados esperados: Textos sintticos. Ampliao
da capacidade de redigir.
17
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de sntese de textos de
informao.
Introduo
Sintetizar  tarefa rdua que exige habilidades e
competncias diferenciadas. A atividade aqui
proposta relaciona-se com a sugerida no texto
Santo Dias (ver neste caderno) e a aprofunda.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  61
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque o vocabulrio na lousa:
Cala  pants
Camisa  shirt
Camiseta  t-shirt
Blusa  blouse
Meias  socks
Casaco  coat
Macaco  jumper
Terno  suit
Gravata  tie
Cachecol/ echarpe  scarf
Saia  skirt
Vestido  dress
Pijama  pajamas
Cueca  underware
Calcinha  panties
Suti  bra
Meia-cala  tights
Luvas  gloves
Moleton (conjunto)  Sweatsuit/jogging suit
Suter  sweter
Cinto  belt
Chinelos  slippers
Sandlias  sandals
Sapatos  shoes
Tnis  tennis/ sneakers
2. Pea a eles que copiem as palavras do vocabulrio
e d a eles tempo para memorizar a
lista (cerca de 5 a 6 minutos).
3. Diga a eles que comear um ditado. Eles ouviro
a palavra em ingls e devem escrev-la
em portugus.
Descrio da atividade 4. Dite entre 8 e 10 palavras. Verifique se acertaram
o vocabulrio. D a eles mais 5 minutos
de memorizao e diga que agora far o contrrio:
o ditado ser em portugus e eles devero
escrever em ingls (esse com certeza
ter mais erros, especialmente de grafia). Dite
mais 8 a 10 palavras (repita algumas do primeiro
ditado). Verifique os erros e acertos.
5. Os alunos podero tambm elaborar um glossrio
ilustrado com essas palavras usando desenhos
ou recortes:
Atividade P Dictation
Resultados esperados: Espera-se que os alu?
nos consigam memorizar no mnimo 50% do vocabulrio
apresentado.
17
Te x t o
Objetivo
 Aprender o vocabulrio de roupas e acessrios
em ingls.
Introduo
O texto trata do mercado informal, onde os camels
vendem de tudo, desde meias, tnis, bons, de
marcas falsificadas, principalmente americanas.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Artes Nvel I e II
1. Cada aluno dever identificar, pelas fotos,
aquilo que considerar prximo ou referente 
sua vida pessoal (alguma situao de trabalho
na sua infncia).
2. Os alunos apresentaro oralmente o que identificaram.
3. Sero formados grupos de acordo com a semelhana
das identificaes.
4. Os grupos devero, a partir das identificaes e
usando a memria da infncia, fazer uma lista
de jogos e brincadeiras para um dia de lazer
com as crianas da famlia e vizinhana.
5. Os grupos proporo as atividades para a
classe e, se houver possibilidade, a classe poder,
de fato, organizar, na escola, um dia de
lazer para familiares e vizinhos, reunindo todos
os jogos e brincadeiras relacionados ou
criados pela classe.
6. Discusso da experincia tendo por foco a
relao do trabalho e da brincadeira para a
criana.
Descrio da atividade
Atividade P Dia de lazer
19
Te x t o
Objetivo
 Planejar um dia de lazer a partir das memrias
de infncia.
Introduo:
At meados do sculo XIX, no ocidente, a criana
era considerada simplesmente um adulto em
miniatura, que devia respeito e obedincia a toda
e qualquer pessoa grande. No havia muita
distino entre o mundo adulto e o infantil. O
reconhecimento de que a infncia  uma fase da
vida com caractersticas e necessidades prprias
e que as experincias vividas na infncia so a
base da construo da personalidade e orientam
a maneira como um indivduo se relaciona
e constri sua vida s aconteceu depois do surgimento
das chamadas cincias modernas como
a Psicologia, a Pedagogia e a Sociologia.
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba o quanto de trabalho
existe na brincadeira infantil.
b) Que o aluno compreenda que o jogo e a brincadeira,
alm de proporcionarem o desenvolvimento
de habilidades,  importante componente
para a criao e o estabelecimento de
relaes afetivo-sociais.
c) Que o aluno seja capaz de identificar, problematizar
questes estticas e artsticas envolvidas
nas brincadeiras.
Tempo sugerido: 2 horas
62  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
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rea: Cincias Nvel I e II
O cristal  um slido com estrutura interna regular.
Muitos so usados industrialmente e outros
so lapidados como jias. Muitos dos minerais
possuem a estrutura de um cristal.
Esta atividade convida os alunos a produzirem
um cristal de sal de cozinha.
1. Ponha gua quente em um copo e v adicionando
sal de cozinha, misturando bem.
2. Mexa e continue acrescentando o sal at sobrar
um pouco de sal no fundo do copo.
3. Transfira a gua com sal dissolvido para um
outro copo e deixe evaporar. (Dica: use o mnimo
possvel de gua, para que os cristais j
comecem a aparecer no dia seguinte.)
4. Pea aos alunos que tragam amostras de cristais
para a sala de aula e compare as diversas
formas observadas.
Descrio da atividade
Materiais indicados:
P gua quente, sal de
cozinha e copos
transparentes e cristais
diversos.
Tempo sugerido: 1 hora
Atividade P De que so feitas as rochas?
Resultados esperados:
a) Identificao da composio das rochas.
b) Identificao do emprego de material mineral
em nosso cotidiano.
c) Produo de cristais de sal de cozinha.
20
Te x t o
Objetivos
 Identificar a composio das rochas.
 Associar o emprego de material mineral em
nosso cotidiano.
Introduo
A dura realidade do trabalho infantil pode ser visualizada
na foto de um menino em uma pedreira,
quebrando rochas. As rochas so formadas por
combinaes de um ou mais minerais. Os minerais
so compostos de espcies qumicas combinadas
de forma definida e ordenada. Oito elementos formam
mais de 99% da crosta terrestre. So esses
elementos que se combinam para formar os minerais:
oxignio, silcio, alumnio, ferro, clcio, sdio,
potssio e magnsio. O chumbo, a prata, o
zinco e o cobre, e muitas outras substncias que
tm importncia para a humanidade so muito
mais raros. Dificilmente encontramos na natureza
um mineral em estado puro. Eles geralmente apresentam-
se combinados com outros elementos
qumicos, para formar os minrios. No Brasil existe
uma grande variedade de formaes geolgicas,
o que resultou em um solo rico em minerais.
Possumos jazidas de metais no-ferrosos (como
cobre, chumbo, nquel, zinco e estanho), de
minrio de alumnio (bauxita), jazidas de fsforo
e de outros minerais (como mrmore, amianto,
mica e gipsita). O gelogo  o profissional que trabalha
com prospeco e conhece profundamente
os metais, rochas, etc. Que outras profisses esto
relacionadas aos minerais?
Dicas do professor: Jazidas so reas que apresentam
um dado mineral em elevada quantidade, facilitando a
sua explorao. Mesmo assim, para obter uma tonelada
de um mineral,  necessrio que sejam removidas grandes
quantidades de terra. Aps essa explotao (explorao
econmica), o solo fica arrasado e boa parte do subsolo fica
sem utilidade. Verifica-se, portanto, que a atividade
mineradora apresenta um alto potencial de causar impactos
ambientais negativos.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  63
CP03_TX1920 pg 66_70.qxd 16.12.06 12:18 Page 63
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Faa uma leitura para a classe do texto, comentando-
o e consultando a turma se conhecem
alguma situao onde crianas estejam
trabalhando?
2. Organize os alunos em grupos e pea que encontrem
solues para os seguintes problemas:
 Considerando, segundo dados da OIT, que entre
2000 e 2004 o nmero de crianas trabalhadoras
no mundo caiu 11%, passando de
246 a 218 milhes, em quanto tempo, mantido
o ritmo da queda, o trabalho infantil se
extinguir no mundo? Que idades tero as
crianas de 7 a 14 anos que hoje trabalham?
 E no Brasil, em que ano o trabalho infantil
ser extinto se, no grupo de crianas com
idade entre 5 e 9 anos, o trabalho caiu 61%
entre 1992 e 2004, e 36% na faixa etria
mais numerosa, de 10 a 17 anos, considerando
que a taxa continue a cair no mesmo
ritmo?
 Quais medidas o governo tem que tomar
para que isso acontea? E o que a sociedade
deve fazer?
3. Depois de apresentadas e conferidas as solues,
pea a cada um dos alunos e alunas
que escreva um texto dizendo o que eles po-
Descrio da atividade dero fazer para contribuir com a erradicao
do trabalho infantil.
4. Organize com os alunos um mural na escola
denunciando o trabalho infantil e propondo
aes locais para combat-lo.
Atividade P Lugar de criana  na escola
20
Te x t o
Objetivos
 Resolver problemas usando regra de trs.
 Refletir acerca do trabalho infantil no Brasil e
no mundo
Introduo
A viso de que comear a trabalhar cedo pode
ajudar para um futuro melhor ainda  muito presente.
No Brasil, apesar de o trabalho infantil ser
proibido por lei, trs milhes de crianas no tm
o direito de brincar, de ir  escola, enfim, de viver
plenamente a infncia. O mais cruel  que muitas
pessoas que consideram o trabalho infantil positivo
no questionam quando seus filhos com mais
de 18 anos s estudam ou que os filhos da elite
local no trabalhem nunca. Voc concorda com
isso? E seus alunos e alunas?
Resultado esperado: Texto escrito demonstrando
mobilizao pessoal para com a extino
do trabalho infantil.
Dicas do professor: Oriente uma pesquisa buscando
saber se na sua regio tem algum setor de trabalho que
use mo-de-obra infantil. Se positivo, organize com os
alunos uma denncia ao Conselho Tutelar e Conselho dos
Direitos da Criana e do Adolescente.
Tempo sugerido: 3 horas
64  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
CP03_TX1920 pg 66_70.qxd 16.12.06 12:18 Page 64
rea: Matemtica Nvel I
Utilizando as informaes contidas nas imagens
e nas questes, solicite aos alunos que:
1. Faam a leitura da foto onde a criana estende
o sisal para secar. Observem a distribuio espacial
em que o sisal  estendido e descrevam
aspectos matemticos que so revelados nesse
retrato;
2. Olhem a foto da criana quebrando pedras
para transform-las em paraleleppedos ou
britas. Dependendo do tamanho da brita, uma
lata de 20 litros cheia de pedras  vendida pelo
valor de R$ 0,08 a R$ 0,l6. Considerando a
mdia entre esses valores pagos, verifiquem
quantos centavos ganha uma criana ao vender
5 latas de brita.
3. Escrevam o que pensam sobre o trabalho dessa
criana e o valor ganho nessa venda
Descrio da atividade
Atividade P Trabalho infantil: todos somos responsveis
20
Te x t o
Objetivos
 Reconhecer que um pas, cujas crianas so
convocadas ao trabalho em detrimento do estudo,
 um pas que no resolveu seus graves
problemas de injustia e desigualdade social,
que geram misria e degradao.
 Utilizar conceitos matemticos, posicionando-se
de maneira crtica e responsvel em relao aos
diferentes trabalhos realizados por crianas.
Introduo
Muitas crianas perdem a infncia para ajudar
no sustento da famlia. Embora o Estatuto da
Criana e do Adolescente proba essa prtica no
Brasil, encontramos crianas carregando lenha,
quebrando pedras, estendendo sisal, colhendo
ch, cortando e carregando cana-de-acar; realizam
servios que competem ao adulto. O esforo
que o menino que quebra pedras faz, est
estampado em sua expresso corporal. Pea aos
alunos que observem cada um dos pequenos trabalhadores
e expressem suas opinies em relao
ao trabalho infantil. Discuta com eles: O trabalho
escravo acabou no Brasil? Onde seus alunos moram
h crianas que trabalham? Que servios
elas prestam? As crianas percebem o perigo a
que esto expostas em seus ambientes de trabalho?
Como  possvel erradicar o trabalho infantil?
O que sugerem, como ao, para no haver
mais crianas trabalhando no Brasil ?
Contexto no mundo do trabalho: No  legal a criana
trabalhar, ela tem de ir para a escola estudar. Todo brasileiro
adulto  responsvel pela criana trabalhadora e
deve ser convocado para acabar com essa dura realidade
em nosso pas.
Resultados esperados:
a) Que os alunos compreendam que o trabalho infantil
est relacionado a uma vida de extrema
pobreza e falta de perspectivas, tanto para a
criana como para sua famlia, mostrando a desigualdade
e injustia de nossa sociedade.
b) Que os alunos analisem as fotos, interpretandoas
e escrevendo a respeito, tanto do ponto de
vista subjetivo como utilizando-se de clculos
que envolvam mdia aritmtica, noes espaciais
e operaes de multiplicao.
Dicas do professor: Sites  www.unicef.org
www.trabalhoinfantil.org.br.
Livro  Trabalho infantil: o difcil sonho de ser criana, de C.
Porto, I. Huzac e J. Azevedo (tica).
Tempo sugerido: 3 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  65
CP03_TX1920 pg 66_70.qxd 16.12.06 12:18 Page 65
rea: Portugus Nvel II
1. Observar as figuras. Pedir que, oralmente,
dem vida a elas pelo exerccio da imaginao:
quem so essas crianas? O que fazem?
Por que fazem? Quais as conseqncias desse
fazer?
2. Lanar uma questo polmica para discusso
em grupos. (Sugesto:  desumano fazer as
crianas trabalharem, ainda que numa situao
social como a de nosso pas? Mas... se no
houver trabalho infantil, as famlias conseguem
se manter?)
3. Reiterar que as posies tomadas devem ter
sustentao em fatos ou idias bem articuladas
(no se pode dizer eu acho), devem
levar em conta a possibilidade de refutao
por outros grupos.
4. Ouvir a opinio dos grupos e lanar contraquestes
que exijam segurana dos alunos nas
respostas. Permitir e dirigir o debate.
5. Solicitar que, depois da discusso e da tomada
final de posio, escrevam suas idias em:
a) cartas de opinio para um jornal de grande
circulao;
b) uma carta de leitor para o jornal da regio;
c) uma carta de solicitao de providncias
aos governantes da nao;
f) cartaz de solidariedade s crianas.
Descrio da atividade
Atividade P Exercitando a argumentao
Resultado esperado: Ampliao do conhecimento
dos gneros ligados ao agrupamento da ordem
do argumentar.
20
Te x t o
Objetivo
 Ampliar a capacidade de sustentar um argumento,
refut-lo e negociar tomadas de posio.
Introduo
H gneros que se incluem na ordem do argumentar:
aqueles relacionados ao domnio social
da discusso de assuntos sociais controversos.
Objetivam o entendimento e um posicionamento
crtico: cartas de opinio, por exemplo.
Tempo sugerido: 3 horas
66  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
CP03_TX1920 pg 66_70.qxd 16.12.06 12:18 Page 66
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  67
rea: Artes Nvel II
1. A classe dever reler o texto e sublinhar todas
as aes objetivamente descritas pelo autor.
2. Em seguida, os alunos devero marcar todos
os adjetivos que qualificam a ao, assim como
os advrbios de modo. Por exemplo: Maria
caminha pela sala,  diferente de Maria
caminha lentamente pela sala. Assim como
Maria caminha lenta e pesadamente pela
sala  diferente de Maria, tensa e preocupada,
caminha lenta e pesadamente pela sala.
3. Numa folha, os alunos organizaro um protocolo
do texto, listando pela ordem todas as aes
da personagem e o modo como as realiza.
4. Todos os alunos se postaro na posio inicial
proposta no texto e comearo  construo
de Gregrio Samsa, seguindo rigorosamente o
protocolo.
5. Repetir at que a seqncia de aes fique
registrada.  importante que os alunos se concentrem
para que, na repetio dos movimentos
percebam sensaes e sentimentos que
surgem. No deve haver pressa na realizao
do exerccio.
6. A seguir os alunos voltaro ao texto e cada um
escolher as palavras ou frases curtas que con-
Descrio da atividade
Atividade P Posio inicial
21
Te x t o
Objetivo
 Criar a personagem Gregrio Samsa a partir
das aes presentes no texto.
Introduo
Quando lemos um texto no deciframos apenas o
significado das palavras ou empreendemos a
tarefa de desvendar as idias do autor. Algo maior
acontece em ns: ao entrar em contato com uma
obra, a partir das propostas do autor, sentimentos
e idias so mobilizados. Criamos em nossa imaginao
o mundo da obra: damos vida aos personagens,
construmos cenrios, interpretamos. Em
certa medida nos tornamos co-autores.
As artes cnicas (o teatro, a dana, a pera e o
circo) trazem  luz o pblico por meio da interpretao.
Uma interpretao que  do artista
(ou grupo de artistas), portanto particular, mas
que pode ser compartilhada e compreendida
pelo coletivo.
A interpretao  um modo, um jeito de ver e de
dar vida a uma histria, a um personagem.
Materiais indicados:
P aparelho de som, CD,
roupa confortvel.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Que o aluno participe ativamente da construo
de uma personagem e perceba a quantidade
de aspectos e estmulos envolvidos nessa
construo.
b) Que o aluno amplie sua capacidade de anlise,
conhecimento e compreenso da interpretao.
siderem importantes, significativas.
7. A seqncia de aes ser realizada agora
com o acrscimo das palavras (adjetivos, advrbios...)
ou frases escolhidas.
8. Discusso do exerccio. A critrio do professor,
o texto poder ser relido e discutido. A experimentao
provavelmente deve ter ampliado a
compreenso da personagem Gregrio Samsa.
Obs: Seria bom que o exerccio fosse realizado
em ambiente amplo. O professor dever propor
um aquecimento antes de iniciar a etapa 4, pois
isso ajudar na concentrao e na realizao das
aes. Uma msica suave acompanhada de instrues
que orientem o aluno a sentir cada parte
do corpo e a realizar de pequenos movimentos
de cada uma das partes poder ser uma possibilidade
de aquecimento.
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68  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Cincias Nvel I e II
1. Solicite aos alunos que selecionem um marco
 pode ser uma rvore, um poste, um prdio,
etc.  e observem a posio da sombra desse
marco ao longo de dias ensolarados.
2. Pea a eles que faam um desenho esquemtico
da sombra visualizada nos seguintes perodos:
manh (10h, 11h e meio dia) e tarde (1h,
2h e 3h). Eles devem procurar manter no desenho
a proporo observada nas sombras visualizadas.
3. Solicite a eles que procurem relacionar a sombra
observada  posio da terra em relao
ao Sol, numa associao com o movimento de
rotao terrestre.
Descrio da atividade
Atividade P Horas, relgio e movimento de rotao terrestre
21
Te x t o
Objetivos
 Identificar o processo de medio de horas em
um relgio de sol.
 Associar mudanas na posio de sombras ao
movimento de rotao da Terra.
Introduo
Quando o texto fala de um despertador, precisamos
lembrar dos primeiros relgios confeccionados
pelo ser humano  os relgios de sol.
O funcionamento desses relgios tem como fundamento
a medio do aparente movimento do
Sol pelo cu e o deslocamento resultante da
sombra produzida numa haste. Essa sombra 
projetada sobre uma base, que possui uma escala
numrica, referente s horas do dia.  medida
que visualizamos o aparente movimento
do Sol, pode-se verificar que a sombra se move
15 por hora. Esse nmero surge da diviso entre
os 360 de uma esfera (a Terra) por 24 (as
24 horas do dia). Se usarmos como referncia a
posio da sombra quando o Sol est a pino 
meio dia  e marcarmos na base ngulos mltiplos
de 15, obteremos a marca das horas do
dia. Os relgios de sol no so mais do que
miniaturas da Terra e do seu eixo e s funcionam
porque visualizamos mudanas na posio
de sombra causadas pelo movimento de rotao
da Terra em torno de seu eixo. A necessidade de
se marcar o tempo fez surgir vrias profisses.
Voc conhece algumas delas?
Contexto no mundo do trabalho: O relgio entra no
nosso dia j ao acordarmos com o seu toque ou campainha.
E assim continua durante todo o dia, ao nos informar
que est na hora de iniciarmos nossas atividades, o
horrio do nibus e do trem, de almoar, de ver televiso,
de trabalhar, etc.  noite,  ele tambm que nos intima a
ir dormir, porque um novo dia est para chegar.
Resultados esperados:
a) Identificao do processo de medio de horas
em um relgio de sol.
b) Associao de mudanas na posio de sombras
ao movimento de rotao da Terra.
Dicas do professor: Pea aos alunos que faam as observaes
dessa atividade ao longo de um fim de semana,
a fim de que vocs possam discuti-la durante a semana.
Tempo sugerido: 1 hora
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rea: Cincias Nvel II
Para bebermos gua, ela deve estar no estado
puro. Uma das maneiras de purificar a gua de
rios e reservatrios de agentes qumicos  a filtrao.
J a gua de chuva  pura, pois  resultado
de um processo de evaporao.
1. Coloque um funil com coador em cada um dos
vidros de conserva transparentes.
2. Em um dos funis, coloque um chumao de algodo
na poro inferior do funil.
3. Encha os dois copos de gua e a cada um deles
acrescente uma colher de terra e mexa bem.
4. O contedo de um dos copos deve ser despejado
em um dos frascos, de modo a avaliarmos
a influncia da presena do chumao de
algodo no processo de filtrao.
5. Os alunos devem observar a aparncia das
guas aps a filtrao (semelhanas e diferenas).
Descrio da atividade 6. Solicite aos alunos que busquem justificar as
diferenas observadas.
Materiais indicados:
P dois vidros de conserva
transparentes, dois
copos, dois funis, dois
filtros de papel, um
chumao de algodo,
uma colher de sopa e um
pouco de terra.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Chuva
Resultados esperados:
a) Compreenso de fenmenos de resfriamento do
ar e produo de chuva.
b) Identificao de como o processo de filtrao
pode produzir gua de aparncia mais lmpida.
21
Te x t o
Objetivos
 Compreender fenmenos de resfriamento do
ar e produo de chuva.
 Identificar como o processo de filtrao pode
produzir gua de aparncia mais lmpida.
Introduo
Quando o autor do texto diz que o personagem
ouvia os pingos da chuva batendo na janela, podemos
nos perguntar: Por que chove em alguns lugares
e em outros no? Na regio do Equador, linha
imaginria que divide a Terra em norte e sul, o
ar quente sobe.  medida que ele ganha altura, ele
sofre um resfriamento, que  de cerca de 1 C a cada
300 m. Como o ar frio  capaz de dissolver menos
gua do que o ar quente, ele vai perdendo essa
gua  medida que vai subindo.  essa gua que
depois cai, precipitando-se na forma de chuva. E o
ar frio e seco, para onde vai? Esse ar se movimenta,
afastando-se do Equador e acaba descendo nas
partes do planeta que se situam em torno de 30 de
latitude.  isso que tornam ridas diversas regies
do planeta, como  o caso dos desertos do Saara,
do Mojave, etc. Mas por que chove mais na Mata
Atlntica do que na Amaznia, que se situa bem
prxima do Equador? Acontece que a presena da
Serra do Mar faz com que o ar mido do Oceano
Atlntico seja empurrado acima da Serra, ou seja,
mais de 1.000 m. Durante esse processo de elevao,
o ar se resfria e perde gua, que cai de forma
intensa na Mata Atlntica. A gua  a base da vida.
Como ela  utilizada nas indstrias? H a reflexo
de que  preciso economizar a gua?  possvel purificar
qualquer gua que sai das indstrias?
Dicas do professor: A filtrao no remove agentes patognicos,
isto , causadores de doenas, da gua. Para a remoo
desses agentes  necessrio acrescentar outras etapas
para o tratamento da gua, como por exemplo, o cloro.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  69
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70  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Educao Fsica Nvel I e II
1. Diga aos alunos que todos naquele momento
so deficientes: no tm o brao direito (que
dever ser amarrado para trs do corpo).
2. Proponha a seguinte tarefa para todos: os sapatos
de cada um esto desamarrados, amarrem
os seus sapatos.
3. Para os que no tiverem sapatos de amarrar,
corte um pedao de barbante e pea que o
amarrem em volta do p.
4. A atividade acaba quando todos amarraram o
sapato.
5. Depois de um tempo  provvel que no consigam,
o professor deve intervir e mostrar que
Descrio da atividade eles deveriam se ajudar, um pedir o auxlio do
outro e assim devem proceder.
Atividade P A metamorfose
21
Te x t o
Objetivos
 Refletir sobre a comunicao dos deficientes
fsicos.
 Identificar a complexidade dos movimentos
corpreos e da comunicao dos deficientes.
 Experimentar outras linguagens.
Introduo
Por mais que se esforasse por inclinar o corpo
para a direita, tornava sempre a rebolar, ficando
de costas. Tentou, pelo menos, cem vezes(...) 
assim uma das passagens do texto em que se observa
a dificuldade da ao de simples movimentos.
O que seria corriqueiro para uns  de difcil
consecuo para outros. Quando nos deparamos
com pessoas que no tm a mo, ou que no falam,
que no ouvem, que no vem, etc. no
conseguimos entender como  a vida deles, at
porque dificilmente nos colocamos nas mesmas
situaes deles. Num mundo repleto de barreiras
arquitetnicas, todo feito para as pessoas comuns,
logo vem a pergunta: Como seria viver nas
condies dos deficientes? Quais so as suas dificuldades?
Quais adaptaes seriam necessrias
para vivermos assim? E se pensarmos no mundo
do trabalho, as dificuldades so as mesmas? Todos
so capazes de fazer o mesmo trabalho? O
saber fazer  o mesmo para todos? O aprender a
fazer tambm? E o dizer como fazer? Essas e outras
questes devem fazer parte da sociedade
para a promoo de atitudes coerentes com a
condio dessas pessoas e a conseqente melhoria
da qualidade de vida delas.
Contexto no mundo do trabalho: Reflexo sobre a vida
dos deficientes no trabalho.
Material indicado:
P barbante.
Tempo sugerido: 1 hora
Resultados esperados: Reflexo sobre a vida
dos deficientes fsicos. Resoluo de problemas,
solidariedade.
Dicas do professor: Faa a relao dessa deficincia com o
trabalho, quais profisses essa pessoa pode ou no exercer,
que adaptaes seriam necessrias para o trabalho, etc.
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rea: Portugus Nvel II
1. Atividades de pr-leitura.
a) Conversar com os alunos sobre Kafka, sua
obra, sua vida e as caractersticas da literatura
fantstica.
b) Pedir aos alunos que tragam, para a prxima
aula: cola, uma cartolina ou papel-carto,
revistas, jornais e outras publicaes
das quais se possam recortar figuras.
2. Atividades de leitura.
a) Ler, com os alunos, o texto de Kafka. Pedir
que o relacionem  seguinte frase de Todorov:
O fantstico  a hesitao experimentada
por um ser que s conhece as leis
naturais, face a um acontecimento aparentemente
sobrenatural. Elucidar o sentido
da frase e perguntar como relacionam a
frase ao contedo lido.
b) Anunciar que os alunos vivero uma experincia
de autoria. Ressaltar que  fundamental
que estejam envolvidos com a escrita,
que detenham-se no somente no textoproduto,
mas, sobretudo, no processo de
criao. Enfim,  fundamental que se sintam
autores.
3. Atividades de escrita.
a) Dividir a classe em grupos. O grupo 1 (personagens)
compor oito cartas (como as
Descrio da atividade de baralho) com recortes de pessoas. O
grupo 2 (espao) compor oito cartas com
recortes de paisagens, ambientes. O grupo
3 (tempo) criar 8 baralhos que, de algum
modo, indiquem o tempo (antigo, moderno,
chuvoso...). Escolher os representantes
de cada grupo que iro retirar dos baralhos
dos outros grupos uma carta, de modo
que, ao final, o representante tenha em
mos uma carta de personagens, uma de
tempo, uma de espao.
b) Pedir aos grupos que, com as cartas que
tm em mos, criem uma histria fantstica
para ser colocada no mural. Ressaltar a
importncia da correo.
Materiais indicados:
P cartolinas, cartes,
revistas, jornais.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Baralho criativo  A narrativa fantstica
Resultados esperados: Desenvolvimento da
competncia textual e da criatividade.
21
Te x t o
Objetivo
 Criar uma narrativa fantstica.
Introduo
O fim principal da narrativa fantstica 
mostrar a irrealidade da realidade. O fantstico
e o real devem estar de tal maneira entrelaados
no texto, que se torna praticamente impossvel
isolar um do outro.
Contexto no mundo do trabalho: A obra de Kafka (Praga,
1883-1924) constitui a materializao das tenses sociais
numa alma pequeno-burguesa. Seu estilo alegrico e
o tema incomunicabilidade entre os homens  explorado
em O processo e O castelo. Choca-se com uma organizao
social que impe como anormal toda atividade
que no vise um lucro.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  71
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72  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque no quadro alguns adjetivos em forma
de lista:
Efficient (eficiente  3 slabas)
Hard-working (trabalhador  3 slabas)
Good-looking (de boa aparncia  3 slabas)
Enthusiastic (entusiasmado  5 slabas)
Tall (alto  1 slaba)
Smart (esperto  1 slaba)
Thin (magro  1 slaba)
Fat (gordo  1 slaba)
Pretty (bonito(a)  2 slabas)
Dynamic (dinmico  3 slabas)
Punctual (pontual  3 slabas)
Modern (moderno  2 slabas)
Easy (fcil  2 slabas)
Difficult (difcil  3 slabas)
2. Explique aos alunos que a diviso em slabas 
diferente em ingls. Cada slaba equivale a um
som produzido na pronncia e no uma consoante
e uma vogal, como em portugus. Diga
tambm que para compararmos duas coisas,
duas pessoas, dois grupos etc. usamos o COMPARATIVE,
que funciona assim:
Palavras de uma slaba  ganham ER no final.
TALLER, por exemplo. He is taller than Paulo
(Ele  mais alto do que Paulo). Ateno: THIN,
BIG, FAT dobram a ltima letra e, ento, acrescenta-
se ER (BIGGER).
Descrio da atividade Palavras de 2 slabas terminadas em Y  cortase
o Y e adiciona-se IER. (PRETTIER).
Palavras de 2 slabas ou mais  MORE + ADJETIVO
+ THAN (MORE PUNCTUAL THAN).
2. Pea a eles que comparem duas pessoas que
eles conhecem (no devem ser colegas).
Exemplo:
Maria is more efficient than Pedro. Pedro is
taller than Maria. Maria is more punctual and
prettier than Pedro.
Atividade P Comparing
22
Te x t o
Objetivo
 Aprender a fazer comparativos simples em
ingls.
Introduo
A charge fala das qualidades necessrias para
se obter um emprego numa empresa. Quando
estamos disputando uma vaga no mercado de
trabalho  comum sofrermos comparaes com
outros candidatos, sobre quem tem mais experincia,
melhor aparncia e melhores qualidades.
Resultado esperado: Familiarizar os alunos
com os comparativos em ingls, apresentando
tambm alguns novos adjetivos.
Dicas do professor: Leve fotos de pessoas para a classe
para ajud-los nas comparaes.
Tempo sugerido: 1 hora
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  73
rea: Geografia Nvel II
Ler com os alunos a letra da msica. Identificar
na letra:
1. A relao entre a vida do operrio e suas vivncias
relacionadas aos lugares  o transporte
que utiliza, o local de trabalho, para
onde vai depois que trabalha, por onde passa
no trajeto.
2. A relao de semelhana e de diferena entre
a sua realidade cotidiana vivida e as notcias
que falam de sua realidade.
3. O lugar percorrido pelos operrios (na cidade
de Recife) e se h relao entre a descrio do
trajeto (morro para a ponte, do rio para o
oceano...) com a cidade.
4. Como  a vida do operrio e a sua relao com
o transporte cotidianamente?
5. Quais as diferenas e semelhanas entre a realidade
do operrio e as notcias sobre ele nos
telejornais?
6. Onde moram os operrios na cidade de Recife
e quais os trajetos que percorrem freqentemente
da casa para o trabalho?
7. Propor pesquisas, principalmente atravs de
entrevistas com operrios, para aprofundar
Descrio da atividade as especificidades dos temas presentes na
msica.
8. Debater os resultados das pesquisas e confrontar
a releitura da letra da msica.
9. Propor que, em grupo, os alunos escolham
um outro grupo ou classe social para entrevistar,
colher informaes sobre suas relaes
com os lugares e escrever uma poesia.
10. Propor a organizao de um mural contando
as diferentes etapas do trabalho desenvolvido
com a letra da msica.
Atividade P O operrio e os lugares
23
Te x t o
Objetivo
 Refletir criticamente a respeito da relao entre
os lugares e a condio social operria.
Introduo
Os caminhos percorridos cotidianamente por
diferentes pessoas estabelecem relaes com o
contexto social e econmico do qual fazem parte.
Assim, diferentes classes sociais podem ser
identificadas pelas particularidades dos espaos
e dos caminhos que freqentam, ao mesmo tempo
em que a freqncia de certas classes modela
culturalmente os lugares e os lugares constroem
as vivncias. Esse  o caso da msica do
DJ Dolores. O caminho do operrio expressa
sua condio social. Recife, assim, transformase,
os rios da cidade mudam a partir da referncia
de quem o v e a partir de onde o rio  visto.
Resultado esperado: Que os alunos reflitam
criticamente a respeito da relao entre os lugares
e a condio social operria.
Tempo sugerido: 4 horas
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74  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel I e II
1. Atividades de pr-leitura.
Qual seria o contedo de um poema chamado
De dar d?
a) Copie os 12 versos do poema em tiras de papel.
Recorte e embaralhe.
b) Diga aos alunos que recebero as tiras com
doze versos de um poema que tematiza a rotina
do trabalhador.
c) Divida a sala em grupos e, a cada um, entregue
um jogo com as doze tiras. Pea que organizem
os versos da forma que acharem melhor.
Diga-lhes que o poema original possui
trs estrofes e, se quiserem, podem tambm
ordenar os versos dessa forma. Oriente-os
para, depois de cumprirem a tarefa, colar os
versos em uma folha de papel ou cartolina.
d) Pea aos grupos para apresentarem o poema
montado para a sala. Os alunos iro perceber
que existe possibilidade de vrias combinaes
de sentido. Pergunte qual foi o caminho
de raciocnio escolhido pelas equipes para
montar o poema. Mostrar que, embora o poema
permita vrias combinaes, todas elas
mantm algum propsito, uma busca de coerncia.
Alguns alunos podem ter, por exemplo,
observado as rimas; outros, o ritmo; outros,
ainda, a repetio de palavras, o nexo
lgico etc.
2. Atividades de leitura.
Mostrar o poema original para os alunos. Pedir
que leiam expressivamente. Indagar sobre a pro-
Descrio da atividade priedade do ttulo. Comentar o contedo e estabelecer
comparaes com os poemas montados
pelos alunos. Acentue que, por terem competncia
lingstica e textual, buscaram os recursos
coesivos e a coerncia para organizar o texto.
Solicitar que verifiquem por que meios a autora
estabeleceu a coerncia no texto original.
3. Atividades de produo de textos.
Propor para a sala a criao de um poema. Escrever
no quadro as palavras: busco, busca, encontro,
crio, amo, luz, flor, cu, cor, amor.
Fornecer o seguinte esquema para que completem,
livremente:
Nem tudo o que .............  ...........
Nem tudo que ..............., .............
Nem tudo o que .............  ............
Nem tudo o que ............., .............
Mas tudo o que .............  ...........
E tudo o que ..............., .............
Pedir que mostrem o resultado. Apresentar, por
fim, o poema original, de Maria Dinorah: Nem
tudo o que busco/  flor/Nem tudo o que encontro,/
luz./ Nem tudo o que amo  cu/Nem tudo
o que crio,/cor./
Materiais indicados:
P tiras de papel, cartolina,
cola.
Tempo sugerido: 3 horas
Atividade P Quebra-cabea de poemas: desmontagem e montagem de textos
Resultado esperado: Ampliar a familiaridade
com a linguagem potica, suas especificidades e
liberdades criativas.
23
Te x t o
Objetivo
 Percepo de recursos coesivos e ampliao da
capacidade de organizao coerente de enunciados.
Introduo:
Um bom poema  aquele que nos d a impresso
de que est lendo a gente... e no a gente a ele!
(Mario Quintana)
Qual seria o contedo de um poema chamado
De dar d?
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  75
rea: Educao e Trabalho Nvel II
1. Pea aos seus alunos que leiam o poema silenciosamente
e, em seguida, coletivamente em
voz alta.
2. Pergunte-lhes se j viveram, presenciaram ou
tm conhecimento de situao semelhante 
mostrada no poema.
3. Pea-lhes que falem de algum sentimento provocado
pela situao.
4. Faa uma discusso sobre o trabalho informal
estimulando-os com perguntas:
a) J ouviram falar de trabalho informal?
b) Conhecem algum nessa situao?
c) O que caracteriza o trabalho informal?
d) O trabalhador se sente mais ou menos seguro
nessa situao? Por qu?
e) Quem ou o que  responsvel por isso?
f) Vocs tm alguma proposta para alterar
essa situao?
5. Complemente com informaes necessrias
para que os alunos compreendam o que  o
trabalho informal.
Descrio da atividade 6. Proponha a realizao de uma pesquisa com
os alunos da escola para identificar o nmero
daqueles que esto no trabalho informal e
fazendo o qu.
7. Proponha a divulgao do resultado para a comunidade
escolar.
Atividade P Trabalho informal
24
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o trabalho informal identificando
suas diversas manifestaes.
Introduo
O uso da expresso trabalho informal tem suas
origens nos estudos realizados pela Organizao
Internacional do Trabalho (OIT), no mbito do
Programa Mundial de Emprego de 1972. Eles
mostram um grande contingente de trabalhadores
vivendo de atividades econmicas consideradas
 margem da lei e desprovidas de qualquer
proteo ou regulao pblica. Para o gegrafo
Milton Santos o trabalho informal se caracteriza
pelo grau de intensividade, pela escassez de capital,
por pequenos lucros em relao ao volume
de negcios, e por relaes diretas e pessoais entre
empregados e empregadores e/ou usurios e
consumidores. Pesquisas recentes so unnimes
em demonstrar que o trabalho informal aumentou
consideravelmente nas ltimas dcadas, no
s no Brasil como tambm no mundo inteiro.
No caso do Brasil, hoje, mais de 50% dos trabalhadores
esto na informalidade e representam
um fenmeno intrnseco ao modo de organizao
capitalista atual. Voc concorda que o trabalho
informal  a negao do direito ao trabalho
regulamentado?
Resultados esperados: Pesquisa para identificar
o nmero de alunos que esto no trabalho informal
em qual trabalho. Divulgao do resultado
para a comunidade escolar.
Dicas do professor: Sites 
www.oitbrasil.org.br/prgatv/in_focus/ipec/informal.php
Portal do peridico Trabalho e Educao, NETE/FAE/UFMG
www.eci.ufmg.br/trabeduc/
Livros  Crise e trabalho no Brasil, de Dedecca e outros
(Scritta); A desordem do trabalho, de Mattoso (Scritta).
Tempo sugerido: 4 horas
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76  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Geografia Nvel I
1. Com alguns dias de antecedncia, pea aos
alunos que anotem o que vendem os trabalhadores
nas ruas da cidade, destacando os produtos
que so industrializados.
2. Se for possvel conversar com os trabalhadores,
perguntar quais as vantagens e desvantagens
de trabalhar na rua.
3. Ler o texto com eles e comparar os pontos comuns,
se houverem, com os dados obtidos.
4. A partir dessas relaes, ir traando com eles
um panorama do desemprego no Brasil e sua
relao com o trabalho informal.
5. Em seguida, pea que, em grupos, elaborem
uma listagem das estratgias de trabalho e de
outros jeitinhos brasileiros que so necessrios
para garantir a sobrevivncia. Tendo
em conta nosso prprio cotidiano, que exemplos
poderiam ser dados?
Descrio da atividade 6. Redao individual, com o tema Para sobreviver,
o que  preciso inventar?
7. Cada um dos alunos l alguns trechos do que
escreveu.
8. Debate.
Atividade P (Novas) tecnologias de sobrevivncia
24
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relaes entre crise estrutural do
emprego, pobreza e estratgias de trabalho e
de sobrevivncia.
Introduo
Basta andar pelas ruas de qualquer cidade do
planeta para perceber o quanto vem proliferando
as estratgias de trabalho e de sobrevivncia.
Nunca as pessoas trabalharam tanto, fazendo
qualquer coisa para sobreviver, inclusive fugir da
polcia. (Joo que o diga!!!) Alm de criar novas
formas de trabalho, cultivam a arte da sobrevivncia,
como por exemplo, dormir para no
sentir fome, inventar um jeitinho para no pagar
passagem de nibus, economizar feijo para
deixar para o dia seguinte, etc.
A pobreza e o desemprego aumentam devido 
crise do trabalho assalariado. Essa crise  estrutural
porque  conseqncia do esgotamento da forma
como se dava a acumulao capitalista: por
meio do trabalho assalariado, com direitos sociais
garantidos. Voc j observou que, assim como Jos,
os trabalhadores esto nas ruas do Brasil, ndia,
Nova York ou Bolvia, vendendo todo tipo de produto
industrializado? Eles no tm carteira assinada
e tampouco vnculo empregatcio. Se existem
milhares de produtos industrializados  porque algum
produz e algum vende. Afinal quem ganha
e quem perde com a chamada informalidade?
Resultados esperados: Refletir sobre a situao
do trabalhador informal e identificar as estratgias
de trabalho e outras atividades necessrias
para a sobrevivncia do trabalhador em meio ao
desemprego estrutural.
Dicas do professor:
Livro  Sobre o desemprego, leia O trabalho sob fogo
cruzado (Ed. Contexto), alm de outros livros do economista
Mrcio Pochman.
Filme  Sobre estratgias de trabalho e de sobrevivncia,
assista O caminho das nuvens, de Vicente Amorim.
Tempo sugerido: 6 horas
CP03_TX24 pg 75_78p.qxd 17.12.06 18:51 Page 76
rea: Geografia Nvel I e II
1. Realizar a leitura do texto identificando qual 
a histria contada.
2. Identificar o personagem principal, qual a sua
profisso e quantos filhos ele tem.
3. Identificar uma caracterstica da sua moradia.
4. Identificar as caractersticas do trabalho realizado
pelo personagem principal: valor dos produtos,
forma de venda, onde se d esse trabalho,
as caractersticas desse local, dentre outras
informaes.
5. Levantar em sala de aula exemplos de trabalho
informal no bairro em que moram destacando
os produtos vendidos e os servios prestados.
6. Debater em sala de aula qual o papel do policial
e os motivos da apreenso das mercadorias.
7. Registrar as concluses do debate no caderno.
8. Discutir em sala o significado da frase: O
relgio no pra, a vida no pra.
9. Registrar no caderno a sntese das concluses
extradas da frase.
10. Sugerir  classe que se estabelea uma relao
entre a frase e o trabalho informal.
Descrio da atividade 11. Pode-se ainda indicar aos alunos, como complementao
 atividade, que se faa uma
pesquisa entre amigos, parentes e vizinhos sobre
o grau de escolaridade dos trabalhadores
submetidos ao trabalho informal, concluindo
num quadro geral composto em classe.
Atividade P Trabalho informal
24
Te x t o
Objetivo
 Discutir em sala de aula o trabalho informal,
suas caractersticas e as dificuldades enfrentadas
por aqueles que se encontram nessa situao.
Introduo
O mercado de trabalho formal no Brasil e no mundo
est aos poucos sendo substitudo pela informalidade,
num processo gradual que objetiva a reduo
dos custos da mo-de-obra, e serve ainda
como alternativa ao desemprego elevado que caracteriza
a sociedade moderna. Esse fenmeno  o
resultado das transformaes que se operam no
mercado de trabalho formal (dotado de direitos
trabalhistas legalizados), como a reduo da oferta
de vagas pela introduo de novas tecnologias,
especializao intensa, exigncia crescente de
qualificao. Parcela significativa da mo-de-obra
vai se concentrando nesse segmento, ampliando
os trabalhadores vinculados ao setor tercirio da
economia (comrcio e servios), ao mesmo tempo
em que o setor secundrio vai perdendo peso.
Dicas do professor: A msica De frente pro crime, de
Joo Bosco, aborda a questo do trabalho informal e a
violncia. Serve como ilustrao aos debates em sala em
relao ao tema trabalhado.
Tempo sugerido: 3 horas
Resultados esperados:
a) Refletir sobre as caractersticas do mercado de
trabalho informal no pas.
b) Repensar essa forma de trabalho como resultado
da falta de opo aos trabalhadores no mercado
formal.
c) Compreender a fora policial como a ao em
defesa da lei, no necessariamente em defesa da
vida e do trabalho.
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  77
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78  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Portugus Nvel I
1. Antes que os alunos abram o caderno de leitura,
ler o texto sem citar o ttulo. Pedir que sugiram
um ttulo possvel para o que foi lido.
2. Solicitar que abram o caderno de leitura.
Pedir que um aluno releia o texto. Dirigir a
discusso sobre o contedo e estimular a classe
a responder:
a) Que tipo de redao  essa?
b) Quem criou esse poema?
c) Qual  o assunto do poema?
d) Qual  o tema?
e) Tem um cunho de protesto?
f)  possvel escrever protestos em versos?
g) Vocs conhecem outros poemas assim?
3. Reiterar o significado de rima e seu uso no
obrigatrio nos poemas modernos. Perguntar
se o poema em questo possui rimas. Ressaltar
o ritmo e a melodia dos versos.
4. Ler outros poemas constantes deste caderno.
a) Coment-los quanto rima, ritmo, escolha
das palavras, metrificao.
5. Sugerir algumas profisses e pedir aos alunos
que, livremente, criem poemas sobre elas (sugestes:
o policial, a enfermeira, o afinador de
piano, o dentista, a costureira). Sugerimos no
estipular tempo e deixar que os alunos trabalhem
livremente. Ao final, pedir que leiam seus
poemas para a sala e, se quiserem, exponham
seus trabalhos em um mural.
Descrio da atividade
6. Sugerir que, depois da leitura do texto em
prosa O fazendeiro e os filhos (ver neste caderno),
os alunos o transformem em versos,
num exerccio de parfrase.
Atividade P Atividades de leitura e produo de poemas
Resultados esperados: Ampliao da sensibilidade
e conhecimento das especificidades do
poema.
24
Te x t o
Objetivo
 Aproximar o educando da singularidade do
fazer potico.
Introduo
Bons poemas incentivam a produo de leitura,
exercitam a sensibilidade do leitor e, em muitos
casos, incitam  criao de textos dessa natureza.
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  79
rea: Matemtica Nvel I
1. Coloque no quadro a seguinte informao: No
Brasil temos cerca de 2,4 milhes de desempregados
o que corresponde a 10,7% da PEA
(Populao Economicamente Ativa).
2. Pea aos alunos que, com esses dados, calculem
o nmero correspondente aos 3% de
desempregados no Brasil.
3. Depois de conferir os resultados pea aos
alunos que, em grupos, leiam o texto e discutam
as seguintes questes:
a) a desocupao de 3% da fora de trabalho 
considerada normal e salutar para a economia.
Salutar para quem e por qu?
b) Os 673 mil desempregados do Brasil, que corresponderiam
aos trs por cento, acharo normal
e salutar? Por qu?
c) Qual a opinio dos alunos e alunas de EJA sobre
o desemprego e sobre a reserva de mode-
obra?
Descrio da atividade
Atividade P Salutar para quem?
25
Te x t o
Objetivo
 Usar a regra de trs para encontrar o nmero
correspondente a 3% de desempregados no
Brasil.
Introduo
O desemprego  indesejado pelos trabalhadores,
mas para o capital ele tem uma funo. Diz
o texto que, nos pases capitalistas, a desocupao
de trs por cento da fora de trabalho 
considerada normal e h quem acredite que essa
cota  salutar  economia, por constituir
reserva de mo-de-obra para a expanso industrial.
O que acham disso os alunos de EJA que
constituem os trs por cento de reserva de mode-
obra?
Resultado esperado: Uso da regra de trs para
clculo do nmero de desempregados correspondente
a 3% de desemprego.
Tempo sugerido: 1 hora
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80  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I e II
1. Inicie escrevendo na lousa as questes a seguir
e pedindo aos estudantes que respondam
em seus cadernos:
a) Voc est empregado? Sim ( ) No ( )
b) Se no, voc est procurando emprego?
Sim ( ) No ( )
c) Voc realizou algum tipo de trabalho nesta
semana? Sim ( ) No ( )
2. A seguir pea que calculem a taxa de desempregados
na turma (TDT) usando a seguintes
frmulas:
TDT (Dieese)= Nmero de desempregados na
turma x 100 / Total de alunos da turma
TDT(IBGE) = nmero de desempregados da
turma procurando emprego x 100 / Total de
alunos da turma.
3. Compare os dois resultados e leia com os alunos
o texto destacando o trecho sobre taxa de
desemprego
Descrio da atividade
Atividade P Taxa de desemprego
25
Te x t o
Objetivos
 Usar uma frmula para calcular taxa de desemprego
da turma.
 Conhecer diferenas na metodologia de pesquisa
de emprego no Brasil
Introduo
Segundo o texto, existem duas maneiras pelas
quais se calcula a taxa de desemprego no Brasil:
uma usada pelo IBGE e outra pelo Dieese e Seade.
Por uma ou por outra o desemprego  sempre
uma experincia dolorosa. A atividade a seguir objetiva
conhecer uma forma de clculo empregada
por pesquisas sobre o desemprego, mas acima de
tudo ajudar as alunas e alunos de EJA a se posicionarem
sobre o desemprego no Brasil. Quantos
de seus alunos se encontram na situao de desempregados?
Em qual estatstica eles esto?
Resultados esperados: Clculo da taxa de desemprego
na turma e reconhecimento da diferena
entre duas metodologias de pesquisa.
Dicas do professor: Se por acaso, na sua turma no houver
nenhum aluno desempregado, faa uma simulao.
Taxa de Desemprego: indica a proporo da PEA (Populao
Economicamente Ativa) que se encontra na situao
de desemprego total (aberto mais oculto).
Desemprego aberto: pessoas que procuraram trabalho de
maneira efetiva nos 30 dias anteriores ao da entrevista e
no exerceram nenhum trabalho nos sete ltimos dias.
Desemprego oculto pelo trabalho precrio: pessoas que
realizam trabalhos precrios  algum trabalho remunerado
ocasional de auto-ocupao  ou pessoas que realizam
trabalho no-remunerado em ajuda a negcios de
parentes e que procuraram mudar de trabalho nos 30 dias
anteriores ao da entrevista ou que, no tendo procurado
neste perodo, o fizeram sem xito at 12 meses atrs.
Desemprego oculto pelo desalento: pessoas que no possuem
trabalho e nem procuraram nos ltimos 30 dias anteriores
ao da entrevista, por desestmulos do mercado de
trabalho ou por circunstncias fortuitas, mas apresentaram
procura efetiva de trabalho nos ltimos 12 meses.
Acesse o site http://www.dieese.org.br e encontrar estes
e outros conceitos usados nas pesquisas pelo Dieese.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea: Portugus Nvel I
1. Atividades de pr-leitura.
a) Colocar no quadro as frases a seguir e pedir
aos alunos que as completem com palavras
que indiquem sentido contrrio:
Voc abriu,________. (feche)
Acendeu, ___________. (apague)
Ligou, _____________. (desligue)
Desarrumou, ________ .(arrume)
Sujou, _____________. (limpe)
Est usando algo, trate-o com carinho.
Quebrou, ___________. (conserte)
No sabe consertar, chame quem o faa.
Para usar o que no lhe pertence, pea licena.
Pediu emprestado, __________. (devolva)
No sabe como funciona, no mexa.
 de graa, no desperdice.
No sabe fazer melhor, no critique.
No veio ajudar, no _________ . (atrapalhe)
Prometeu, cumpra.
Ofendeu, ___________(desculpe-se).
Falou, assuma.
Seguindo esses preceitos, viver melhor.
(V. 12, Enciclopdia Popular de Pdua  folheto
distribudo em Campinas, SP.
b) Mostrar que os antnimos formam pares
que se referem a realidades opostas. Quando
algum pergunta se o poo  raso ou
fundo, pretende saber a profundidade. O
que quer saber quando se pergunta: A porta
Descrio da atividade  alta ou baixa? (altura); A parede  branca
ou colorida? (tonalidade); O canguru  leve
ou pesado? (peso); O avio  veloz ou
lento? (velocidade).
2. Atividades de leitura.
a) Ler o texto com os alunos e comentar sobre
as diversas formas de desemprego. Ler, tambm,
o texto Brasil dividido, neste caderno e
estabelecer comparaes para ampliar o
sentido semntico do termo emprego.
b) Solicitar aos alunos que retirem, do texto,
alguns antnimos: emprego/desemprego,
temporrio/permanente, excesso/insuficincia.
c) Pedir que escolham um dos provrbios a
seguir e inventem uma histria engraada:
 O barato sai caro.
 H males que vm para bem.
Atividade P Antonmia
Resultado esperado: Enriquecimento da reflexo
e da expresso.
25
Te x t o
Objetivo
 Explorar palavras e frases que podem ser colocadas
em oposio, como um recurso para o
enriquecimento da reflexo e da expresso.
Introduo
Num plano bsico, antnimos so palavras ou
expresses que podem ser colocadas em oposio.
Entre dois antnimos h sempre uma propriedade
comum: grande e pequeno (tamanho);
ir e vir (deslocamento); nascer e morrer (extremos
de um processo) etc.
Tempo sugerido: 3 horas
Dicas do professor: Livro  Introduo ao estudo do lxico.
Brincando com as palavras, de Rodolfo Ilari (Contexto).
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  81
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82  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Artes Nvel I e II
1. Dividir a classe em 4 grupos.
2. Cada grupo dever criar 3 frases de caminho
sobre o tema do caderno.
3. Os grupos recortaro em papel carto ou papelo
o formato de pra-choque de caminho
e nele escrevero suas frases. Os grupos podero
decorar os moldes  semelhana dos
pra-choques reais. Para que fiquem em p,
dois pequenos retngulos de papelo com um
corte no meio serviro de base para o encaixe
do pra-choque de papelo.
4. No ptio da escola, uma estrada ser demarcada
com giz, folhagem ou qualquer
outro material disponvel ou escolhido pela
classe. Os 12 pra-choques sero dispostos na
estrada.
5. Os alunos da escola sero convidados a ver a
exposio. A classe dever observar as reaes
e anotar os comentrios.
6. Apresentao das anotaes e discusso do
exerccio levando em considerao a criao
das frases e da exposio e a experincia de
mostrar uma obra para o pblico.
Descrio da atividade
Atividade P Estradas
26
Te x t o
Objetivo
 Criar uma exposio de frases de caminho sobre
trabalho e emprego.
Introduo
Em vez de uma charge, ou tira de histria em
quadrinho, o pra-choque do caminho. Este 
o suporte de uma forma de expresso da arte e
cultura popular: as frases de caminho. Crticas
e bem-humoradas despertam riso de quem as
l. O humor e a comicidade, a exemplo de outros
gneros, tambm possuem suas regras, uma delas
 a capacidade de explorar e rir dos prprios
problemas.
Resultados esperados:
a) Que o aluno perceba que a abordagem e discusso
de um tema podem ser feitas por caminhos
diversos.
b) Que o aluno passe pela experincia de ter uma
obra sua submetida ao olhar do outro.
Dicas do professor: Sites  quatrorodas.abril.ig.com.br/
diversao/parachoque/outros.shtml
www.ocarreteiro.com.br/modules/frases.php
www.itudomais.com.br/choque/
www.marlimcar.com.br/frases.html
Materiais indicados:
P papel-carto ou papelo,
tinta guache, pincel,
canetas hidrogrficas,
tesoura.
Tempo sugerido: 3 horas
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rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Solicitar aos alunos que leiam a charge.
2. Colocar no quadro as palavras: patro  empregado
 desemprego  indicadores.
3. Perguntar se sabem e construir com eles, de
forma simples e resumida, o significado e a
definio de cada palavra.
4. Feito isso, perguntar que estratgia os trabalhadores
poderiam adotar para ficarem menos
vulnerveis ao desemprego? (indicar, caso
eles no indiquem  as cooperativas).
5. Programar uma atividade de pesquisa bibliogrfica,
onde todos eles devem trazer para a
aula do dia seguinte:
a) definio de cooperativa;
b) seus 7 (sete) princpios.
6. Na aula seguinte, com base no resultado da
pesquisa dos alunos, explicar que:
a) As cooperativas so uma alternativa para os
desempregados, pois podem gerar trabalho e
renda.
b) Nas cooperativas no h patro que os demita,
pois so todos associados e as decises so
tomadas por eles coletivamente, eles so os
responsveis pelo negcio e gesto do seu
empreendimento. Portanto, no sero mandados
embora e no vo aumentar os indicadores
de desemprego.
Descrio da atividade c)  um sistema mais justo de organizar a produo
e gerar renda, pois o dinheiro que ganham,
ou excedente, depois de descontados os
gastos do empreendimento,  dividido entre
os associados de forma mais igualitria.
Materiais indicados:
P livros, consulta em sites,
cartilhas.
Tempo sugerido: 8 horas
Atividade P Desemprego e cooperativismo
Resultados esperados: A possibilidade de
reflexo sobre uma alternativa concreta de gerao
de trabalho e renda que se apresenta com
as cooperativas de trabalhadores ou outro empreendimento
autogestionrio, ficando menos
dependentes do emprego formal ou da relao
patro-empregado.
26
Te x t o
Objetivo
 Estabelecer relao entre os ndices de desemprego
e a formao de cooperativas de trabalhadores.
Introduo
A atividade se insere no contexto da discusso do
desemprego e sua ligao com a constituio de
cooperativas, como uma alternativa possvel
para gerar trabalho e renda.
Contexto no mundo do trabalho: Entender sobre a formao
de cooperativas como forma de gerar trabalho e
renda aos desempregados.
Dicas do professor: Livros  Cooperativas: uma alternativa
de organizao popular, de Daniel Rech (DP&A).
Cooperativismo: Uma revoluo pacfica em ao, de Sandra
M. Veiga e Isaque Fonseca (DP&A).
Scios do Suor : Cooperativas de Trabalho, de M. Nezilda
Culti. In: O Mundo do Trabalho e a Poltica-Ensaios interdisciplinares,
de organizado por Angelo Priori (EDUEM).
Sites - www.fundacaobancodobrasil.org.br
www.unitrabalho.org.br
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  83
CP03_TX26 pg 82_84.qxd 16.12.06 12:49 Page 83
84  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Economia Solidria Nvel I e II
1. Faa uma dinmica com os alunos. Todos ficaro
sentados em crculo. A tarefa  desenhar
uma pessoa.
2. Inicie a atividade solicitando que o primeiro
aluno do crculo comece o desenho, faa uma
parte e, em seguida, passe para o seu colega do
lado, e assim, sucessivamente, at finalizar o
crculo. Todos devero participar da atividade.
3. No final, informe que, como foi um trabalho
construdo com a participao e empenho de
todos,  justo que recebam uma pontuao
para a avaliao do ms.
4. A partir da avaliao da dinmica, o professor
poder fazer uma comparao mostrando o
seguinte:
a) Os alunos fizeram um trabalho que envolveu
a participao efetiva de todos: empenho,
dedicao e vontade coletiva. Por isso, ao final
da atividade, todos foram contemplados
com uma premiao. Da mesma forma isso
acontece em um empreendimento econmico
solidrio.
b) Em um empreendimento econmico solidrio
(cooperativas, associaes de produtores,
grupos de produo), os resultados
so divididos por todos aqueles que
contriburam com a execuo do trabalho.
Descrio da atividade Todos so responsveis pelas perdas e tambm
pelos ganhos.
c) Em uma empresa capitalista isso acontece
de forma diferente. Todos trabalham de forma
coletiva porque um depende do trabalho
do outro, mas os resultados, os lucros,
ficam apenas na mo de uma ou poucas pessoas,
os seus donos.
d) Nos empreendimentos econmicos solidrios
os trabalhadores detm a posse dos
meios de produo, o controle e o poder de
deciso.
e) Na empresa capitalista, todo esse poder 
exercido por apenas uma ou poucas pessoas.
Materiais indicados:
P papel madeira, lpis de
cor, canetas.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P Trabalhando de forma coletiva e solidria
Resultado esperado: Que ao final da atividade
os alunos possam ter compreendido as principais
diferenas entre um trabalho que se realiza
em uma empresa capitalista e aquele que acontece
em um empreendimento econmico solidrio.
26
Te x t o
Objetivo
 Mostrar aos alunos as principais diferenas entre
trabalhar em um empreendimento econmico
solidrio e em uma empresa capitalista.
Introduo
Mafalda tem razo. Em uma empresa privada 
o patro quem manda. Contrata e demite na hora
que quer. Hoje o desemprego  cada vez mais
assustador. As pessoas esto buscando outras alternativas
de sobrevivncia, que no apenas o
trabalho assalariado. Quais so essas outras formas
de trabalho?
Dicas do professor:
Sites  www.ecosol.org.br
www.unitrabalho.org.br
www.fbes.org.br
www.anteag.org.br
www.unisolbrasil.org.br
www.forumsocialmundial.org.br
CP03_TX26 pg 82_84.qxd 16.12.06 12:49 Page 84
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  85
rea: Geografia Nvel II
1. Em grupos, os estudantes discutem o texto e
anotam as concluses:
a) Por que a economia mundial cresce e o
nmero de desempregados aumenta?
b) Por que a renda per capita caiu?
c) Que necessidades podemos satisfazer, ganhando
1 dlar por dia?.
d) Pode a economia estar bem e o trabalho estar
mal ?
2. Apresentao dos grupos/debate.
3. O professor sistematiza as principais idias
dos alunos e, em seguida, explica alguns conceitos
que aparecem no texto: economia, PIB,
trabalho e taxa de desemprego (para isso, ver
Dicas do professor).
4. Proponha uma pesquisa nas bibliotecas da escola
e/ou da cidade sobre as formas pelas
quais, historicamente, os seres humanos tm
buscado satisfazer suas necessidades: Como
vivem? Como trabalham? Como repartem os
frutos do trabalho?
Descrio da atividade 5. Que tal convidar um professor de Histria
para assistir  apresentao dos grupos e ajudar
na sistematizao dos conhecimentos sobre
as relaes entre trabalho e economia na
sociedade atual?
Atividade P O trabalho vai mal?... Qual trabalho?
27
Te x t o
Objetivo
 Perceber as relaes entre trabalho e economia,
considerando os diferentes interesses dos
grupos e classes sociais.
Introduo
Como explicar que a economia vai bem e o trabalho
mal? Por que  to difcil entender economia?
Pensando bem, no existe uma nica maneira
de trabalhar. No existe uma nica maneira
dos povos garantirem sua sobrevivncia e felicidade
na face da Terra. Ao trabalhar, os seres humanos
transformam a natureza  sua volta e a si
prprios; ao trabalhar estabelecem relaes com
outros seres humanos. Essas relaes podem ser
de dominao, explorao ou de parceria, solidariedade
e encontro dos seres humanos consigo
mesmos e com a natureza. Quanto  palavra
economia, ela vem do grego oikos (casa) +
nomia (cuidar, administrar). Se a economia representa
o cuidado e/ou a gerncia da casa (da
cidade, do pas e do planeta!!!), temos que perguntar
quem manda nesta casa?... Quem diz
como devemos trabalhar? Como pode a economia
estar bem se o trabalho vai mal?
Resultados esperados: Perceber que nas sociedades
atuais, os sistemas econmicos so organizados
de maneira a beneficiar alguns grupos e
classes sociais em detrimento de outras.
Dicas do professor:
Livro  Sobre alguns conceitos econmicos, veja o Dicionrio
de economia do sculo XXI, de Paulo Sandroni (Ed.
Record).
Para ver outras maneiras de trabalhar e de fazer a economia,
seria interessante conhecer como  organizada a produo
de uma comunidade Quilombola ou uma aldeia indgena.
Filme  Sobre a vida dos operrios franceses em uma mina
de carvo, no final do sculo IX, assista Germinal, dirigido
por Claude Berri, baseado na obra de mile Zola.
Tempo sugerido: 8 horas
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86  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Histria Nvel I e II
1. Levar para a sala de aula a imagem de uma
balana com dois pratos, um deles deve estar
cheio, volumoso, pesado, representando o
capital, as riquezas; o outro, leve, com pouco
volume representando o trabalho, o emprego.
2. Discutir com os alunos o desequilbrio, as
causas e as implicaes.
3. A partir da leitura e interpretao da imagem da
balana, ler e interpretar o texto com a turma.
4. Retirar todos os nmeros e apresentar os dados
de forma integrada  Matemtica, trabalhando
proporo, porcentagem e sistema
monetrio, converso de dlar/real.
5. Discutir coletivamente estratgias, formas de
lutas por uma sobrevivncia digna, considerando
o desequilbrio existente.
Descrio da atividade 6. Refletir sobre o papel da educao de jovens e
adultos no processo de lutas pelo direito ao
trabalho.
7. Produo de um texto coletivo sobre o direito
ao trabalho na sociedade atual.
Material indicado:
P imagem de uma balana
com dois pratos.
Tempo sugerido: 2 horas
Atividade P A economia do mundo cresce, mas o emprego no!
Resultados esperados:
a) Reflexo sobre a relao entre o crescimento da
economia e a diminuio do emprego na sociedade
capitalista atual.
b) Pensar formas de luta pelo direito ao trabalho.
Produo de um texto coletivo.
27
Te x t o
Objetivo
 Refletir sobre o desequilbrio entre o crescimento
da economia, a diminuio do emprego
na sociedade atual e formas de luta pelo direito
ao trabalho.
Introduo
Os dados apresentados no texto mostram que em
2005, houve um crescimento do PIB  Produto Interno
Bruto  mundial (soma de riquezas produzidas
no mundo) de 4,5%. Em contrapartida, o
nmero de desempregados no mundo todo aumentou
em 2,2 milhes. Segundo estudiosos, em
quase todos os lugares do mundo o acesso a
trabalho digno e produtivo simplesmente no reflete
a melhoria das estatsticas macroeconmicas.
Nos ltimos 10 anos, os ndices oficiais
de desemprego aumentaram mais de 20%.
(www.oitbrasil.org.br  acesso em 27/9/06). Isso
nos leva a refletir sobre as causas e as implicaes
para a nossa vida e, mais do que isso, nas alternativas
de sobrevivncia digna no atual contexto da
nossa sociedade. Segundo o estudo citado, na base
de polticas macroeconmicas sadias tambm
devemos promover investimento, educao, sade,
mercado de trabalho, desenvolvimento local e
outras polticas para lidar com o desafio de reduzir
o desequilbrio do trabalho decente. Nesse sentido,
a educao ocupa papel importante na luta pelos
direitos bsicos de cidadania  o trabalho. Logo,
ns professores temos uma tarefa fundamental que
 a de promover cotidianamente a formao de indivduos
conscientes para a luta por uma vida
digna no mundo em que vivemos! Vamos l?
Dicas do professor: Sites  www.oitbrasil.org.br  da Organizao
Internacional do Trabalho.
www.mte.gov.br  do Ministrio do Trabalho e do Emprego.
CP03_TX27 pg 85_90.qxd 16.12.06 12:51 Page 86
rea: Lngua Estrangeira  Ingls Nvel II
1. Coloque no quadro estes smbolos, seguidos
de seus nomes em ingls:
x times
: divided by
+ plus
 minus
% per cent
( ) parenthesis
[ ] brackets
= equals
1/2 half
2x double
3x triple
2. Em seguida pea a eles que escrevam por extenso
as seguintes operaes, resolvendo-as:
a) 7 x 6  2 =
b) 20% 300 =
c) 9  (4 x 2) =
d) 490 : 7 =
3. Depois que eles tiverem feito esse exerccio,
verifique se as respostas esto corretas:
a) seven times six minus two equals forty;
b) twenty per cent of three hundred equals
sixty; c) nine minus parenthesis four times
two parenthesis equals one; d) four hundred
ninety divided by seven equals seventy.
4. Depois de corrigi-los apresente a seguinte
competio: Voc dir a letra do exerccio e
Descrio da atividade dir DOUBLE ou TRIPLE ou HALF. Os alunos
devem calcular e dar o resultado em ingls
imediatamente. Quem for mais rpido marca
ponto. Ento, por exemplo, voc dir b HALF e
os alunos devero responder rapidamente: 30
(que  a metade da resposta do exerccio b).
Atividade P Half/ Double/Triple
Resultados esperados: Conseguir dizer nmeros
com maior rapidez e compreender as principais
operaes matemticas em ingls.
27
Te x t o
Objetivo
 Aprender o significado das palavras HALF,
DOUBLE e TRIPLE, bem como a dizer certas
operaes matemticas em ingls.
Introduo
O texto fala do aumento do nmero de desempregados
no Brasil. Como se trata de um texto
com dados estatsticos, mostra-se uma boa
oportunidade para que os alunos aprendam algumas
expresses usadas para nmeros e clculos
em ingls.
Dicas do professor: Se quiser, oferea mais contas de
modo a ter mais opes para o jogo.
Tempo sugerido: 1 hora
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  87
CP03_TX27 pg 85_90p.qxd 17.12.06 19:02 Page 87
88  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel I
Solicite aos alunos que:
1. Escrevam a razo irredutvel do nmero de desempregados
para o nmero de trabalhadores no
mundo citados no segundo pargrafo do texto.
2. Encontrem a razo irredutvel entre o nmero
de trabalhadores que ganham menos de 2 salrios
mnimos por dia para o nmero de trabalhadores
no mundo.
3. Calculem em reais o salrio de um trabalhador
que ganha dois dlares por dia (1 dlar
= R$ 2,34).
4. Mostrem a razo dessa renda em relao ao
salrio mnimo (R$ 350,00).
Obs. Para a simplificao da razo obtida, desconsidere
os centavos.
Descrio da atividade
Atividade P A economia vai bem?
27
Te x t o
Objetivo
 Comparar os termos das razes obtidas com os
dados do texto, dando-lhes significado e refletindo
sobre causas e conseqncias dos fatos
que geram essas razes.
Introduo
O relatrio da Organizao Mundial do Trabalho
(OMT) afirma que do total de 2,8 milhes de trabalhadores
no mundo, metade ganha menos de
dois dlares. Outra informao  a de que no
mundo todo aumentou o nmero de pessoas desempregadas.
O texto lido insinua que a economia
vai bem, mas que o desemprego se perpetua
e aumenta. Diante de tantas dificuldades, o desemprego
 um dos fatores de marginalizao e
excluso humana. A economia est bem para todos
ou para alguns poucos? Os dados do texto
revelam isso? Converse com seus alunos sobre o
que poderia ser feito para garantir aes sociais
que minimizassem a misria, a m distribuio
de renda, e que aumentassem as oportunidades
de trabalho, bem como a igualdade de condies
na competio por emprego.
Material indicado:
P calculadora.
Tempo sugerido: 2 horas
Resultados esperados:
a) Que os alunos apliquem conhecimentos matemticos
sobre razes.
b) Que os alunos compreendam qual  o significado
dessas razes no mundo do trabalho.
Dicas do professor: Filme  O caminho das nuvens, de Vicente
Amorim.
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rea: Matemtica Nvel I
1. Pea aos alunos que listem todos os itens de
gastos de uma famlia de 4 pessoas durante
um ms e faam uma estimativa real do custo
de cada item e do total dos itens. Oriente que
detalhem o mais que puderem os itens e o
custo de cada um.
2. A seguir, organize a turma em duplas e proponha
as seguintes questes:
a) Quanto ganha em um ms, em reais, uma
pessoa que recebe dois dlares por dia?
b) Como essa pessoa vai fazer para cobrir os
custos do item a?
3. Aps as apresentaes dos trabalhos, faa
uma leitura do texto mediando uma reflexo
sobre as desigualdades sociais, quais
seriam suas causas e o que deveria ser feito
para erradic-las.
Descrio da atividade
Atividade P Como viver com dois dlares/dia?
27
Te x t o
Objetivo
 Converter dlar para real.
 Estimar custo mensal bsico de uma famlia de
4 pessoas.
Introduo
O texto diz que o PIB  Produto Interno Bruto 
mundial cresceu 4,5% em 2005 e que, apesar
disso, o nmero de desempregados no mundo todo
aumentou em 2,2 milhes. Nenhum valor
numrico vai mostrar o tamanho do sofrimento,
da dor, da impotncia e da segregao que sente
uma pessoa colocada em situao de pobreza. Os
nmeros podem servir como referncia para o
tamanho do esforo que  necessrio fazer para
mudar essa situao. A atividade a seguir prope
refletir sobre a contradio representada pelos
nmeros do texto. O que explica tamanha desigualdade?
Como vive uma pessoa com 2 dlares
por dia?
Resultados esperados: Que os alunos estimem
custos de uma famlia em um ms, e percebam
a contradio entre o crescimento da riqueza
e o aumento do nmero de pobres ocasionado
pela concentrao de renda.
Dicas do professor: Pesquisar o valor do cmbio do dia
num jornal, ou internet.
Tempo sugerido: 2 horas
Caderno do professor / Trabalho e Emprego  89
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90  Caderno do professor / Trabalho e Emprego
rea: Matemtica Nvel II
1. Apresente aos alunos a seguinte informao
no quadro:
O Brasil tem 186 milhes de habitantes e o
PIB em 2006 previsto para 2 trilhes.
2. Organize-os em grupos e pea que respondam
aos seguintes desafios:
a) Qual  a renda per capita do brasileiro?
b) Qual a diferena entre a renda per capita e
a renda mdia anual per capita dos cerca de
54 milhes de pessoas que vivem abaixo da
linha de pobreza [que vivem com renda familiar
per capita de at meio salrio mnimo
(R$ 175/ms)?
c) Estimem a renda familiar per capita dessas
pessoas se apenas 2% da riqueza nacional
lhes fossem destinadas.
3. Respondido o desafio pea aos alunos que
leiam o texto e discutam o que poderia ser
feito para erradicar a pobreza absoluta no
Brasil.
Com o resultado da discusso, oriente a redao
de uma carta dirigida ao presidente da
Repblica com as sugestes levantadas no
debate.
Descrio da atividade
Atividade P Distribuir para ganhar
Resultados esperados: Carta escrita com sugestes
que apontem a redistribuio de renda como
uma soluo possvel para erradicar a pobreza
no Brasil. Resoluo dos clculos.
27
Te x t o
Objetivo
 Calcular uma hipottica redistribuio de renda
usando regra de trs.
 Compreender a pobreza como determinao da
concentrao de renda no Brasil e no mundo.
Introduo
O texto coloca em nmeros uma dura realidade:
a pobreza cresce ao mesmo tempo em que cresce
a riqueza no mundo. A desigualdade na distribuio
dessa riqueza  assim a principal causa da
pobreza. O Brasil, com um PIB previsto para 2006,
superior a R$ 2 trilhes e uma renda per capita na
ordem dos R$ 12.000/ano, participa dessa contradio
de forma cruel. A sociedade brasileira,
com esses recursos, poderia erradicar a pobreza?
De que modo?
Tempo sugerido: 3 horas
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Caderno do professor / Trabalho e Emprego  91
rea: Artes Nvel I e II
1. Os alunos devero criar listas individuais de
qualidades e atributos que considerem fundamentais
para o cargo de patro ou chefe.
2. Cada aluno dever compartilhar sua lista com
o restante da classe.
3. A classe debater as idias propostas e escolher
5.
4. A classe ser dividida em 5 grupos. Cada um
ficar responsvel por uma proposta.
5. Cada grupo receber duas folhas de cartolina,
material para escrever ou desenhar e dois
pedaos de barbante com 80 cm cada.
6. A tarefa  criar um anncio de emprego para
patro, a ser veiculado por um homem-sanduche.
7. Cada grupo escolher um membro para ser o
sanduche. Os alunos escolhidos devero
colocar-se em pontos estratgicos da escola.
Descrio da atividade 8. A classe dever acompanhar e registrar a
reao da escola aos cartazes/anncios criados.
9. Discusso final do exerccio.
Atividade P Procura-se patro
27
Te x t o
Objetivo
 Criar anncios de vagas para patres.
Introduo
Numa economia globalizada como a nossa, a relao
do trabalhador com seus superiores  sempre
com o chefe imediato que, por sua vez, responde
ao supervisor que responde ao diretor que
responde ao conselho diretor que responde a
outros conselhos superiores e assim por diante.
Em muitos casos, o verdadeiro patro na sociedade
contempornea  um grupo de acionistas ou
um conjunto de corporaes representadas apenas
por um smbolo. No possui um rosto. Cada
vez mais os trabalhadores se relacionam com o
patro-imediato, aquele que no toma grandes
decises, mas que conhece a poltica interna
de cada companhia e cujo trabalho  reportado
a outros patres-imediatos.
Ento, qual seria a face de um patro, quais suas
caractersticas, o que esperamos dele?
Ao passarmos pelos centros comerciais das
cidades,  muito comum nos depararmos com
homens e mulheres que fazem de seu corpo o suporte
para anncios de emprego: os homenssanduche.
Estas placas mostram quais os requisitos
e caractersticas devem ter o candidato
para preenchimento da vaga.
Como seria a placa de anncio para patres?
Resultados esperados:
a) Que o aluno possa discutir as relaes patro
 empregado.
b) Que o aluno possa repensar e discutir conceitos
e preconceitos nas relaes trabalhistas.
c) Que o aluno possa, criativamente, organizar
os conceitos e necessidades nas relaes do
trabalho.
Materiais indicados:
P cartolina, pincel atmico
ou canetas esferogrficas
ou hidrogrficas ou lpis
de cor, barbante (para a
montagem do sanduche)
e tesoura.
Tempo sugerido: 2 horas
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rea:
Proposta de atividade
Srie:
Nome da atividade P
21
T e x t o
Objetivos:
Descrio:
Lista de materiais:





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Anotaes:
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Anotaes:
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Expediente
Comit Gestor do Projeto
Timothy Denis Ireland (Secad  Diretor do Departamento da EJA)
Cludia Veloso Torres Guimares (Secad  Coordenadora Geral da EJA)
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Unitrabalho)  UNESP/Unitrabalho
Diogo Joel Demarco (Unitrabalho)
Coordenao do Projeto
Francisco Jos Carvalho Mazzeu (Coordenador Geral)
Diogo Joel Demarco (Coordenador Executivo)
Luna Kalil (Coordenadora de Produo)
Equipe de Apoio Tcnico
Adan Luca Parisi
Adriana Cristina Schwengber
Andreas Santos de Almeida
Jacqueline Brizida
Kelly Markovic
Solange de Oliveira
Equipe Pedaggica
Cleide Lourdes da Silva Arajo
Douglas Aparecido de Campos
Eunice Rittmeister
Francisco Jos Carvalho Mazzeu
Maria Aparecida Mello
Equipe de Consultores
Ana Maria Roman  SP
Antonia Terra de Calazans Fernandes  PUC-SP
Armando Lrio de Souza  UFPA  PA
Clia Regina Pereira do Nascimento  Unicamp  SP
Eloisa Helena Santos  UFMG  MG
Eugenio Maria de Frana Ramos  UNESP Rio Claro  SP
Giuliete Aymard Ramos Siqueira  SP
Lia Vargas Tiriba  UFF  RJ
Lucillo de Souza Junior  UFES  ES
Luiz Antnio Ferreira  PUC-SP
Maria Aparecida de Mello  UFSCar  SP
Maria Conceio Almeida Vasconcelos  UFS  SP
Maria Mrcia Murta  UNB  DF
Maria Nezilda Culti  UEM  PR
Ocsana Sonia Danylyk  UPF  RS
Osmar S Pontes Jnior  UFC  CE
Ricardo Alvarez  Fundao Santo Andr  SP
Rita de Cssia Pacheco Gonalves  UDESC  SC
Selva Guimares Fonseca  UFU  MG
Vera Cecilia Achatkin  PUC-SP
Equipe editorial
Preparao, edio e adaptao de texto:
Editora Pgina Viva
Reviso:
Ivana Alves Costa, Marilu Tassetto,
Mnica Rodrigues de Lima,
Sandra Regina de Souza e Solange Scattolini
Edio de arte, diagramao e projeto grfico:
A+ Desenho Grfico e Comunicao
Pesquisa iconogrfica e direitos autorais:
Companhia da Memria
Fotografias no creditadas:
iStockphoto.com
Apoio
Editora Casa Amarela
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
(Cmara Brasileira do Livro. SP, Brasil)
Emprego e trabalho : caderno do professor /
[coordenao do projeto Francisco Jos Carvalho Mazzeu,
Diogo Joel Demarco, Luna Kalil]. -- So Paulo :
Unitrabalho-Fundao Interuniversitria de Estudos
e Pesquisas sobre o Trabalho ; Braslia, DF : Ministrio
da Educao. SECAD-Secretraria de Educao Continuada,
Alfabetizao e Diversidade,2007, -- (Coleo Cadernos de EJA)
Vrios colaboradores.
Bibliografia.
ISBN 85-296-0070-3 (Unitrabalho)
ISBN 978-85-296-0070- (Unitrabalho)
1. Atividades e exerccios (Ensino Fundamental)
2. Emprego 3. Livros-texto (Ensino Fundamental) 4. Trabalho
I. Mazzeu, Francisco Jos Carvalho. II. Demarco, Diogo Joel.
III. Kalil, Luna. IV. Srie.
07-0389 CDD-372.19
ndices para catlogo sistemtico:
1. Ensino integrado : Livros-texto :
Ensino fundamental 372.19
eja_expediente_Emprego_2364.qxd 1/26/07 3:38 PM Page 96

